sexta-feira, 31 de maio de 2013

CARTOON versus QUADRA

O Mal Amado Anexo
HenriCartoon

«O MAL AMADO ANEXO»

Ó Amilcar, trataste do anexo SS
Ao preencheres o teu IRS?

-Sim mulher, ao que me parece
Tratei dele como ele merece!!  

POETA

CARTOON versus QUADRAS

Adepto Sofredor
HenriCartoon

«ADEPTO SOFREDOR»

Zé, peço a tua generosa compreensão
P'las dificuldades que tenho passado
Como um Horroroso adepto lampião…
Foram três as finais em que fui gozado!

 Igor lampião, imploro a tua demissão
Faz muito tempo só me tens roubado…
És, na gíria um grandessíssimo ladrão
À conta do Zé, contribuinte do Estado!!

POETA

POEMAS DE PASTERNAK

Dois poemas que assinalam a data de falecimento (31 de Maio de 1960) do poeta e romancista russo Bóris Pasternak. Pode consultar aqui- «LITERATURA - BORIS PASTERNAK» ou ainda aqui- «DOIS POEMAS DE PASTERNAK», sobre vida e obra deste grande autor russo a quem foi atribuído o Prémio Nobel de Literatura, em 1952, mas que por motivos políticos não foi autorizado a receber o galardão. Hoje pode ler ou reler em «A Fama é Reles...» e «Quero Chegar...», a poesia fantástica de Pasternak.
Poet'anarquista
Bóris Pasternak
Desenho por Leonid Pasternak

A FAMA É RELES...

Ter fama é reles; a escalada
ao apogeu segue outras leis.
Arquivos não servem de nada,
Não tremas sobre os teus papéis.

Criar é se entregar de todo,
e não sucesso ou alarido.
É vergonhoso, sendo engodo,
virar provérbio difundido.

Cumpre viver, mas sem disfarce,
para atrair-se enfim o puro
amor do espaço ou escutar-se
o apelo, ao longe, do futuro.

Deixa as lacunas no destino,
nas obras, não. Qualquer passagem,
qualquer capítulo ou domínio
de tua vida – anota à margem.

Some no anonimato e esconde
teus passos como sítio oculto
por brumas muito espessas onde
não há como entrever seu vulto.

Outros, que irão por tua rota,
seguem teu rastro, passo a passo.
Mas não te cabe ser quem opta
entre um sucesso ou um fracasso.

Não rendas nunca, por motivo
algum, teu rosto, tua estrada;
prossegue vivo, apenas vivo
até o fim, vivo e mais nada.

 Bóris Pasternak

QUERO CHEGAR ...

Quero chegar em tudo ao cerne,
ao mais oculto.
Buscando a rota, no afazer, no
peito em tumulto.

Ao bojo dos dias de outrora,
ao próprio centro,
justo às raízes e às escoras,
medula adentro.

Sempre agarrando toda a série
de sinas, fatos,
sentir, pensar, amar, viver e
fazer achados.

E escreveria, ah, se o lograsse,
sobre os diversos
dons da paixão, de todo ou quase,
em oito versos.

Seus crimes, fugas e caçadas,
seus atropelos
acidentais, mãos espalmadas
e cotovelos.

Deduziria a essência inata
e as suas leis,
diria a inicial de cada
nome outra vez.

Dispondo cantos em canteiros,
com veias tensas,
veria as tílias: o horto inteiro
posto em sequência.

Bóris Pasternak

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

THE MUSE - «Piano Thing»

quinta-feira, 30 de maio de 2013

O SUCESSO NO FC PORTO

FC Porto
O 1º Clube no Dirigismo Europeu

FC Porto é «o clube mais bem dirigido da Europa»

Agência internacional destaca negócios e títulos dos portistas ao longo da última década.

As saídas recentes de João Moutinho e James Rodríguez para o Mónaco serviram para a agência Reuters analisar o FC Porto, ao longo da última década. O texto foi publicado, por exemplo, no site da Eurosport britânica, que questiona: «O FC Porto é o clube mais bem dirigido da Europa»?

Os negócios e títulos dos portistas são o assunto principal. Destaca-se o facto de, nos últimos 10 anos, o FC Porto ter conquistado oito campeonatos nacionais, uma Liga dos Campeões e uma Liga Europa. 

Troféus erguidos apesar da saída de jogadores importantes em quase todas as épocas.

A agência internacional de notícias fez as contas e reparou que, desde a temporada 2003/04, os negócios do FC Porto envolveram mais de 500 milhões de euros, em transferências de atletas.

