domingo, 30 de junho de 2013

CARTOON versus QUADRAS

Swapa-me
HenriCartoon

«SWAPA-ME»

-Meu amorzinho, ‘swap’ é mesmo real?...
Explica pra mim o que isso quer dizer…

Amor, é assim tipo uma relação sexual
Sem camisa, entre a banca e o poder.

-Mas querido, assim podem engravidar...
Não se deve brincar com coisas sérias (?)

Descansa, já não conseguem ejacular…
Dali só podem sair doenças venéreas!!

POETA

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

JEFF BECK - «The Train Kept A-Rollin'»
The Train Kept A-Rollin' by Jeff Beck on Grooveshark
Poet'anarquista

O TREM MANTÉM O MOVIMENTO

Eu peguei o trem
Eu conheci uma dama
Ela era um hipster
Bem, e uma rocha de dama

Ela era bonita
de Nova York
Bem e transportado para baixo
Naquele velho Fairlane

Com um suspiro e um oh
Bem, eu simplesmente não podia deixá- la ir

Conviver
Pequena mulher doce
Obter junto
Nós vamos estar no seu caminho

Conviver
Pequena mulher doce
Obter junto
Nós vamos estar no seu caminho

Com um suspiro e um oh
Bem, eu não podia deixá-la ir

Bem, o trem continue andando
«Toda a noite
O trem mantém o movimento
Mantém o movimento
Toda a noite

O trem mantém o movimento
Toda a noite
O trem mantém o movimento
Toda a noite

Com um suspiro e um oh
Bem, eu simplesmente não conseguia» deixá-la ir

Fizemos uma parada
No Albuquerque
Ela deve ter pensado que
eu era um verdadeiro desaparecido idiota

Saímos do trem em El Paso
Aspeto tão bom, Jack
Eu não podia deixá-la ir

Conviver
Pequena mulher doce
Ao longe

Conviver
Pequena mulher doce
Obter junto
Nós vamos estar no seu caminho

Conviver
Pequena mulher doce
Conviver
Nós vamos estar no seu caminho

Com um suspiro e um oh
Eu simplesmente não podia deixá-la ir

Bem, o trem mantém o movimento
Toda a noite
O trem mantém o movimento
Toda a noite

Bem, o trem mantém o movimento
Toda a noite
O trem mantém o movimento
Toda a noite

Com um suspiro e um oh
Bem, eu simplesmente não podia deixá-la ir

Oh, oh, oh, oh

Jeff Beck

sábado, 29 de junho de 2013

PINTURA - PAUL KLEE

O pintor e poeta suíço (mais tarde naturalizado alemão) Paul Klee, nasceu em Munchenbuchsee, a 18 de Dezembro de 1879. Foi influenciado por várias tendências artísticas distintas, entre as quais o expressionismo, o cubismo e o surrealismo, sendo um estudioso do orientalismo.  Era um desenhador nato, sempre à procura de novas experiências e dominou a teoria das cores, sobre o que escreveu exaustivamente. As suas obras reflectem o seu humor seco muitas vezes relacionado com a sua perspectiva infantil, os seus ânimos e as suas crenças pessoais, e a sua musicalidade. Entre um dos seus grandes amigos, encontrava-se o grande mestre e pintor russo, Wassily Kandinsk. Klee faleceu em Berna, na Suíça a 29 de Junho de 1940.
Poet’anarquista
Paul Klee
Pintor Suíço, naturalizado Alemão

«Auto-Retrato»
Paul Klee
SOBRE O PINTOR…

Influenciado por seu pai, o professor de música Hans Klee, Paul interessou-se primeiramente por música, mas na adolescência viu aflorar a sua vocação para as artes plásticas.

Estudou na Academia de Belas Artes de Munique e, estabelecendo-se nessa cidade, conheceu Kandinsky e Franz Marc, entre outros artistas de vanguarda.

Em 1906, casou-se com a pianista Lili Stumpf, com quem teve um filho, Félix. Nesse mesmo ano, expôs as suas gravuras pela primeira vez.

Passou a fazer parte, em 1911, do grupo «Der Blaue Reiter» («o cavaleiro azul»), que reunia artistas expressionistas liderados por Wassily Kandisnky.

Klee visitou a Tunísia em 1914, o que proporcionou grande impacto na sua obra. Impressionado com a luminosidade e as cores do país africano, Klee chegou a declarar que «a cor e eu somos um só».

Durante a Primeira Guerra Mundial, Paul Klee integrou o exército imperial da Alemanha. Com o fim do conflito, tornou-se professor da famosa escola de arte moderna Bauhaus, instalando-se na cidade de Weimar.

