quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...
(31 de Janeiro de 1797, nasce o compositor austríaco Franz Schubert)

FRANZ SCHUBERT - «Serenata»

Poet'anarquista

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...
(30 de Janeiro de 1963, morre o compositor e pianista francês Francis Poulenc)

FRANCIS POULENC - «Romanza» 
Sonata para Clarinete e Piano

Poet'anarquista

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

CARTOON versus QUADRAS

A Suspeita
HenriCartoon

«A SUSPEITA»

Ouve isto, rica sereia: o FaMIgerado
Levantou suspeitas sobre uns ricaços
Em fuga ao fisco por se terem baldado…
Onde será que estão os espertalhaços?

Talvez algures, navegando no alto mar,
Gozando boas férias nos seus ricos iates
Bem refastelados, sem nada lhes faltar…
Uns pouca vergonha esses belos trastes!

POETA

POEMA DE ROBERT FROST

Robert Lee Frost, um dos mais importantes poetas americanos do séc. XX, já aqui- «POESIA - ROBERT FROST» com referência à sua biografia e obra. Robert Frost faleceu em Boston, a 29 de Janeiro de 1963

O poema que hoje se propõe tem como título «A Estrada não Trilhada. Boa leitura!
Poet'anarquista
Robert Frost
Poeta Americano

A ESTRADA NÃO TRILHADA

Num bosque, em pleno outono, a estrada bifurcou-se,
mas, sendo um só, só um caminho eu tomaria.
Assim, por longo tempo eu ali me detive,
e um deles observei até um longe declive
no qual, dobrando, desaparecia…

Porém tomei o outro, igualmente viável,
e tendo mesmo um atrativo especial,
pois mais ramos possuía e talvez mais capim,
embora, quanto a isso, o caminhar, no fim,
os tivesse marcado por igual.

E ambos, nessa manhã, jaziam recobertos
de folhas que nenhum pisar enegrecera.
O primeiro deixei, oh, para um outro dia!
E, intuindo que um caminho outro caminho gera,
duvidei se algum dia eu voltaria.

Isto eu hei de contar mais tarde, num suspiro,
nalgum tempo ou lugar desta jornada extensa:
a estrada divergiu naquele bosque – e eu
segui pela que mais ínvia me pareceu,
e foi o que fez toda a diferença.

Robert Frost
  

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

ARCAICA BLUES RURAL - «Honky Town Blues»

Poet'anarquista

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

CARTOON versus QUADRAS

Seguro de Si
HenriCartoon

«SEGURO DE SI»

Eu, Inseguro de mim, fico-me na dúvida…
Será que estes infiéis opositores internos
Pretendem acabar com a minha curta vida?
Como não bastassem os ruídos externos…

Afinal, alguém lhe sabe dizer qual a pressa?...
Ouve-se na sala  som idêntico a um rastilho,
Seguido de petardo com nuvem espessa…
O socialismo de gaveta perdeu outro filho!!

POETA

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

BADEN POWELL - «Samba Triste»

Poet'anarquista

CONCURSO DE POESIA POPULAR

No intuito de promover e incentivar o prazer de ler e escrever, por meio da valorização da produção literária e visando, incentivar o gosto pela poesia, não só através da leitura, mas também através da escrita, pretende a Câmara Municipal de Alandroal, através do Sector de Cultura, instituir o concurso de «Poesia Popular».  A entrega dos trabalhos é até ao dia 20 de Fevereiro de 2013. Ler aqui- «Regulamento».
Fonte: sector cultural/c.m.alandroal

Também poderá ler aqui- «CONCURSO DE POESIA POPULAR», sobre publicação das décimas populares de Matias José, com o mote a concurso. Boas leituras!
Poet'anarquista
Concurso de Poesia Popular
Foto: José Galvão

MOTE A CONCURSO
(Desconheço Autor)

Concelho que tem Endovélico
Onde existe boa gastronomia
De peixe é rico e belo
Não fica atrás a poesia

 SONETO

Terra de antepassados muito remotos…
Homens corajosos, de aspeto heroico,
Pagavam com oferendas os seus votos
No atual Concelho que tem Endovélico.

Tempero a condimentar, rica especiaria,
Usado quanto baste num bom alimento…
Assim se faz onde existe boa gastronomia
 De sabor alentejano com outro sustento !

O homem do rio, de aspeto rude e singelo  
Espera que as redes tragam boa pescaria…
Na água profunda, de peixe é rico e belo!

Canta o poeta nas décimas que escrevia…
(O segredo do homem do rio, hoje revelo:)
-Depois da pesca, não fica atrás a poesia!

Matias José

domingo, 27 de janeiro de 2013

CARTOON versus QUADRAS

O Candidato
HenriCartoon

«O CANDIDATO»

Sou candidato a Lisboa, então não se vê!?...
As primeiras medidas que pretendo tomar:
Troco o corvo p’la Águia do Horroroso SLB,
E mando pintar de Vermelho a 2ª circular!!