Começando por Hélder Postiga, em 2003, quando o Tottenham pagou nove milhões de euros pelo avançado português. Depois surgiram vários exemplos, entre eles: por 30 milhões de euros Ricardo Carvalho rumou ao Chelsea, Anderson saiu para o Manchester United e Pepe para o Real Madrid; Falcao transferiu-se para o Atlético Madrid, Hulk para o Zenit (40 milhões cada). 

Entre outras transferências rentáveis, juntam-se agora as duas mais recentes, ambas protagonizadas pelo Mónaco, que comprou os passes de James por 40 milhões de euros e de Moutinho por 25 milhões.

Villas-Boas e Mário Figueiredo comentam - O artigo recorda declarações de André Villas-Boas, que em dezembro do ano passado, pouco antes da abertura do mercado de inverno, afirmou: «O FC Porto conquistou um prestígio internacional ao longo dos anos e criou uma estrutura muito forte. É o clube mais bem organizado que alguma vez vi».

Em entrevista à agência Reuters, Mário Figueiredo comentou este cenário: «Estamos habituados a ver estes negócios no FC Porto nos últimos 10 anos. É um clube excelente a valorizar jogadores».

O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional considera que o campeonato português se tornou num «trampolim» para jogadores de vários países da América do Sul, «não só do Brasil, como também de Colômbia e Argentina».
Fonte: www. relvado.sapo.pt/

CARTOON versus QUADRA

Não Vá o Diabo Tecê-las
HenriCartoon

«NÃO VÁ O DIABO TECÊ-LAS»

Contra a Rússia, não vá o diabo tecê-las,
Jogamos com equipamento alternativo...
O vermelho deixa-me muito apreensivo
E logicamente... vermelhas, nem vê-las!

POETA

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...
(30 de Maio de 1909) 
Nasce o chefe de orquestra e clarinetista norte-americano, Benny Goodman

BENNY GOODMAN
«Sing, Sing, Sing (With a Swing)»

quarta-feira, 29 de maio de 2013

POESIA - DANTE ALIGHIERI

O poeta, escritor e político italiano Dante Alighieri, nasceu em Florença, a (29?) de Maio de 1265. Foi considerado o primeiro e mais importante poeta da língua italiana, sendo definido como o «Sumo Poeta». Das suas obras mais conhecidas destaca-se «A Divina Comédia», escrita entre os anos de 1308 e 1320. Dante faleceu em Ravena, a 14 de Setembro de 1321.
Poet'anarquista
Retrato de Dante Alighieri  
Poeta Italiano, por Sandro Botticelli
SOBRE O POETA…

Poeta italiano nascido na cidade de Florença, autor de «A Divina Comédia», uma das obras poéticas fundamentais da literatura mundial, escrita em latim, considerada a primeira obra da literatura italiana, onde relata uma viagem imaginária pelo inferno, purgatório e paraíso, uma alegoria do percurso do homem em busca de si mesmo. De uma importante família burguesa do partido político dos guelfos, ficou órfão de mãe ainda cedo e fez estudos humanísticos que abrangeram a filosofia, a teologia e os clássicos latinos. O ambiente existente em Florença na época acentuou a sua natural inclinação para as letras. Foi amigo de numerosos poetas e de pintores, como Giotto. Entre os seus mestres destacaram-se Brunetto Latini (que aparece na Comédia) e Guido Cavalcanti. Casou-se com Gemma Donati (1285), porém o grande amor platónico da sua vida foi Beatrice Portinari, que tinha apenas 12 anos quando a viu pela primeira vez. 

Com a morte precoce da jovem (1290), refugiou-se no estudo, entregando-se à leitura de autores cristãos e clássicos como Boécio, Santo Agostinho, São Tomás de Aquino, Aristóteles, Ovídio e Lucano, atravessando um período de amadurecimento que o levou a várias mudanças na sua produção artística. Por problemas estritamente políticos, foi acusado de improbidade administrativa e condenado a pagar uma multa de cinco mil florins, a permanecer confinado dois anos e proibido de exercer cargos públicos para o resto da vida (1303). Como se negou a pagar a multa ou a justificar-se, foi condenado à morte, iniciando a sua longa vida de exílio. De Siena partiu para Verona e depois para Bolonha (1304-1306). 