Além de possuir uma das mais importantes obras pictóricas da primeira metade do século 20, Paul Klee notabilizou-se por sua reflexão teórica, encontrada em textos como «Sobre a Arte Moderna» e «Confissão Criadora».

A partir de 1931, o artista tornou-se professor da Academia de Dusseldorf. Com a ascensão dos nazistas ao poder, a situação de Klee na Alemanha tornou-se difícil, sendo considerado um produtor de «arte degenerada».

Em 1933, regressou à Suíça. Dois anos depois, teve diagnosticada uma doença auto-imune e progressiva, a esclerodermia. Paul Klee faleceu em Berna, em 1940.

Em junho de 2005, com a inauguração do Centro Paul Klee, a cidade de Berna, na Suíça, passou a abrigar a maior coleção individual do mundo, com 4.000 obras do artista.

Projetado pelo arquiteto italiano Renzo Piano, que também projetou o Centro George Pompidou, em Paris, o museu tornou-se um riquíssimo centro de pesquisas sobre um dos fundadores da arte abstrata - o pintor e artista gráfico Paul Klee.
Fonte: educação.oul.com.br/
«Peixe Dourado»
Paul Klee

«Cabeça com Bigode»
Paul Klee

«Carnaval nas Montanhas»
Paul Klee

«Cabeça de Bandido»
Paul Klee

«Estradas e Caminhos»
Paul Klee

«Comédia»
Paul Klee

«Senhora Jovem»
Paul Klee

«VÁRIAS TENDÊNCIAS ARTÍSTICAS»
PAUL KLEE

CARTOON versus QUADRAS

Desplante
HenriCartoon

«DESPLANTE»

A Michelle não pode atended
Está em Doaming noutda padte…
E eu com isso, quedo lá sabed,
Pod mim podia estad em Madte!

O tanas, pdesidente pod médito
Exige padtilhad esta glódia única!...
Vou pedid que se abda inquédito,
Na Pdocudadodia Gedal da Depública.

Traduzindo...

A Michelle não pode atender
Está em Roaming noutra parte…
E eu com isso, quero lá saber,
Por mim podia estar em Marte!

O tanas, presidente por mérito
Exige partilhar esta glória única!...
Vou pedir que se abra inquérito,
Na Procuradoria Geral da República.

Alô, Alô...

Presidente, a Michelle manda dizer
Que vossa excelência é caso à parte…
Atende, mas a condição é prometer,
Não se candidatar ao planeta Marte!!

POETA 

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

RAUL SEIXAS - «Cachorro Urubu»
Cachorro Urubu by Raul Seixas on Grooveshark
Poet'anarquista

CACHORRO URUBU

Baby, essa estrada
é comprida
Ela não tem saída
É hora de acordar
Pra ver o galo cantar
Pro mundo inteiro escutar
Baby a estória é a mesma
Aprendi na quaresma
Depois do carnaval
A carne é algo mortal
Com multa de avançar sinal
Todo jornal que eu leio
Me diz que a gente já era
Que já não é mais primavera
Oh baby, oh ba...by
A gente ainda nem começou
Baby o que houve na trança
Vai mudar nossa dança
Sempre a mesma batalha
Por um cigarro de palha
Navio de cruzar deserto
Todo jornal que eu leio
Me diz que a gente já era
Que já não é mais primavera
Oh, baby, oh baby
A gente ainda nem começou
Baby isso só vai dar certo
Se você ficar perto
Eu sou índio Sioux
Eu sou cachorro urubu
Em guerra com Zéu!

Raul Seixas

CARTOON versus QUADRAS

A Surpresa
HenriCartoon

«A SURPRESA»

Querida, como hoje é o teu aniversário
Reservo-te uma surpresa bem original,
Fecha os olhos e pensa num santuário…
Diz-me: que som ouves tu tão especial?

-Só pode ser a Sérvia!… deu pra acertar?...
Não imaginas como esse país me seduz!

Não, (@r@{#o! Estás no Estádio da luz…
Os sons de fundo são os sérvios a falar!!