 POETA

ESPECIAL MÚSICAS DO MUNDO

E as músicas especiais de hoje são...
(27 de Janeiro de 1756, nasce o compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart)

MOZART - «Marcha Turca»

Poet'anarquista

(27 de Janeiro de 1901, morre o compositor italiano Giuseppe Verdi)

GIUSEPPE VERDI - «Va Pensiero»

Poet'anarquista

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...
(27 de Janeiro de 1906, nasce o músico e compositor Radamés Gnatalli)

RADAMÉS GNATALLI  & CAMERATA CARIOCA
«O Vôo da Mosca»

Poet'anarquista

CARTOON versus QUADRA

O Brinquedo
HenriCartoon

«O BRINQUEDO»

Vês Tortas, a RTP é mesmo só minha...
Não a vou repartir com mais ninguém!

(Larga da mão que outro dono já tem!)

-Viste Enervas o que dá seres fuinha?

POETA

sábado, 26 de janeiro de 2013

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...
(26 de Janeiro de 2010, morre o guitarrista português Jorge Fontes)

JORGE FONTES - «Tributo a Jorge Fontes»

Poet'anarquista

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...
(25 de Janeiro de 1927, nasce o compositor, músico e cantor Tom Jobin)

TOM JOBIN - «Garota de Ipanema»

Poet'anarquista


GAROTA DE IPANEMA

Olha que coisa mais linda
Mais cheia de graça
É ela menina
Que vem e que passa
No doce balanço, a caminho do mar

Moça do corpo dourado
Do sol de Ipanema
O seu balançado é mais que um poema
É a coisa mais linda que eu já vi passar

Ah, porque estou tão sozinho
Ah, porque tudo é tão triste
Ah, a beleza que existe
A beleza que não é só minha
Que também passa sozinha

Ah, se ela soubesse
Que quando ela passa
O mundo inteirinho se enche de graça
E fica mais lindo
Por causa do amor

Tom Jobin

CARTOON versus QUADRAS

A Prova
HenriCartoon

«A PROVA»

Parece que estamos de volta ao mercado…
(Será que o Fedelho está a falar verdade?)

-Oh Zé, o regresso está mais que provado,
Os mercados estavam cheios de saudade!

E para ir ao mercado quanto me arranjas?...
O que tenho nas algibeiras é já tão pouco…

-Com estes cinco euros compras seis laranjas,
Não provas nenhuma e trazes-me o troco!

POETA

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

POESIA - SANDOR WEORES

O poeta húngaro Sandor Weores nasceu em Szombathely, a 22 de Junho de 1913. Fez os seus estudos na Universidade de Pécs e a sua tese de doutoramento foi sobre «O Nascimento do Poema», publicado em 1939. Partiu para Budapeste em 1951 onde se estabeleceu definitivamente. No período Stalinista entre 1948 e 1953, e nos anos seguintes até 1964 pouca obra publicou. Foi igualmente tradutor para a língua húngara de notáveis como Shakespeare, Edward Lear e Lewis Carroll. Sandor Weores faleceu em Budapeste, na Hungria, a 24 de Janeiro de 1989.
Poet’anarquista 
Sandor Weores
Poeta Húngaro
SOBRE O POETA...

O mundo poético de Sandor Weores tem fascinado leitores na Hungria desde que começou a publicar poemas em 1928, com a idade de 15 anos. Hoje ele é considerado um dos maiores poetas da sua linguagem e um dos maiores poetas europeus do século - «um poeta altaneiro», como o descreveu Ted Hughes. 

A seleção extensa primeiro em Inglês do seu trabalho, a faixa fenomenal de Weores e a inventividade, são espelhadas em traduções vigorosas por poetas britânicos e americanos, principalmente Edwin Morgan e William Jay Smith, que também escreveu sobre o seu conhecimento e experiência da poesia Weores. A seleção é retirada de todas as fases do seu trabalho e sugere a sua complexa diversidade, da letra de sátiras, sonetos para poemas em prosa e poemas concretos, epigramas para os longos poemas que ele chama de «sinfonias».

Para as traduções contribuiram Alan Dixon, Daniel Hoffman, Hugh Maxton e George Szirtes, enquanto a introdução de Miklós Vajda define a vida de Weores e do seu trabalho em contexto de mudança social e cultural. 

O que emerge é um retrato de um poeta notável pela riqueza de estilos e formas que ele comanda, para a fertilidade da sua imaginação e da amplitude das suas simpatias.
Fonte: http://www.anvilpresspoetry.com/

LENGALENGA

A andorinha enche, num dia
de abril, todos de alegria;
Irradia-se a alegria,
Só meu mal não se alivia.

Eis que a mesa delicia,
Quando é posta, a maioria;
Delicia a maioria,
Mas a mim me distancia.

Toda flor que antes morria,
Em abril se abre à porfia;
Contraria-me a porfia:
Com emplastro a emplastraria.

Ver que há tanta vilania
Ao redor já me angustia;
Vilania que angustia:
Vou treinar a pontaria.