Com a expulsão dos exilados dessa cidade, iniciou nova peregrinação por terras italianas e sem conseguir a amnistia dos seus compatriotas florentinos, terminou os seus dias em Ravenna, vitimado pela malária contraída nos pântanos de Veneza. Além da sua obra prima, a «Divina Comédia» (1308-1320), escreveu também outras de grande qualidade como «La Vita Nuova» (1283-1292) coletânea da juventude, reuniu, além de 31 poemas líricos dedicados a Beatrice Portinari, «Il Convivio» (1304-1307) e «De Vulgari Eloquentia» (1305-1306). Em «Sobre a Língua do Povo», escrita em latim para os eruditos da época, defendia o uso do italiano nas obras poéticas. Dante, na realidade é a abreviatura de Durante, seu verdadeiro prenome. 
Fonte: www.brasilescola.com/

POEMAS A BEATRICE PORTINARI

Parece tão gentil, tão recatada,
minha senhora quando alguém saúda,
que toda a língua treme e fica muda
e olhá-la até seria ideia ousada.

Quando ela passa, ouvindo-se louvada,
benignamente a humildade a escuda,
tal uma cousa que do céu acuda
à terra, por milagre revelada.

Tal graça ao coração de quem na mira
Está pelos olhos uma doçura a pôr
que não pode entender quem a não prove;

e dos lábios parece que se move
um espírito suave e só de amor
que vai dizendo à alma assim: Suspira.

Dante Alighieri

Alma, criada para amar ardente,
A tudo corre, que lhe dá contento,
Se despertada do amor se sente.
Do que é real o vosso entendimento
Colhe imagens que em modo tal desprega,
Que alma prá elas sente atraimento.
Se alma, enlevada, ao seu pendor se entrega
Esse efeito é amor, própria natura,
Em que o prazer novo liame emprega.
E, como fogo se ala para a altura
Por sua forma que a elevar-se tende
Ao foco, onde o elemento seu mais dura,
Assim pelo desejo a alma se acende,
Ação espiritual que não se aquieta,
se não consegue a posse que pretende.
Vê, pois, que da verdade excede a meta
Quem acredita e aos outros assevera
Que todo amor de si é coisa reta

Dante Alighieri

Amor e alma gentil estão ligados
como nos diz o sábio na canção.
Só pode um sem o outro ser pensado
se à alma racional falta razão.

Dante Alighieri

CARTOON versus QUADRA

A Longa Espera
HenriCartoon

«A LONGA ESPERA»

Depois de vários suspiros*
Diz a Águia sobranceira:
Acabei de levar três tiros,
Tiro ou não tiro a cabeleira?

POETA

*Pios

HENRICARTOON versus POETA

O Perfil Desejado
HenriCartoon

AS TACINHAS

Lá vai uma,
(Por enquantos…)
Lá vão duas,
Três tacinhas a voar…
E eu aqui a vê-las passar (…)
Quase minhas, agora tuas,
(Portantos…)
Ainda não vi nenhuma!

POETA

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

THE BLACK KEYS - «Howlin' for You»
Poet'anarquista

UIVANDO POR VOCÊ 

Beleza
Sim
Bem, agora
Devo admitir
Eu não sei explicar
Qualquer um destes pensamentos
Correndo pelo meu cérebro
É verdade
Amor, eu estou uivando por você

Beleza
Há algo errado
Com este enredo
Os atores aqui
Não têm uma pista
Amor, eu estou uivando por você

Passarinho
Você não consegue ver?
As menininhas
Precisam se grudar em mim
Como cola
Amor, eu estou uivando por você

Jogue a bola
No taco
Balance e perca
E as luvas dos defensores
Acerte dois
Amor, eu estou uivando por você
Sim
Sim

The Black Keys

terça-feira, 28 de maio de 2013

DOIS POEMAS DE CRAVEIRINHA

A 28 de Maio de 1922 nasce o poeta moçambicano José Craveirinha, já com várias referências no Poet'anarquista. Foi-lhe atribuído, em 1991, o Prémio Camões. Da sua obra destacam-se «Xigubo» de 1964, «Cântico a um Dio de Catrane» de 1966, «Karingana Ua Karingana - Era uma vez» de 1974, «Cela 1» de 1980, «Maria» de 1988 e Haminas de 1997. «Cantiga do Batelão» e «África» são os dois poemas que hoje se publicam em homenagem ao grande poeta moçambicano. Boas leituras!
Poet'anarquista
José Craveirinha
Poeta Moçambicano

CANTIGA DO BATELÃO

Se me visses morrer 
os milhões de vezes que nasci 

Se me visses chorar 
os milhões de vezes que te riste... 

Se me visses gritar 
os milhões de vezes que me calei... 

Se me visses cantar 
os milhões de vezes que morri
e sangrei... 

Digo-te irmão europeu
havias de nascer 
havias de chorar 
havias de cantar havias de gritar  

E havias de sofrer 
a sangrar vivo
milhões de mortes como Eu!!!

Craveirinha

ÁFRICA

A sombra
exige-me um silêncio
meio repleto de sonhos. 

E o amor 
sentido é o pressentimento
que vai do sentir ao ser.
Mas absurda
a realidade
fantástica
é um pontapé acordado.