POETA

sexta-feira, 28 de junho de 2013

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

LITTLE WALTER - «Temperatura»
Temperature by Little Walter on Grooveshark
Poet'anarquista

TEMPERATURA

Minha gorota aumenta minha temperatura
Minha gorota aumenta minha temperatura
Yeah ... 101… quando nós nos beijamos e dançamos
102 querida ... parágrafo, um romance tarde na noite
103 ... 4 e 5 ... fica quente demais, parágrafo, se continuar 'vivo

Minha garota aumenta minha temperatura
Minha garota aumenta minha temperatura
Quando eu a vejo vindo ... pela rua
Eu sou o que dá febre ... alto, até ao último
103 ... 4 e 5 ... fica quente demais, parágrafo, se continuar 'vivo

Minha garota aumenta a temperatura minha
Minha garota aumenta a temperatura minha
97 ... 98 e, para um alarme falso
Minha temperatura a 105 quando eu a seguro ... nos meus braços
103 ... 4 e 5 ... fica quente demais para se continuar 'vivo

Little Walter

quinta-feira, 27 de junho de 2013

«O TEMPO DOS DEUSES»

«Avante, Endovélico!», palavras com dedicatória do escritor João Aguiar ao Grupo Técnico de Arqueologia de Campo no seu livro, «A Voz dos Deuses», aquando do lançamento da 1ª Carta Arqueológica de Alandroal, em 1994. Conceição Roque pertencia a esse Grupo de Trabalho e hoje, com toda a justiça, é coautora da Nova Carta Arqueológica de Alandroal. Grato pelo teu trabalho sério e honesto em prol da Arqueologia no Concelho do Alandroal!
Poet'anarquista
«AVANTE, ENDOVÉLICO!»
Deo Endovélico Sacrum 

Poet'anarquista

CARTOON versus MEIA/ QUADRA

A Pausa
HenriCartoon

«A PAUSA»

Tá zolhar prá onde? Loja fechada!... hoje por aqui nem o cão ladra!...
Estamos de greve, não há piada, só tens direito a meia quadra!?

POETA

GREVE GERAL

Lutem, Porra!
Um por todos, todos por um!

Poet'anarquista

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...
(27 de Junho de 2002, morre o baixista, compositor, cantor e trompetista britânico John Entwistle, músico da banda rock The Who)

JOHN ENTWISTLE - «Cell Number 7»
Cell Number 7 by John Entwistle on Grooveshark
Poet'anarquista

CÉLULA NÚMERO 7

Seis e meia da manhã, eu tinha acabado de dormir
eu me senti tão cansado nem sequer contei carneiros
acordei com seis policiais em pé ao lado da cama
A voz da desgraça estava tocando na minha cabeça
Levanta-te amigo, e não faças nenhum barulho
Põe as tuas roupas, você tem que vir com a gente.

A célula número sete
número de células sete
celular número sete
número de células sete não é exatamente o céu.

Bill disse, acho que ele aparece,
eu só tenho sonhado nos últimos quatro anos,
disse malvado, eu estou me divertindo muito
número um celular tem algo para todos
Enquanto isso, em Boston as crianças faziam fila
volta a Montreal estávamos apenas a estufar .

Na célula número sete
número de celular de sete
celular número sete
número de celular de sete é um longo caminho do céu.

Micky menino estava ocupado batendo na sua cela
Enquanto o almirante estava tentando falar do seu caminho Outta Hell
Bem Bobby precisa de uma mudança de sementes e areia
O promotor está arrancando os cabelos gritando onde está a banda?

(Guitarra Solo)

Os filhotes estavam no Chicken Shack a comer pão e mel
O gerente do hotel foi somando o dinheiro
Vamos froggies vamos pagar
Temos um show para fazer
Temos que fugir.

No número de células de dois era o vocalista do The Who
Andando para cima e para baixo como um tigre num zoológico
Primo Graham nem sabia que ele tinha feito
para fazê-los tirar a sua Nikon
Enquanto isso, em Boston as crianças estavam esperando
Enquanto a volta Montreal estávamos apenas especulando.

Na célula número sete
número de celular de sete
celular número sete
número de células sete não é nada parecido com o céu.

O Birdman estava dormindo no número três da gaiola
Esperando o som de uma chave girando
Enquanto Dougal inclinou Dane contra a parede
Com medo de dormir, caso ele caísse
E enquanto isso em Boston as crianças nunca souberam
Que em número de células de dois, três e sete, encontravam quem.

Número de células sete
Eu e Moonie no número de células sete
Ele driblou minha jaqueta no número de células sete
Oo hoo
Roncava como um bode
Arruinou o meu casaco.

John Entwistle

quarta-feira, 26 de junho de 2013

III CONGRESSO «POR TERRAS DO ENDOVÉLICO»

III Congresso «Por Terras do Endovélico»
Território e Cultura, Caminhos da Identidade

Programa III Congresso
5*6*7* Julho 2013

Poet'anarquista

III EDIÇÃO «FESTIVAL TERRAS DO ENDOVÉLICO»

Programa
5*6*7* Julho 2013

Num momento forte de afirmação da identidade cultural do Concelho….