Que parede mais vazia!
E outras tantas! A elegia
Se anuncia: elegi-a
Para expor minha agonia.

Sandor Weores

AUTO-RETRATO COM CÃO 

Eu estive, é apenas um afogamento cadáver:
Obstruí o coração, tal como a pedra, fauces.
O corpo miserável, a centelha da vida,
Para finalmente ganhar algum incentivo,
Fluxos para um cão em busca de descanso:
Eu me curvo a cabeça nos pés do Mestre,
Eu sinto sua dor, e eu não me lembro. 

Sandor Weores 

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...
(24 de Janeiro de 1941, nasce o cantor e compositor Neil Diamond)

NEIL DIAMOND - «Song Sung Blue»

Poet'anarquista


CANÇÃO CANTADA TRISTE

Canção cantada triste
Todo mundo conhece uma
Canção cantada triste
Cada jardim cresce uma

Eu e você estamos sujeitos à tristeza agora e depois
Mas quando você toma as tristezas e faz uma canção
Você canta para fora novamente
Canta para fora novamente

Canção cantada triste
Chorando como um salgueiro
Canção cantada triste
Dormindo no meu travesseiro

Engraçado, mas você pode cantá-la com um grito em sua voz
E antes que você perceba, começa a sentir-se bem
Você simplesmente não tem escolha

Eu e você estamos sujeitos à tristeza agora e depois
Mas quando você toma as tristezas e faz uma canção
Você canta para fora novamente

Canção cantada triste
Chorando como um salgueiro
Canção cantada triste
Dormindo no meu travesseiro

Engraçado, mas você pode cantá-la com um grito em sua voz
E antes que você perceba, começa a sentir-se bem
Você simplesmente não tem escolha

Neil Diamond

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

CARTOON versus QUADRA

O Dono do Dinheiro
HenriCartoon

«O DONO DO DINHEIRO»

-Mamã, explica-me se fores capaz,
De onde vêm tantos meninos?

Meu bebé, a cegonha é quem os traz
E os vai entregar nos seus destinos (...)

-E o dinheiro mamã, de onde ele vem…
Também é a cegonha que traz algum?

O dinheiro é o FaMIgerado que o tem,
Mas a mim ainda não calhou nenhum!

-Ora, se o FaMIgerado nada te deu
E tu deste entrada na menopausa…
Das duas, uma: ou ele se esqueceu,
Ou entrou em estado andropausa!

POETA

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...
(23 de Janeiro de 1752, nasce o compositor italiano Muzio Clemente)

MUZIO CLEMENTE - «Sonatina para Piano»

Poet'anarquista

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

CARTOON versus QUADRAS

Soares Recuperado
HenriCartoon

«SOARES RECUPERADO»

Só Ares é fixe, pá! Acabei por ter alta
Vou ver como param as modas lá fora,
E telefonar ao Martelo mesmo agora…
Esta visita ao hospital quase me mata!

-Ao Martelo não papá, ao Martelo não!...
Se ele telefonar tu não atendes, certo?!

Mas que ralação com Martelo, oh João…
Ele telefonou estavas tu aqui tão perto!

POETA

CARTOON versus QUADRAS

Linguagem Gestual
HenriCartoon

«LINGUAGEM GESTUAL»

Manel, a gripe chega pró fim do mês
Devíamos ir ao médico levar a vacina,
Ainda nos resta essa última medicina…
O remédio cá em casa acabou de vez!

-E qual era o remédio de casa, Maria?!...
Remediava se tivesse os meus trocados,
Mas a crise levou-me tudo quanto podia…
Agora a solução é morrer constipados!!

POETA

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...
(22 de Janeiro de 2004, a cantora Dulce Pontes recebe o Prémio Amigo 2003
de melhor intérprete latina da Associação Fonográfica Espanhola)

DULCE PONTES - «Fado Português»

Poet'anarquista

FADO PORTUGUÊS

O fado nasceu um dia
Quando o vento mal bulia
E o céu o mar prolongava
Na amurada de um veleiro
No peito de um marinheiro
Que estando triste cantava

Ai que lindeza tamanha
Meu chão, meu monte, meu vale
De folhas, flores, frutas de oiro
Vê se vês terras de Espanha
Areias de Portugal
Olhar ceguinho de choro

Na boca de um marinheiro
No frágil barco veleiro
Cantando a canção magoada
Diz o pungir dos desejos
Do lábio a queimar de beijos
Que beija o ar e mais nada

Mãe adeus, adeus Maria
Guarda bem o teu sentido
Que aqui te faço uma jura
Que eu te leve à sacristia
Ou foi Deus que foi servido
Dai-me no mar sepultura

Ora eis que embora outro dia
Quando o vento nem bulia
E o céu o mar prolongava
A proa de outro veleiro
Velava outro marinheiro
Que estando triste cantava

Dulce Pontes

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

CARTOON versus QUADRA

O Fado de Coimbra
HenriCartoon

«O FADO DE COIMBRA»

O fado de Coimbra não foi aqui chamado...
A Águia tem nas alturas bem mais encantos,
Levas com a viola e acabam-se os prantos... 
Chegou a hora da despedida pra esse fado!