E se perscruto a noite
a África sai-me gritando.

Craveirinha

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...
(28 de Maio de 1923, nasce o compositor húngaro Gyorgy Ligeti)

GYORGY LIGETI
«Cinco Peças para Piano»

segunda-feira, 27 de maio de 2013

PRÉMIO CAMÕES 2013

Já com várias publicações neste espaço (recordo publicação na íntegra do livro «Contos do Nascer da Terra»), o poeta e escritor moçambicano Mia Couto acaba de ser galardoado com o mais importante prémio da língua portuguesa. Fica registado, em 27 de Maio de 2013 Mia Couto recebe o Prémio Camões. Está de parabéns a literatura e Mia Couto!
Poet'anarquista
Mia Couto
Poeta e Escritor Moçambicano

Mia Couto é o vencedor do Prémio Camões 2013

O vencedor do prémio literário mais importante da criação literária da língua portuguesa é o biólogo e escritor moçambicano autor de livros como Raiz de Orvalho, Terra Sonâmbula e A Confissão da Leoa . É o segundo autor de Moçambique a ser distinguido, depois de José Craveirinha em 1991.

A escolha foi decidida por um júri, que reuniu durante a tarde desta segunda-feira no Palácio Gustavo Capanema, sede do Centro Internacional do Livro e da Biblioteca Nacional, e de que fizeram parte, do lado de Portugal, a professora catedrática da Universidade Nova de Lisboa Clara Crabbé Rocha (filha de Miguel Torga, o primeiro galardoado com o Prémio Camões, em 1989) e o escritor e jornalista (director do Jornal de Letras) José Carlos Vasconcelos. E também os brasileiros Alcir Pécora, crítico e professor da Universidade de Campinas, e Alberto da Costa e Silva, embaixador e membro da Academia Brasileira de Letras, o escritor e professor universitário moçambicano João Paulo Borges Coelho e o escritor angolano José Eduardo Agualusa.

Nascido em 1955, na Beira, no seio de uma família de emigrantes portugueses, Mia Couto começou por estudar Medicina na Universidade de Lourenço Marques (actual Maputo). Integrou, na sua juventude, o movimento pela independência de Moçambique do colonialismo português. A seguir à independência, na sequência do 25 de Abril de 1974, interrompe os estudos e vira-se para o jornalismo, trabalhando em publicações como A Tribuna,Tempo e Notícias, e também a Agência de Informação de Moçambique (AIM), de que foi director.

Em meados da década de 1980, regressa à Universidade para se formar em Biologia. Nessa altura, tinha já publicado, em 1983, o seu primeiro livro de poesia, Raiz de Orvalho.

"O livro surgiu em 1983, numa altura em que a revolução de Moçambique estava em plena pujança e todos nós tínhamos, de uma forma ou de outra, aderido à causa da independência. E a escrita era muito dominada por essa urgência política de mudar o mundo, de criar um homem e uma sociedade nova, tornou-se uma escrita muito panfletária”, comentou Mia Couto em entrevista ao PÚBLICO (20/11/1999), aquando da reedição daquele título pela Caminho.

Em 1986 edita o seu primeiro livro de crónicas, Vozes Anoitecidas, que lhe valeu o prémio da Associação de Escritores Moçambicanos. Mas é com o romance, e nomeadamente com o seu título de estreia neste género, Terra Sonâmbula (1992), que Mia Couto manifesta os primeiros sinais de “desobediência” ao padrão da língua portuguesa, criando fórmulas vocabulares inspiradas da língua oral que irão marcar a sua escrita e impôr o seu estilo muito próprio.

“Só quando quis contar histórias é que se me colocou este desafio de deixar entrar a vida e a maneira como o português era remoldado em Moçambique para lhes dar maior força poética. A oralidade não é aquela coisa que se resolve mandando por aí umas brigadas a recolher histórias tradicionais, é muito mais que isso”, disse, na citada entrevista. E acrescentou: “Temos sempre a ideia de que a língua é a grande dama, tem que se falar e escrever bem. A criação poética nasce do erro, da desobediência.”

Foi nesse registo que se sucederam romances, sempre na Caminho, como A Varanda do Frangipani (1996), Um Rio Chamado Tempo, uma Casa Chamada Terra (2002 – que o realizador José Carlos Oliveira haveria de adaptar ao grande ecrã), ou O Outro Pé da Sereia (2006). A propósito dos seus últimos livros, A Confissão da Leoa (2012), mas particularmenteJesusalém (2009), o escritor confessou algum cansaço por a sua obra ser muitas vezes confundida com a de um jogo de linguagem, por causa da quantidade de palavras e expressões “novas” que neles aparecem.