Alandroal regressa à época romana com a III edição do «Festival Terras do Endovélico»

Nesta terceira edição do «Festival Terras do Endovélico», a decorrer de 5 a 7 de Julho, o Alandroal vai recuar 2000 anos no tempo e o interior do Castelo da sede do Concelho, recentemente requalificado, servirá de cenário a recriações históricas com a cor, os sons e a animação de alguns momentos marcantes da vida na “Lusitânia Romana nos Tempos do Endovélico”.

Assim logo no dia 5 de Julho pelas 22h, também no Castelo, está prevista a estreia do documentário “Por Terras do Endovélico”, do famoso realizador José Meireles, dedicado ao património arqueológico, cultural e etnográfico do concelho, projecto financiado por fundos comunitários e com o apoio da Entidade Regional de Turismo do Alentejo.

Ao longo dos três dias irá ainda decorrer, no Fórum Cultural Transfronteiriço do Alandroal, o Congresso Científico «Por Terras do Endovélico – Território e Cultura, Caminhos da Identidade» que irá juntar investigadores nacionais e internacionais e todos os interessados na temática.

Em paralelo com o Congresso e também no Forúm Cultural Transfronteiriço, é apresentada uma exposição de peças originais do espólio do Endovélico, encontradas em S. Miguel da Mota (Terena) as quais integram neste momento as colecções do Museu Nacional de Arqueologia, parceiro do Município neste Evento.

No decorrer do Congresso e com entrada aberta a todos os interessados será apresentada  a obra «O Tempo dos Deuses – A Nova Carta Arqueológica do Alandroal», (dia 6 às 12h30), e também o projecto do «Centro de Interpretação do Endóvelico”, no (dia 7 às 12h00), que a Autarquia pretende construir em Terena e que constituirá o futuro Museu dedicado a esta divindade pré-romana.

Visitas guiadas à Rocha da Mina e a S. Miguel da Mota, completam um programa onde a cultura, a ciência, a gastronomia e as tradições locais se misturam com o imaginário do Endovélico, num dos momentos mais fortes da afirmação da identidade cultural do Concelho.

Destaque ainda para o concerto do fadista “Camané”, no sábado à noite, a decorrer no interior do castelo (entrada livre). Para mais informações pode consultar a página de internet do Município de Alandroal, em «www.cm-alandroal.pt» ou, em alternativa, utilizar os telefones 268 440 040 e 268 440 045.
Fonte: notaimprensa/cmalandroal

GREVE GERAL 27 DE JUNHO

Vamos à Luta por uma Vida Digna!
Greve Geral 27 de Junho

O Povo é quem mais ordena!

ESPECIAL MÚSICAS DO MUNDO

E a música especial de hoje é...
(26 de Junho de 1942, nasce o cantor e compositor Gilberto Gil)

GILBERTO GIL 
«Cada Macaco no seu Galho»
Cada macaco no seu galho by Gilberto Gil on Grooveshark
Poet'anarquista

CADA MACACO NO SEU GALHO

Cho, chuá
Cada macaco no seu galho
Cho, chuá
Eu não me canso de falar
Cho, chuá
O seu galho é na Bahia
Cho, chuá
O seu é em outro lugar

Não se aborreça, moço da cabeça grande
Você vem não sei de onde
Fica aqui, não vai pra lá
Esse negócio da mãe preta ser leiteira
Já encheu sua mamadeira
Vá mamar noutro lugar

Gilberto Gil

CARTOON versus QUADRAS

Em Nome do Filho
HenriCartoon

«EM NOME DO FILHO»

-Ouve com atenção, Mário Bigodeira,
Vamos ter que chegar a um consenso…
Os alunos sofrem com a bandalheira,
E  o seu futuro na educação foi suspenso!

-Mas eles são o amanhã, Nuno Chato,
A esperança de uma nação mais justa
Desde que isso não seja à nossa custa…
Podemos selar d’ imediato este pacto!

-Peço palavra… como aluno eu quero…

-Tu calas-te! Aproveita a greve e vai estudar,
Ou no exame reprovas com nota zero!...       

-Pedido negado… não tens ordem de piar!!

«Em nome do filho», pai e espírito santo…
(Por enquanto...)

POETA

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...
(Escolha musical da blogosfera)

JÚLIA BARROSO - «Adeus»
Adeus by Júlia Barroso on Grooveshark
Poet'anarquista

ADEUS

Meu amor na vida sem vida eu vivo aqui
Desde que à partida, meu Zé, fiquei sem ti
Bem peço aos retratos "Socorro!"
São mudos, ingratos: vem tu, senão morro!