POETA

CARTOON versus QUADRA

Pode rever aqui- «CARTOON versus QUADRA» com o título «Mais do que Apto», referência ao jogador Ismailov transferido do Sporting para o FCPorto.

O Azul Cai-lhe Melhor
HenriCartoon

«O AZUL CAI-LHE MELHOR»

Isto de Azul na verdade é bem melhor!...
Passei duma simples presa a predador
Depois de Verde ter passado p'lo pior…
No Dragão mostro a veia de goleador!

POETA

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...
(21 de Janeiro de 2002, morre a cantora norte-americana Peggy Lee)

PEGGY LEE - «Why Don't You Do Right»

Poet'anarquista

POR QUE VOCÊ NÃO FAZ DIREITO

Você tinha muito dinheiro em 1922
Você deixou outras mulheres te fazerem de bobo
Por que você não faz direito, como alguns outros homens fazem?
Saia daqui, me arrume um dinheiro também

Você está sentado e pensando na vida
Você não tem dinheiro, eles vão te despejar
Por que você não faz direito, como alguns outros homens fazem?
Saia daqui, me arrume um dinheiro também

Se você tivesse se preparado 20 anos atrás
Você não estaria errando de porta em porta
Por que você não faz direito, como alguns outros homens fazem?
Saia daqui, me arrume um dinheiro também

Me apaixonei pelo seu jazz e te recebi em casa
Agora tudo o que você tem a me oferecer é um drinque de gim
Por que você não faz direito, como alguns outros homens fazem?
Saia daqui, me arrume um dinheiro também
Por que você não faz direito, como alguns outros homens fazem?
Como alguns outros homens fazem

Peggy Lee

domingo, 20 de janeiro de 2013

COLUMBANO BORDALO PINHEIRO

Regresso por breves instantes a Novembro/ 2012...

Em Lisboa, a 21 de Novembro de 1857, nasce o pintor Columbano Bordalo Pinheiro. Representante do movimento naturalista e mais tarde do realismo português, foi o quarto filho do escultor e pintor Manuel Maria Bordalo Pinheiro. Iniciou a sua formação na Academia de Belas Artes de Lisboa, onde foi discípulo do grande escultor português do romantismo, Simões de Almeida, e do grande mestre Ângelo Lupi. Teve influência de outros nomes da pintura, como foram Manet ou Edgar Degas. Entre seus irmãos contava-se o extraordinário caricaturista «RAFAEL BORDALO PINHEIRO». Columbano faleceu na sua terra natal, a 6 de Novembro de 1929.
Poet'anarquista
«Auto-Retrato»
Columbano Bordalo

«Os Portugueses e as Ninfas na Ilha dos Amores»
Columbano Bordalo
SOBRE O PINTOR...

Um dos maiores pintores portugueses.

Nasceu em Lisboa, em 21 de Novembro de 1857;
morreu na mesma cidade em 6 de Novembro de 1929.

Filho do pintor, escultor e gravador Manuel Maria Bordalo Pinheiro, estudou na Academia de Belas-Artes de Lisboa, onde cursou desde os 14 anos de idade desenho e pintura histórica. Na Academia foi discípulo do escultor Simões de Almeida e do mestre Ângelo Lupi, tendo feito o curso em quatro anos em vez dos curriculares sete.

Em 1881 partiu para Paris, beneficiando de uma bolsa de estudo, custeada secretamente por D. Fernando de Saxe-Coburgo, viúvo de D. Maria II, amigo do pai. Foi para França, acompanhado da irmã mais velha, tendo aprendido com Manet, Degas, Deschamps entre outros. Em 1882 apresentou no «Salon de Paris» o quadro «Soirée chez Lui» que foi bem recebido pela crítica, e que está actualmente exposto no Museu de Arte Contemporânea de Lisboa com o título «Concerto de Amadores». 

Este quadro foi exposto em Lisboa, na Promotora, em 1883, após o seu regresso a Portugal, não tendo sido muito bem recebido pela crítica. Junta-se aos artistas do «Grupo do Leão», nome de uma cervejaria de Lisboa, que retratou num quadro que será um dos seus mais conhecidos. O grupo  era formado por jovens artistas empenhados numa reforma estética.

Foi no domínio da pintura de decoração e nos retratos que se celebrizou, sendo dele as pinturas da sala de recepção do Palácio de Belém, os painéis dos «Passos Perdidos» da Assembleia da República e do tecto do Teatro Nacional. Os retratados, intelectuais sobretudo, incluem Oliveira Martins, Ramalho Ortigão, Eça de Queirós, Teófilo Braga, mas um sobressai: o de Antero de Quental, pintado em 1889.

Em 1901 tornou-se professor de pintura histórica da Academia de Belas-Artes de Lisboa, depois de ter sido preterido no concurso de 1897. Em 1911, foi nomeado pelo novo regime republicano para primeiro director do recém criado Museu de Arte Contemporânea onde se manteve até à reforma.