Paralelamente aos romances, Mia Couto continuou a escrever e a editar crónicas e poesia – “Eu sou da poesia”, justificou, numa referência às suas origens literárias.

Na sua carreira, foi também acumulando distinções, como os Prémios Vergílio Ferreira (1999, pelo conjunto da obra), Mário António/Fundação Gulbenkian (2001), União Latina de Literaturas Românicas (2007) ou Eduardo Lourenço (2012).

Nas anteriores 24 edições do Prémio Camões, Portugal e Brasil foram distinguidos por dez vezes cada, a última das quais, respectivamente, nas figuras de Manuel António Pina (2011) e de Dalton Trevisan (2012). Angola teve, até ao momento, dois escritores citados: Pepetela, em 1997, e José Luandino Vieira, que, em 2006, recusou o prémio. De Moçambique, fora já premiado José Craveirinha (1991) e, de Cabo Verde, Arménio Vieira (2009).

Criado por Portugal e pelo Brasil em 1989, e actualmente com o valor monetário de cem mil euros, este é o principal prémio destinado à literatura em língua portuguesa e consagra anualmente um autor que, pelo valor intrínseco da sua obra, tenha contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua comum.
Fonte: publico.pt/cultura/noticia

CARTOON versus QUADRA

O Veneno do Tacuara
HenriCartoon

«O VENENO DO TACUARA»

Senhor, ele é perigoso, é perigoso…
(Agora percebo a Tua preocupação)
Ele é o Oscar Tacuara Cardoso,
Mui venenoso se joga com a mão!

POETA

CARTOON versus QUADRA

Desarranjo Salarial
HenriCartoon

«DESARRANJO SALARIAL»

Ó diabo, mas afinal que se passa?
Este país está p’los fundalhos…
O bruto é uma grande desgraça,
E o líquido o cargo dos trabalhos!

POETA

CARTOON versus QUADRA

O Circo
HenriCartoon

«O CIRCO»

A mim ninguém me chama palhaço
E muito menos um palhaço como tu,
Se eu sou palhaço, nem sei que te faço…
Seu glande palhaço com cada de cu!

Traduzindo…

A mim ninguém me chama palhaço
E muito menos um palhaço como tu,
Se eu sou palhaço, nem sei que te faço…
Seu grande palhaço com cara de cu!

POETA

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...
(27 de Maio de 2007, morre o violoncelista e maestro russo Mstislav Rostropovitch)

MSTISLAV ROSTROPOVITCH
«A Bela Adormecida»

domingo, 26 de maio de 2013

POEMA DE PUSHKIN

Celebração do nascimento do poeta russo Alexandre Pushkin (26 de Maio de 1799), expoente máximo da poesia e literatura russa. O poema que recorda o autor tem por título, «A Flor». Pode fazer consulta aqui- «POESIA - ALEXANDER PUSHKIN», sobre vida e obra deste poeta e romancista da era romântica. Boas leituras de fim-de-semana!
Poet'anarquista
Alexandre Pushkin
Poeta e Romancista Russo

A FLOR

Vejo uma flor seca, sem ar
Cá esquecida num caderno,
E meu espírito prosterno
Num esquisito meditar:
Floriu quando? Onde? Em que estaçāo?
E postergou-se? E é estranha
Ou amiga a māo que a apanha?
E a pôs aqui por que razāo?
Pra recordar um encontro amável
Ou uma separaçāo funesta,
Ou um passeio solitário
Num sítio, à sombra da floresta?
E ele está vivo, ela também?
E a que refúgio se retêm?
Ou eles ambos já mirraram
Como esta flor que aqui deixaram?

Alexandre Pushkin

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...
(26 de Maio de 1926, nasce o trompetista e compositor de jazz norte-americano, Miles Davis)

MILES DAVIS - «Bird Nest»

BARCO SOLAR

A 26 de Maio de 1954, é descoberto no Egipto o barco solar identificado como a barca fúnebre, do faraó Keops.

Arqueólogos egípcios desenterravam uma barca solar de, pelo menos, 4.500 anos de antiguidade e que teria pertencido ao cortejo fúnebre do faraó Keops.

Os trabalhos de restauração duraram quatro anos, e o achado encontra-se exposto no «Museu do Barco Solar» para mais tarde ser transladado ao «Grande Museu Egípcio», que se constrói actualmente junto às pirâmides de Gizé e cuja abertura esta prevista para 2015.

Os restos da barca solar, descobertos em 1954, encontravam-se a três metros de profundidade num fosso na cara sul da Grande Pirâmide de Gizé.