Nem mesmo a saudade me traz consolação
Quero a verdade, não quero uma ilusão
Na alma ainda me dói, meiga a tua voz
Quando o barco foi tão mau para nós

Adeus, não afastes os teus olhos dos meus
Até quando ao longe a bruma a pairar
Me consuma entre as ondas do mar

E os céus, adeus
Não afastes os teus olhos dos meus
Dá-lhes carinhos
Que partem ceguinhos de amor pelos teus

Sei que tu existes e sei também, meu Zé
Que há palavras tristes e que uma delas é
A que me tortura distância
Nem sei se há mais dura na minha ignorância

Oh, palavras belas, mas quase as esqueci
Céu, noivado, estrelas, altar e outras pra ai
Quando as ouvirei todas? Sol, Jesus
Hoje apenas sei estas sem luz

Adeus, não afastes os teus olhos dos meus
Até quando ao longe a bruma a pairar
Me consuma entre as ondas do mar

E os céus, adeus
Não afastes os teus olhos dos meus
Dá-lhes carinhos
Que partem ceguinhos de amor pelos teus

Adeus, quem sabe, alma querida
Adeus, se é por toda à vida

Adeus
Não afastes os teus olhos dos meus
Dá-lhes carinhos
Que partem ceguinhos de amor pelos teus

Júlia Barroso

terça-feira, 25 de junho de 2013

CARTOON versus QUADRA

O Feitiço da Lua
HenriCartoon

«O FEITIÇO DA LUA»

-Olha que lua tão cheia, meu amor...
Descontrai  com este imenso luar!

-Morte ao fascista, grande estupor,
Cago prá lua se me estão a tramar!!

POETA

POESIA - ANTÓNIO CARDOSO

O poeta angolano António Mendes Cardoso, ou simplesmente António Cardoso, nasceu em Luanda a 8 de Abril de 1933. Escritor anti-fascista e com intensa actividade política no MPLA a partir de 1975, esteve preso por duas vezes, em 1959 e em 1961. Foi na prisão que escreveu o livro «21 poemas da cadeia». Como o próprio disse: «a arte é desvendar a poesia onde outros não a suspeitam». António Cardoso faleceu na sua terra natal, a 25 de Junho de 2006.
Poet’anarquista
António Cardoso
Poeta Angolano
SOBRE O POETA...

António Mendes Cardoso (8 de Abril de 1933) foi um escritor angolano.

Colaborou na revista Mensagem, embora seja mais conhecido pela sua colaboração com a revista Cultura II, onde fez parte do corpo redactorial. Por causa das suas ideologias e da linha temática que sempre seguiu, foi preso várias vezes, em Luanda, e no Campo de Concentração do Tarrafal (em Cabo Verde).

Após a independência de Angola, exerceu funções superiores na Rádio Nacional, na Secretaria de Estado da Cultura e foi Presidente da União dos Escritores Angolanos, é ainda citado em várias Antologias de Língua Portuguesa e de outros países da Europa.

«Poemas de Circunstância», obra de estreia de António Cardoso no mundo literário angolano, em 1962, reúne os primeiros textos do autor.

Faleceu em 25-06-2006
Fonte: wikipédia
21 Poemas da Cadeia
Poeta António Cardoso

DRAMA NA CELA DISCIPLINAR

A aranha monstruosa está com apepsia:
Dou-lhe a aprazada mosca sempre a hora habitual,
Mas não galga o violino como já fazia,
Solerte, amarela e negro, para a fatal
Deglutição. E só já reage à terceira
Fumarada do meu cigarro. Enfim, zangada:
Não me lembrei ver se aquela insulsa rameira,
Já tonta, que lhe dei, estaria tocada
Pelo insecticida de horas antes. Farricoco
De moscardos a boa vida ou domador
Falhado, restam-me as paredes e eu — oco
No cerne — estes fonemas a doer, o calor
E o frio; a loucura, os janízaros bem pouco
Amigos, a colite, os versos sem valor...

António Cardoso

ABANDONO VIGIADO

Ler O'Neill
Aqui na prisão,
É como cuspir na careca dum burguês
(Francês, português ou angolês,
Tanto fez ou faz...)
Empanturrado de consideração...
Portanto, meu rapaz,
Desculpa a sem cerimónia,
E puxa-me da cachimónia,
0 sumo de limão
Do verso que te apraz...

António Cardoso

MAGO

Chispa uma estrela
No isqueiro
— Camarada rotineiro
De sonho avulso e barato
Na minha cela —
E por um segundo,
Sou o mago, insulso,
Aziago e pacato,
Que neste dia amargo
Crispa na mão fechada
A mais bela e amada
Estrela do mundo...