Era, segundo Diogo de Macedo: «misantropo, fechado em si, dado a análises exaustivas, a dissecações cruéis, teve apenas um grande amor - a pintura».
Fonte: Portal da História
«O Grupo do Leão»
Columbano Bordalo

«Camões Invocando as Tágides»
Columbano Bordalo

«Convite à Valsa»
Columbano Bordalo

«Na Hora do Chá»
Columbano Bordalo

«Irmão Augusto Bordalo Pinheiro»
Columbano Bordalo

«Silva Porto a Pintar»
Columbano Bordalo

«Rua Animada»
Columbano Bordalo

«Sarau»
Columbano Bordalo

«NATURALISMO/ REALISMO»
COLUMBANO BORDALO PINHEIRO

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

IAN DURY AND THE BLOCKHEADS
«Profoundly In Love With Pandora»

Poet'anarquista

PROFUNDAMENTE NO AMOR COM PANDORA

Coração da minha mãe e da alma
Já foi meio caminho do pólo
Meu pai é na fila do desemprego
Este está tomando seu pedágio
Meu amigo Bert é muito velho
E seu cão está além do controle
Apesar de, por vezes, parece que eles estão divertidos
É um incómodo no todo

Sou profundamente apaixonado por Pandora
Meu poema tem um tema intelectual
A ternura com que eu a adoro
Vai todo saltitante em meus sonhos

Ontem meu queixo estava claro
Agora um novo local surgiu
Barry Kent custou-me caro
Até minha avó interferiu
A BBC sabe que eu sou sincero
Ao querer escrever minha carreira
Desejo que minha mãe volte aqui
muitos altos e baixos este ano

Sou profundamente apaixonado por Pandora
Ela tem joelho-meias e melado de cor de cabelo
A ternura com que eu a adoro
É algo bom e raro

Mas, meu pai está uma bagunça
E há uma grande dose de stress
Na nossa casa
E minha maior preocupação
É que as coisas podem voltar
Ao normal
Então livre-se do que flui
E volte a dormir
Em nossa casa
Nós dois saudades minha mãe
Então se apresse e vêm
Volta para casa

Coração da minha mãe e da alma
já foi meio caminho do pólo

Embora, por vezes, parece que eles estão divertidos
É um incómodo no todo
Ontem meu queixo foi claro
Agora um novo local surgiu

Profundamente apaixonado por Pandora
Gostaria que minha mãe voltasse aqui
Muitos altos e baixos este ano

Sou profundamente apaixonado por Pandora
As coisas nem sempre são o que parecem
A ternura com que eu a adoro
É realmente um amor supremo

Ian Dury and The Blockheads

sábado, 19 de janeiro de 2013

CARTOON versus QUADRAS

«Cenário para depois da Crise»
HenriCartoon

«CENÁRIO PARA DEPOIS DA CRISE»

Man Zé, ouvi dizer que no teu país
Acabou o desemprego e a corrupção...
Muito bom trabalho da governação,
Conseguiu cortar dois males p’la raiz!

Nem mais! Foi só apelar à emigração
Ficou a governação como sempre quis,
«Orgulhosamente só», também se diz...
Desapareceu o nobre povo da nação!

POETA

POEMA DE EUGÉNIO DE ANDRADE...

Em mais uma passagem da data de aniversário do poeta português José Fontinhas (19 de Janeiro de 1923), conhecido pelo pseudónimo de Eugénio de Andrade, publica-se hoje o poema «Desde a Aurora». Pode também consultar aqui- «POESIA - EUGÉNIO DE ANDRADE» sobre vida e obra deste grande autor português do séc. XX.
Poet'anarquista
Eugénio de Andrade
Poeta Português

DESDE A AURORA

Como um sol de polpa escura 
Para levar à boca, 
Eis as mãos: 
Procuram-te desde o chão, 
Entre os veios do sono 
E da memória procuram-te: 
À vertigem do ar 
Abrem as portas: 
Vai entrar o vento ou o violento 
Aroma de uma candeia, 
E subitamente a ferida 
Recomeça a sangrar: 
É tempo de colher: a noite 
Iluminou-se bago a bago: vais surgir 
Para beber de um trago 
Como um grito contra o muro. 
Sou eu, desde a aurora, 
Eu-a terra-que te procuro 
De Obscuro Domínio.