As peças de madeira que se pensava estarem em muito más condições, estão em excelente estado de conservação.

Barco Solar ou Barca Fúnebre de Keops
Descoberta no Egipto em 1954

Barco Solar ou Barca Fúnebre de Keops
Descoberta no Egipto em 1954

Barco Solar ou Barca Fúnebre de Keops
Descoberta no Egipto em 1954

Barco Solar ou Barca Fúnebre de Keops
Descoberta no Egipto em 1954

Barco Solar ou Barca Fúnebre de Keops
Pormenor das Cordas

BARCO SOLAR

O belo barco solar do faraó Keops, ou barco fúnebre do faraó Keops, está exposto no Museu do Barco Solar. Verificaram-se peças intactas e múltiplas em 1954, num poço perto da Grande Pirâmide. 

Foi reconstruído pelos artesãos egípcios que usaram os métodos dos seus antepassados. Sem pregos ou parafusos, mas ligações com corda. 

O barco solar tem cerca de 45 metros de comprimento e levou o corpo do faraó para seu lugar de descanso final. 

A exposição narra a reconstrução inesquecível do barco solar.

Barco:

Durante o dia, os Reis mortos navegavam pelo céu com o Deus Rá. A noite, eles o acompanhavam pelo Além, iluminando o reino de Osíris.

Como o transporte mais usado pelos egípcios era o barco, eles acreditavam que o Sol também usasse um.

Os barcos dos Faraós eram alojados junto aos túmulos. As velas viriam bem depois, mas já eram conhecidas em Alexandria, fundada por Alexandre Magno, terra da Rainha Cleópatra.

Dada a importância do barco no rio, esta descoberta enterrada ao sul da pirâmide de Keops, a Barca Solar, na qual a sua múmia teria sido conduzida pelo Nilo até a Pirâmide, após a sua morte. 

No túmulo de Tutankhamon, o único descoberto praticamente intacto, havia pelo menos 5 barcos na câmara de tesouros.
Poet'anarquista

sábado, 25 de maio de 2013

CARTOON versus QUADRAS

 Mão de Deus
HenriCartoon

«MÃO DE DEUS»

-Que Deus atenda a minha prece
P’ra conservar Vieira no Benfica,
Esse grande presidente merece
Ganhar mais uma taça da carica.

Eminência, o lugar não está vago…
O Senhor carrega o peso da cruz!
 -Mas a quem te referes, carago?
 Como é óbvio, ao vitalício Jesus!!

POETA

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

NEIL YOUNG - «Comes a Time»
Comes a Time by Neil Young on Grooveshark
Poet'anarquista


CHEGA UMA HORA

Chega um momento em que você está à deriva
Vem um momento em que você se acalma
Vem uma luz com sentimento erguendo
Levante o bebé até fora da terra

Oh, este velho mundo continua a girar
É uma maravilha árvores altas não deitadas para baixo
Chega um momento

Você e eu fomos capturados
Pegamos nossas almas e voamos para longe
Fomos nós dando certo
É assim que mantivemos o que deu

Oh, este velho mundo continua a girar
É uma maravilha árvores altas não deitadas para baixo
Chega um momento

Neil Young

CARTOON versus QUADRA

Pai Tirano
HenriCartoon

«PAI TIRANO»

Fedelho, não digas que não te avisei filho!...
Tinhas ingressado na carreira de barítono,
Só arruinavas ouvidos, meu triste cadilho,
E evitavas tanta humilhação em uníssono!!

POETA

sexta-feira, 24 de maio de 2013

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...
(24 de Maio de 1941, nasce o músico, cantor e compositor norte-americano, Bob Dylan)

BOB DYLAN - «Mozambique»
Mozambique by Bob Dylan on Grooveshark
Poet'anarquista


MOZAMBIQUE

Gosto de passar algum tempo em Mozambique
O céu está ensolarado e a água azul
E todos os casais dançando juntos
É muito agradável a estada de uma semana ou duas.
Há muitas garotas bonitas em Mozambique
Tem tempo para um bom romance
E todo mundo gosta de parar e conversar
Dê uma chance para alguém especial
Ou talvez diga olá com apenas um piscar de olhos.

Deitado ao lado dela no oceano
Chegando e tocando em sua mão
Mostre sua emoção secreta
Magia numa ilha mágica
E quando chegou a hora de sair de Mozambique,
Para dizer adeus à areia e ao mar,
E você volta para dar uma última olhadinha
E você percebe por que é tão diferente de ser
Entre as pessoas que adoram viver livres
Após a ensolarada praia de Mozambique.