António Cardoso

EXÍLIO

Eu vivo na minha terra
Mas estou exilado.
Quem vive nela não sou eu
Mas outro que em mim vive.
A minha terra está por vir
E o meu outro ser vive, vive...
...vive à espera desse porvir.

António Cardoso

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...
(25 de Junho de 1767, morre o compositor alemão Georg Telemann)

GEORG TELEMANN
«Solo em G Menor-Allegro»

segunda-feira, 24 de junho de 2013

FOTO-POESIA

Ford A 1918 - 1º Carro no Alandroal
Avós Maternos: Manel Biga e Antónia Cardoso

A VOLTA DE MOTA

Em outro tempo, num certo dia
Quis Manel Biga andar de mota…
Tinha na ideia dar uma volta,
E ver como a dita desenvolvia.

Foi assim que tudo começou
Num certo dia, em outro tempo…
Manel Biga não mais parou
Com o seu novo passatempo.

(Fizeram-se horas pra ir almoçar)…
Ouve-se Antónia da sua varanda:
-Manel, então não pensas parar?...

-É só mais uma voltinha redonda
Até o combustível se acabar…
Não sei como esta coisa abranda!

POETA

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

FAIRPORT COVENTION - «Sailor's Life»
Sailor's Life by Fairport Convention on Grooveshark
Poet'anarquista

VIDA DE MARINHEIRO

A vida de um marinheiro, é uma vida alegre
Ele rouba as meninas de prazer do seu coração
Deixando para trás a chorar e chorar
Eles nunca sabem quando vão voltar

«Bem, há vinte e quatro por todos numa linha
Meu verdadeiro amor ele faz o melhor espectáculo
Ele é bom, alto, gentil, além disto
E se eu não o tiver, eu vou ter nada em tudo »

«Oh, pai constrói para mim um barco galante
Que no oceano largo eu possa flutuar
e enviar cada rainha que passamos parar lá
Eu vou perguntar para o meu menino de marinheiro»

Eles não tinham navegado muito sobre a profunda
Quando um navio da rainha que teve a chance de conhecer
«Vocês, marinheiros de tudo, rezar e dizer verdadeiro
O meu doce William vela entre a sua tripulação?»

«Oh não, donzela, ele não está aqui,
porque ele tem sido afogado, temos muito medo
Em acolá ilha verde, já que passou por
Não perdermos de vista o seu menino vela»

Bem, ela tocou as mãos e rasgou seu cabelo
Ela era como uma jovem em grande desespero
E seu pequeno barco contra uma rocha foi executado
«Como posso viver agora? Meu doce William está desaparecido

Fairport Convention

PINTURA - NUNO BARRETO

O pintor e fundador da Academia de Artes Visuais de Macau, Nuno Barreto, nasceu no cidade do Porto em 1941. Considerado o melhor pintor português das últimas décadas em Macau, local onde a sua obra passou a ter mais visibilidade no meio artístico, veio a falecer na sua terra natal em dia de S. João, a 24 de Junho de 2009.
Poet'anarquista
Nuno Barreto
Pintor Português

«Auto-Retrato»
Nuno Barreto
SOBRE O PINTOR…

Considerado habitualmente o melhor pintor português das últimas décadas de Macau, nasceu no Porto em 1941, numa família de sete irmãos, todos rapazes, um dos quais António Barreto. Frequentou a Escola Superior de Belas Artes do Porto, onde se graduou em 1967 com vinte valores.

Bolseiro da Fundação Gulbenkian, fez uma pós-graduação na prestigiada Saint Martin's School of Art, de Londres. Professor da ESBAP, dirigiu durante 15 anos a respectiva Oficina de Serigrafia. Em 1986, foi 'Artist in Residence' em duas instituições do estado norte-americano de Massachusets.

Convidado para trabalhar em Macau, foi o principal dinamizador da Escola de Artes Visuais, inaugurada em 1989 e que está na origem da actual Escola Superior de Artes.

Foi a partir de Macau que a sua pintura se tornou mais conhecida. O quadro porventura mais popularizado chama-se «O Embarque no 'Pátria» e é uma fantástica alegoria ao fim da administração portuguesa daquela minúscula colónia na China - e que foi, simultaneamente, o fim do império.

Sobre a pintura de Nuno Barreto, a Fundação Oriente editou em 2006 o álbum «Galeria Imaginária», realizado a partir de um CD-ROM com o mesmo título concebido pelo próprio pintor.