Eugénio de Andrade 

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

BEADY EYE - «Bring The Ligth»

Poet'anarquista


TRAGA A LUZ

Eu trago a luz
Você começa a ver
Você traz o amor
É ecstasy

Eu vejo o seu ponto
O que você está pensando?
Eu vou sair
Eu vou levar você para beber

Eu pego o carro
Você fica pendurada
Eu estou no topo
Você sempre estraga

É apenas sua maneira
Você me ouve errado
Eu ouvi você dizer
Estou obtendo, obtendo sucesso

Querida, segure-se
Querida, venha
Querida, venha
Você está obtendo, obtendo sucesso

Querida, segure-se
Querida, venha
Querida, venha
Você está obtendo, obtendo sucesso

Eu trago a luz
Você começa a ver
Você traz o amor
É ecstasy

Eu vejo o seu ponto
O que você está pensando?
Eu vou sair
Eu vou levar você para beber

Estou me aproximando
Você está saindo
Estou chegando
Você está descendo

É apenas sua maneira
Você me fez mal
Eu ouvi você dizer
Você está obtendo, obtendo sucesso

Querida, segure-se
Querida, venha
Querida, venha
Você está obtendo, obtendo sucesso

Querida, segure-se
Querida, venha
Querida, venha
Você está obtendo, obtendo sucesso

Querida, venha
Querida, venha
Querida, venha
Querida, venha
Venha, venha, venha, venha
Vamos lá, vamos lá. Venha, venha

Querida, venha
Querida, venha
Querida, venha
Querida, venha

        Beady Eye        

POEMA DE EDGAR ALLAN POE

O poeta norte-americano Edgar Allan Poe nasceu em Boston, a 19 de Janeiro de 1809. Este autor, editor e crítico literário fez parte do movimento romântico e ficou muito conhecido pelas suas histórias de mistério. Foi um dos primeiros escritores americanos de contos, considerado o inventor da ficção policial, e deu um grande contributo no género da ficção científica. Foi igualmente o primeiro escritor americano que tentou ganhar a sua vida com a escrita, resultando desse facto enormes carências financeiras. Pode ler aqui- POEMA "THE RAVEN", publicação sobre vida e obra de Edgar Allan Poe. Boas leituras!
Poet'anarquista
Edgar Allan Poe
Poeta Norte-Americano

SANTA MARIA!

Santa Maria! Volve o teu olhar tão belo,
de lá dos altos céus, do teu trono sagrado,
para a prece fervente e para o amor singelo
que te oferta, da terra, o filho do pecado.

Se é manhã, meio-dia, ou sombrio poente,
meu hino em teu louvor tens ouvido, Maria!
Sê, pois, comigo, ó Mãe de Deus, eternamente,
quer no bem ou no mal, na dor ou na alegria!

No tempo que passou veloz, brilhante, 
quando nunca nuvem qualquer meu céu escureceu,
temeste que me fosse a inconstância empolgando
e guiaste minha alma a ti, para o que é teu.

Hoje, que o temporal do Destino ao Passado
e sobre o meu Presente espessas sombras lança,
fulgure ao menos meu Futuro, iluminado
por ti, pelo que é teu, na mais doce esperança.

Edgar Allan Poe

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

POESIA - ARY DOS SANTOS

O poeta português José Carlos Pereira Ary dos Santos, mais conhecido por Ary dos Santos, ou ainda «Poeta da Revolução», nasceu em Lisboa a 7 de Dezembro de 1937. Foi um dos mais importantes nomes da poesia popular portuguesa do séc. XX, e um extraordinário declamador. Ary dos Santos faleceu em Lisboa aos 47 anos, no dia 18 de Janeiro de 1984.
Poet’anarquista
Ary dos Santos
Poeta Português

AUTO-RETRATO

Poeta é certo mas de cetineta
fulgurante de mais para alguns olhos
bom artesão na arte da proveta
narciso de lombardas e repolhos.

Cozido à portuguesa mais as carnes
suculentas da auto-importância
com toicinho e talento ambas partes
do meu caldo entornado na infância.

Nos olhos uma folha de hortelã
que é verde como a esperança que amanhã
amanheça de vez a desventura.

Poeta de combate disparate
palavrão de machão no escaparate
porém morrendo aos poucos de ternura. 

Ary dos Santos
SOBRE O POETA...

Poeta português, natural de Lisboa. Saiu de casa aos 16 anos, exercendo várias actividades como meio de subsistência. 

Revelando-se como poeta com a obra Asas (1953), publicou, em 1963, o livro Liturgia de Sangue, a que se seguiram Azul Existe, Tempo de Lenda das Amendoeiras e Adereços, Endereços (todos de 1965). Em 1969, colaborou na campanha da Comissão Democrática Eleitoral e, mais tarde, filiou-se no Partido Comunista Português, tendo tido uma intervenção politizada, mas muito pessoal. 

Ficou sobretudo conhecido como autor de poemas para canções do Concurso da Canção da RTP. Os seus temas «Desfolhada» e «Tourada» saíram ambos vencedores. Em 1971, foi atribuído a «Meu Amor, Meu Amor», também da sua autoria, o grande prémio da Canção Discográfica.

Declamador, gravou os discos «Ary Por Si Próprio» (1970), «Poesia Política» (1974), «Bandeira Comunista» (1977) e «Ary por Ary» (1979), entre outros. Publicou ainda os volumes Insofrimento In Sofrimento (1969), Fotos-Grafias (1971), Resumo (1973), As Portas que Abril Abriu (1975), O Sangue das Palavras (1979) e 20 Anos de Poesia (1983). Em 1994, foi editada Obra Poética, uma colectânea das suas obras. 