Bob Dylan

quinta-feira, 23 de maio de 2013

POESIA - MATIAS JOSÉ

«Marya»
Milo Manara

MARYA

Numa pose sensual Marya se mostrava;
As suas curvas por demais evidenciavam
A beleza escultural como só ela ousava…
Era rainha da noite, as estrelas brilhavam!

Um gesto gracioso deixando ver o porte
Seguido de olhar fatal, igual ao destino,
Fez deslizar no salão de baile a sua sorte…
Marya apresentava novo show no casino.

Arrebata alguns olhares mais atrevidos,
Mas indiferente segue com a sua dança
Ouvindo elogios, mas não dando ouvidos;

Segura nos seus gestos e com confiança
P’lo salão todos os passos são seguidos,
E Marya deixa antever ténue esperança!

Matias José

POESIA - LUÍS DE GÓNGORA

O poeta e dramaturgo espanhol Luís de Góngora y Argote, nasceu em Córdoba a 11 de Julho de 1561. Foi um dos expoentes máximos da literatura barroca do denominado séc. de ouro. Luís de Góngora faleceu na sua terra natal, a 23 de Maio de 1627.
Poet’anarquista
Poeta Espanhol Luís de Góngora
Retratado por Diego Velázquez
SOBRE O POETA...

Poeta espanhol (11/7/1561-23/5/1627). Líder da corrente literária auto-denominada cultismo, desenvolve um estilo, o gongorismo, marcado pelo uso acentuado de hipérboles, metáforas obscuras e dubiedades. Luís de Góngora y Argote nasce em Córdoba e começa a estudar direito em Salamanca.

Em 1581 retorna à cidade natal e logo conquista fama com seus romances, letrilhas e sonetos. É protegido por um tio, Francisco de Góngora, capelão real, sob a condição de receber as ordens menores. Inicia então os estudos religiosos, mas só é ordenado sacerdote aos 56 anos.

Começa a frequentar a corte de Filipe III e passa a levar vida mundana. Cria algumas inimizades literárias, entre elas com Francisco de Quevedo y Villegas, adeptos do conceptismo - culto à sutileza dos conceitos, mais do que à complexidade da forma poética. No fim da vida passa por crises financeiras e chega a ser ameaçado de prisão pelos credores.

Em 1626, mal restabelecido do que parece ter sido uma congestão cerebral, retorna a Córdoba, onde morre no ano seguinte. Não chega a ver a primeira edição completa de seus poemas, que fica pronta no mesmo ano, sob o título «Obras em Versos do Homero Espanhol».
Fonte: http://www.algosobre.com.br/

ROMANCE

A moça mais linda
do nosso lugar,
viúva hoje e só
e ontem por casar,
vendo que seus olhos
vão-se a guerrear,
diz para sua mãe
que escuta seu mal:
Deixai-me chorar,
ó praias do mar.

Pois me destes, mãe,
menina ainda assaz,
tão curto o prazer,
tão longo o penar;
e me cativastes
a quem se hoje vai,
levando o segredo
do meu respirar,
Deixai-me chorar,
ó praias do mar.

Em chorar meus olhos
mudem mais e mais
o afazer suave,
de olhar seu olhar,
já que se não podem
melhor ocupar,
quando vai à guerra
quem era minha paz.
Deixai-me chorar,
ó praias do mar.

Não me ponhais freio
nem queirais culpar:
se uma coisa é justa,
a outra o é por demais.
Se me quereis bem,
mal me não façais,
muito pior fora
morrer-me e calar.
Deixai-me chorar,
ó praias do mar.

Minha doce mãe,
quem não chorará,
tenha embora o peito
de pedra e de cal,
quem não dará brados,
vendo definhar
os melhores anos
do meu desbrochar?
Deixai-me chorar,
ó praias do mar.

Que se vão as noites,
pois não tenho mais
quem meus olhos tinha
nos seus, a velar.
Que se vão, nem vejam
desviver-me já
desde que, em meu leito,
só, me hei de deitar.
Deixai-me chorar,
ó praias do mar.

Luís de Góngora

POEMA 228

Enquanto, ao competir com teu cabelo,
ouro polido ao sol deslumbra em vão;
enquanto com desprezo ao rés-do-chão
olha tua alva frente o lírio belo;

enquanto atrás do lábio, por querê-lo,
mais olhos que do cravo agora vão;
e enquanto triunfa com afetação
do luzente cristal teu ser de gelo;

goza gelo, cabelo, lábio e frente,
antes que tua hora tão dourada,
- ouro, lírio, lilás, cristal luzente -

não só em prata ou flor estiolada
se torne, mas tu e isso juntamente
em terra, em fumo, em pó, em sombra, em nada.