O álbum foi coordenado por Fernando António Baptista Pereira, que escreve no texto de abertura: «Na pintura de Nuno Barreto surpreendemos um talento muito especial para captar o espírito de um lugar, assim como os sentimentos das pessoas que o povoam. Todavia, o pintor fá-lo mediante uma capacidade de invenção que combina o gosto pela síntese por vezes geometrizadora do espaço e a ironização sobre os comportamentos e as situações».

Nuno Barreto morreu aos primeiros minutos do dia 24 de Junho, dia de S. João, no Porto.
Fonte: expresso.sapo.pt/
«O Embarque no Pátria»
Nuno Barreto

«Natureza Morta com Três Pontes»
Nuno Barreto

«Vida de Macau»
Nuno Barreto

«Sem Caminho Entre Ruínas»
Nuno Barreto

«Labirinto Vermelho»
Nuno Barreto

«Labirinto Junto ao Estuário»
Nuno Barreto

«Pigmalião e Galateia»
Nuno Barreto

«Peixes»
Nuno Barreto

«Navios Ancorados»
Nuno Barreto

domingo, 23 de junho de 2013

CARTOON versus QUADRA

O Cerco
HenriCartoon

«O CERCO»

O cerco vai apertando
Com rosas cheias de espinhos…
Mais do mesmo, até quando,
Infelizes portuguesinhos?

POETA

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

ERIC CLAPTON - «Roll It»
Roll It by Eric Clapton on Grooveshark
Poet'anarquista

ENROLA

Enrolar, balançar, rolar na tomada.
Rolar, rolar, rolar, rolar.
Sentir isso, você pode sentir isso, toda a noite, tudo bem.
Oh queimá-lo, balançá-lo, movendo-se na tomada.
Sim, sim, oh sim, oh sim, oh sim.

Vou te pegar, te pegar, aqui se trata, não tente correr.
Devo te amar, vou te sacar ele, vai rolar, vai rockar.
Rolar, rolar, rolar, rolar.
Oh senhor, balance-o, fazendo amor na tomada, sim, sim.

Eric Clapton

POESIA - NICOLAU TOLENTINO

O poeta satírico português Nicolau Tolentino de Almeida, conhecido por Nicolau Tolentino nasceu em Lisboa, a 10 de Setembro de 1740. Exerceu como professor de retórica e poética, e foi membro da Secretaria de Estado dos Negócios do Reino a partir de 1780. Muito bom na métrica, escreveu sátiras descritivas e caricaturais, sonetos e odes que acabou por reunir em 1801 no volume chamado, «Obras Poéticas». Nicolau Tolentino faleceu em Lisboa, a 23 de Junho de 1811.
Poet’anarquista
Nicolau Tolentino
Poeta Português
SOBRE O POETA…

Poeta satírico português, natural de Lisboa. Estudou direito em Coimbra durante vários anos e, em 1767, tornou-se professor de retórica e de poética. Em 1780, ocupou um cargo de funcionário da secretaria de estado dos Negócios do Reino. 

A obra de Tolentino de Almeida abarca sonetos, odes, memoriais e sátiras, entre outros géneros; apenas em 1801 o poeta reuniu os seus textos em volume, com o nome de Obras Poéticas. Após a sua morte, surgiram algumas edições mais completas da sua obra, incluindo textos até então inéditos. 

A sátira de Tolentino, que o tornou particularmente conhecido e o distinguiu dos poetas seus contemporâneos (não pertenceu, aliás, a nenhum dos grupos literários arcádicos), dirige-se à mesquinhez dos costumes, à pelintrice das aparências, à insensatez de certos grupos sociais e comportamentos, num humor pitoresco e irónico. O próprio poeta se inclui entre os cúmplices dessa mediocridade, assumindo a sua pequenez resignada — alguns dos seus poemas são homenagens a grandes figuras da época, de cuja protecção e auxílio necessitava. Tolentino apresenta-se como vivendo na miséria, e assume-se, ele próprio, consciente e ironicamente, personagem da comédia humana que caricatura. 

Do ponto de vista estilístico, a obra do poeta caracteriza-se pela sua simplicidade, longe da grandiloquência e das métricas próprias dos poetas neoclássicos. O seu verso aproxima-se das formas populares, e o seu tom da coloquialidade, o que contribui para os efeitos de denúncia de vícios corriqueiros, de episódios quotidianos. 

É considerado por muitos um dos grandes vultos literários do século XVIII português e um dos maiores satíricos nacionais.
Fonte: astormentas

SONETOS

Chaves na mão, melena desgrenhada,
Batendo o pé na casa, a mãe ordena
Que o furtado colchão, fofo e de pena,
A filha o ponha ali ou a criada.