Personalidade entusiasta e irreverente, muitos dos seus textos têm um forte tom satírico e até panfletário, anticonvencional, contribuindo decisivamente para a abertura de novas possibilidades para a música popular portuguesa. Deixou cerca de 600 textos destinados a canções.
Fonte: Astormentas

POETA CASTRADO NÃO!

Serei tudo o que disserem
por inveja ou negação:
cabeçudo dromedário
fogueira de exibição
teorema corolário
poema de mão em mão
lãzudo publicitário
malabarista cabrão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!

Os que entendem como eu
as linhas com que me escrevo
reconhecem o que é meu
em tudo quanto lhes devo:
ternura como já disse
sempre que faço um poema;
saudade que se partisse
me alagaria de pena;
e também uma alegria
uma coragem serena
em renegar a poesia
quando ela nos envenena.

Os que entendem como eu
a força que tem um verso
reconhecem o que é seu
quando lhes mostro o reverso:

Da fome já não se fala
- é tão vulgar que nos cansa -
mas que dizer de uma bala
num esqueleto de criança?

Do frio não reza a história
- a morte é branda e letal -
mas que dizer da memória
de uma bomba de napalm?

E o resto que pode ser
o poema dia a dia?
- Um bisturi a crescer
nas coxas de uma judia;
um filho que vai nascer
parido por asfixia?!
- Ah não me venham dizer
que é fonética a poesia!

Serei tudo o que disserem
por temor ou negação:
Demagogo mau profeta
falso médico ladrão
prostituta proxeneta
espoleta televisão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!

Ary dos Santos

SONETO

Fecham-se os dedos donde corre a esperança,
Toldam-se os olhos donde corre a vida.
Porquê esperar, porquê, se não se alcança
Mais do que a angústia que nos é devida?

Antes aproveitar a nossa herança
De intenções e palavras proibidas.
Antes rirmos do anjo, cuja lança
Nos expulsa da terra prometida.

Antes sofrer a raiva e o sarcasmo,
Antes o olhar que peca, a mão que rouba,
O gesto que estrangula, a voz que grita.

Antes viver do que morrer no pasmo
Do nada que nos surge e nos devora,
Do monstro que inventámos e nos fita. 

Ary dos Santos

RETRATO DE LUÍS DE CAMÕES

Não do mar  meu Luis  mas dessa mágoa
Marchetada de tudo  apartada de quem
não mais trouxer os olhos rasos de água
por esta terra de ninguém.

Não do mar  meu Luis  mas da raiz
da nossa amarga pátria portuguesa
chulando o mal de bernardim
até á ultima grandeza.

Não do mar meu Luis mas da galega
couve de  pranto aberta  pranto raro
pranto tão canto que a cantar te quero
neste deserto de quem fala claro.

Ary dos Santos
«AS PORTAS QUE ABRIL ABRIU»
ARY DOS SANTOS

CONCURSO DE POESIA POPULAR

No intuito de promover e incentivar o prazer de ler e escrever, por meio da valorização da produção literária e visando, incentivar o gosto pela poesia, não só através da leitura, mas também através da escrita, pretende a Câmara Municipal de Alandroal, através do Sector de Cultura, instituir o concurso de «Poesia Popular».  A entrega dos trabalhos é até ao dia 20 de Fevereiro de 2013. Ler aqui- «Regulamento ».
Fonte: sector cultural/c.m.alandroal
Concurso de Poesia Popular
Foto: José Galvão

MOTE A CONCURSO
(Desconheço Autor)

Concelho que tem Endovélico
Onde existe boa gastronomia
De peixe é rico e belo
Não fica atrás a poesia

Glosas por Matias José

Foi p’lo Concelho d’Landroal
Épocas remotas do passado,
Um Deus pré-romano adorado
Na antiga Lusitânia Ocidental.
(Esperando de Deus o sinal!)
Em conturbado período bélico
Viveu Viriato, o guerreiro épico
E rogavam à «Entidade Divina»…
Dizem com poderes na medicina
Concelho que tem Endovélico!

 
O povo recebia em alimento
O que a natureza lhe dava,
Do que se caçava ou pescava
A todos servia de sustento.
As mulheres com seu talento
Condimentavam rica iguaria
Preparando o que se comia
Com ervas muito aromáticas…
Ainda hoje as melhores práticas
Onde existe boa gastronomia!

3ª 
As águas do rio Guadiana
Davam peixe com fartura,
Séculos de história e cultura
Banharam terra lusitana.
Perdura na vila alentejana
De Juromenha, por ter castelo,
A caldeta feita com esmero
Pelos Deuses bem guardada…
Por ter sido preservada
De peixe é rico e belo!

4ª 
Como alcatruzes tirando
Água de dentro da nora,
Assim um poeta elabora
A escrita que sai rimando.
Ouvem-se depois cantando
Esses poetas em harmonia
Palavras ditas com sabedoria
Realçam mais o seu valor…
Acreditem que não é favor
Não fica atrás a poesia!