Luís de Góngora

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

THE DOORS - «Wild Child»
Wild Child by The Doors on Grooveshark
Poet'anarquista


CRIANÇA SELVAGEM

Criança selvagem cheia de graça
Salvadora da raça humana
Seu rosto frio

Criança natural, criança terrível
Não é filha de sua mãe nem de seu pai
Nossa filha, gritando selvagem

Um ancião lunático reina
nas árvores da noite

Com fome nos seus calcanhares
e liberdade nos seus olhos
Ela dança de joelhos
O príncipe pirata a seu lado
Olhando nos olhos vazios do ídolo

Você se lembra de quando estávamos na África?

The Doors

quarta-feira, 22 de maio de 2013

FC PORTO - O JOGO DECISIVO

Momentos do jogo FC Porto 2-1 Benfica, que viria a ditar o vencedor da Liga Profissional Portuguesa de Futebol 2012/ 2013. Ao minuto noventa e dois de jogo, Kelvin jogador do Futebol Clube do Porto marcava o golo da vitória, colocando o Porto no comando do campeonato a uma jornada do fim, e só a depender de si próprio. Estava encontrado o vencedor nesse jogo decisivo, 2-1 a favor do Porto seria o resultado final. Parabéns aos novos campeões!
Poet'anarquista
FC PORTO - O JOGO DECISIVO

Momentos do Jogo FC Porto 2-1 Benfica

Poet'anarquista

POEMA DE VICTOR HUGO

Foi no dia 22 de Maio de 1885 que faleceu o poeta francês Victor-Marie Hugo, mais conhecido no meio literário simplesmente por Victor Hugo. Recorda-se hoje com um poema de que desconheço o título, mas nem por isso quis deixar de publicar neste espaço de poesia e outras artes. Se alguém souber o nome e quiser informar, pode fazê-lo através da caixa de comentários ou para o endereço electrónico- kgalhardas@gmail.com. Pode ainda consultar aqui- «LITERATURA - VICTOR HUGO», sobre vida e obra deste importante escritor francês do séc. XIX. Boas leituras!
Poet'anarquista
Victor Hugo
Poeta e Escritor Francês

POEMA DE VICTOR HUGO

Misérrimo montão de vaidades do homem,
Sonhos! que o menor vento e o menor sopro somem
Como se acaba tudo e tudo se dispersa!
O poderio, a dor, a dor na noite imersa,
Cólera, orgulho, amor, tudo, tudo, em resumo,
Não é mais do que pó, não é mais do que fumo!

Para que tanto afã, por que tanta esperança
Se em vão se corre atrás de um bem que não alcança?
Dizei, homens! por que? Por que sempre rugindo
Ameaçais mar e céu? Dir-se-ia, em vós ouvindo
Soprar nesse braseiro aceso de paixões,
No meio do furor das vossas ambições,
Em torno do que a alma abraça, crê e espera,
Que sois feitos de bronze, e entanto sois de cera!

Victor Hugo

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...
(22 de Maio de 1813, nasce o compositor alemão Richard Wagner)

RICHARD WAGNER - «Ride of the Valkyries»

terça-feira, 21 de maio de 2013

«A ALMA DE OUTRA PESSOA»

«A Alma de Outra Pessoa»
Matias José

A ALMA DE OUTRA PESSOA

A alma de outra pessoa
Quem o poderá saber
Ou pensar?...
Como um som que ecoa
Repercutindo sem se ver,
Soa sempre sem parar!

A alma é um mundo escondido,
Um segredo bem guardado
Sem nunca se conhecer.
Qual espelho partido,
Em mil pedaços quebrado...
E nada ali para se ver!

A única coisa que sabemos
Quando pensamos na alma,
É dela nada sabermos!
Não saber se a temos,
Se ela nos acalma...
Ou mesmo a queremos!!

Matias José

CARTOON versus QUADRAS

Uma Noite com o Presidente
HenriCartoon

«UMA NOITE COM O PRESIDENTE»

Ó Madia, anda aqui ouvid o povo
A chamad p’lo seu pdesidente,
Hoje até eu me comovo
Quando vejo este mad de gente…

Tradutor…

Ó Maria, anda aqui ouvir o povo
A chamar p’lo seu presidente,
Hoje até eu me comovo
Quando vejo este mar de gente…

***

-Não digas disparates, Caníbal!
São os adeptos do Porto a festejar
E pedem para seres racional…
Presta atenção: «Saltar, saltar, saltar!»

***

A vossa pdimeida dama
É uma desmancha pdazedes,
Sempde que o povo clama,
Inteddompe os meus afazedes!!

Tradutor…

A vossa primeira dama
É uma desmancha prazeres,
Sempre que o povo clama
Interrompe os meus afazeres!!

POETA