A filha, moça esbelta e aperaltada,
Lhe diz coa doce voz que o ar serena:
– «Sumiu-se-lhe um colchão? É forte pena;
Olhe não fique a casa arruinada...»

– «Tu respondes assim? Tu zombas disto?
Tu cuidas que, por ter pai embarcado,
Já a mãe não tem mãos?» E, dizendo isto,

Arremete-lhe à cara e ao penteado.
Eis senão quando (caso nunca visto!)
Sai-lhe o colchão de dentro do toucado!...

Nicolau Tolentino

Vai, mísero cavalo lazarento,
Pastar longas campinas livremente;
Não percas tempo, enquanto to consente
De magros cães faminto ajuntamento.

Esta sela, teu único ornamento,
Para sinal da minha dor veemente,
De torto prego ficará pendente,
Despojo inútil do inconstante vento.

Morre em paz, que, em havendo algum dinheiro,
Hei-de mandar, em honra de teu nome,
Abrir em negra pedra este letreiro:

«Aqui piedoso entulho os ossos come
Do mais fiel, mais rápido sendeiro,
Que fora eterno, a não morrer de fome».

Nicolau Tolentino

Em curto josezinho rebuçado,
Loiro peralta a rua passeava;
Seus votos pela adufa lhe aceitava
Com brando riso um rosto delicado;

O pai da moça, que era ginja honrado,
E o caso havia dias espreitava,
De membrudo caixeiro se escoltava,
Com bengala na mão, chambre traçado:

Fugira o moço, qual ligeira pela,
Se as fivelas, de marca agigantada,
Deixassem navegar a nau à vela;

Mas viu uma entre esquinas encalhada;
E, se ninguém comprou maior fivela,
Também ninguém levou maior maçada.

Nicolau Tolentino

sexta-feira, 21 de junho de 2013

SOLSTÍCIO DE VERÃO

Solstício de Verão 2013

Solstício de Verão é o momento que marca o início desta estação no hemisfério Norte (e do Inverno, no hemisfério Sul). O Verão 2013 começa no dia 21 de junho de 2013 exactamente às 05:04 horas em Portugal. Este momento é conhecido como Solstício de Verão.

O que acontece no Solstício de Verão?

A astronomia define como Solstício de Verão o momento em que o Sol, assim como o vemos a partir da Terra, atinge a maior declinação em latitude, medida a partir da linha do Equador, em Junho no hemisfério norte, e em Dezembro no hemisfério sul.

O que quer dizer Solstício de Verão?

O termo «solstício» vem do Latim e é composto por duas palavras: sol (sol) e sistere (que não se mexe).  Solstício significa portanto, «sol parado», uma vez que para o observador que está na Terra, o sol parece manter uma posição fixa ao nascer e ao se pôr, durante algum tempo. Solstícios acontecem duas vezes por ano, em Junho e em Dezembro, definindo as mudanças de estação Primavera/Verão e Outono/Inverno.

Em Junho observamos o Solstício de Verão, que coincide com o início do Verão no hemisfério norte. Já no hemisfério sul acontece ao mesmo tempo o Solstício de Inverno. Por volta de 20 de Dezembro acontece o contrário: enquanto o hemisfério norte recebe o Equinócio de Outono, chega o Equinócio da Primavera no hemisfério sul.
Fonte: http://www.online24.pt/
SOLSTÍCIOS

Poet'anarquista
O dia mais longo do ano

O solstício de Verão, que ocorre em Portugal na madrugada do dia 21 de Junho, é mote para várias celebrações ao longo do fim-de-semana.

Na capital, precisamente às 22h de dia 21, o Verão é recebido com «Lisboa em Si», um concerto inédito que tem a cidade como protagonista. Durante sete minutos, 100 músicos tocam sons da cidade: apitos de barcos, viaturas de bombeiros, comboios, sinos de igrejas e campainhas de eléctricos.

Dias longos, noites curtas. Rituais para receber o Verão de braços abertos. Tradições ligadas aos ciclos da natureza. Está tudo naquele que é, efectivamente, um dos primeiros festivais estivais do ano. O programa do «Solstício - Festival da Natureza» sugere a descoberta da Serra da Gardunha e, em particular, da sua face solar.

Em Odemira, a PédeXumbo alinha três dias de música, dança, arte e muita animação para dar as boas-vindas aos longos dias que se avizinham. Concertos, actividades para famílias e crianças, bailes, oficinas, exposições, circo, passeios e gastronomia são os astros do «Festival do Solstício», que inunda Santa Clara-a-Velha e as margens do rio Mira.
Fonte: http://lazer.publico.pt/