POETA

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

JOSÉ MÁRIO BRANCO - «A Cantiga é uma Arma»

Poet'anarquista


A CANTIGA É UMA ARMA

A cantiga é uma arma
eu não sabia
tudo depende da bala
e da pontaria
Tudo depende da raiva
e da alegria
a cantiga é uma arma
e eu não sabia

Há quem cante por interesse
há quem cante por cantar
e há quem faça profissão
de combater a cantar
e há quem cante de pantufas
p'ra não perder o lugar

A cantiga é uma arma
eu não sabia
tudo depende da bala
e da pontaria
Tudo depende da raiva
e da alegria
a cantiga é uma arma
de pontaria

O faduncho choradinho
de tavernas e salões
semeia só desalento
misticismo e ilusões
canto mole em letra dura
nunca fez revoluções

A cantiga é uma arma
contra quem? Contra a burguesia
tudo depende da bala
e da pontaria
Tudo depende da raiva
e da alegria
a cantiga é uma arma
de pontaria

Se tu cantas a reboque
não vale a pena a cantar
se vais à frente demais
bem te podes engasgar
a cantiga só é arma
quando a luta acompanhar

A cantiga é uma arma
contra quem? Contra a burguesia
tudo depende da bala
e da pontaria
Tudo depende da raiva
e da alegria
a cantiga é uma arma
de pontaria

Uma arma eficiente
fabricada com cuidado
deve ter um mecanismo
bem perfeito e oleado
e o canto como a arma
deve ser bem fabricado

A cantiga é uma arma
contra quem, camaradas? Contra a burguesia
tudo depende da bala
e da pontaria
Tudo depende da raiva
e da alegria
a cantiga é uma arma
contra a burguesia!

José Mário Branco

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

OS «NUS DE HELGA», POR ANDREW WYETH

O pintor realista norte-americano Andrew Newell Wyeth, nasceu em Chadds Ford, estado da Pensilvânia a 12 de Julho de 1917. Foi um dos pintores americanos mais importantes da história da arte, sendo a sua obra de estilo predominantemente regionalista. Os trabalhos que hoje se publicam dizem respeito a uma série de nus, em várias poses e que eu intitulei os «Nus de Helga». Andrew Wyeth faleceu na sua terra natal, a 16 de Janeiro de 2009.
Poet’anarquista
Andrew Wyeth
Pintor Norte-Americano
SOBRE O PINTOR...

Pintor realista estadunidense nascido em Chadds Ford, Pennsylvania State, um dos mais importantes da história da arte da pintura estadunidense, cujas aquarelas e têmperas retrataram de forma realista prédios, paisagens e pessoas das localidades regionais. O mais jovem dos cinco filhos de Newell Convers Wyeth, um conhecido ilustrador de revistas, mapas, calendários, cartazes e murais, e de Carolyn Bockius Wyeth, foi uma criança doentia e assim seus pais decidiram educá-lo em casa com professores particulares. A sua memória vívida e imaginação fantástica o conduziram a uma grande fascinação pela arte e seu pai, reconhecendo o talento do filho, cuidou de lapidá-lo. Ensinou-lhe os fundamentos de desenho académico tradicional e, assim, ele começou estudos de pintura retratando a costa rochosa e o mar em Porto Clyde, Maine.

Fez a sua primeira e bem sucedida exposição individual em New York (1937) retratando temas referentes especialmente ao vale Brandywine, em torno de Chadds Ford, e a área próxima de sua casa de verão em Cushing, Maine. Casou-se aos vinte e dois com Betsey James e teve dois meninos, Nicholas que se tornou um negociante de arte, e James que se tornou o terceiro artista de geração na família.

O seu quadro mais conhecido é Christina' World (1948), em que se destacam a perspectiva inusitada e a luz. Entre muitos dos seus trabalhos, citam-seBrandywine Valley (1940), Turkey Pond (1944), Dodges Ridge (1947), Trodden Weed (1951), Corner of the Woods (1954), Hawk Mountain (1961), Christina's Teapot (1968), Knapsack (1977),Kuerner's Farm (1983), Man and the Moon (1990), Leaving (1993), Sharpshooter (1997) e The Carry (2003).

Condecorado pelo governo estadunidense (1963) e muito premiado pelo mundo afora, tornou-se membro das mais importantes academias de artes do mundo, como a francesa, a soviética e a britânica.
Fonte: dec.ufcg.edu.br/
«Helga - Pose I»
Andrew Wyeth

«Helga - Pose II»
Andrew Wyeth

«Helga - Pose III»
Andrew Wyeth

«Helga - Pose IV»
Andrew Wyeth

«Helga - Pose V»
Andrew Wyeth

«Helga - Pose VI»
Andrew Wyeth

«Helga - Pose VII»
Andrew Wyeth

«Helga - Pose VIII»
Andrew Wyeth

«Helga - Pose IX»
Andrew Wyeth

«Helga - Pose X»
Andrew Wyeth

«Esboço de Helga - Pose XI»
Andrew Wyeth

«REALISMO»
ANDREW WYETH