quinta-feira, 13 de junho de 2013

POESIA - WB YEATS

O poeta simbolista, dramaturgo e místico irlandês William Butler Yeats, também conhecido como WB Yeats, nasceu em Dublin a 13 de Junho de 1865. Contribui activamente no renascimento literário irlandês e foi, juntamente com  Isabella Augusta Gregorym, fundador do Abbey Theatre de Dublin. Venceu o Prémio Nobel da literatura em 1923 e, em 1924, partilhou o Prémio Gothenburg para a poesia com o escritor Rudyard Kipling. WB Yeats faleceu em Menton, na França, a 28 de Janeiro de 1939.

Poet’anarquista
William Butler Yeats
Poeta Irlandês
SOBRE O POETA…

Yeats, escritor de língua inglesa, é o poeta mais importante da Irlanda. Em 1889 fundou, juntamente com a escritora Isabella Augusta Gregorym, uma das incentivadoras do grupo teatral irlandês Renascimento Celta, o Irish Literary Theater de Dublin, transformado em 1903 na Irish National Theatre Society, com sede no Abbey Theatre de Dublin. Esta companhia, grande impulsionadora do teatro nacional irlandês, encenou especialmente peças de Yeats e de John Millington Synge.

A obra de Yeats compõe-se de poesia lírica de caráter simbolista e de diversas peças de teatro, inspiradas essencialmente na mitologia celta.

Algumas das suas obras mais significativas são Cathleen ni Houlihan (1902), On Baile's Strand (1904) e Deirdre (1907).

Em 1923, recebeu o Prêmio Nobel de Literatura pela grande inspiração dos seus poemas, que exprimem a essência do povo por meio de uma trabalhada estética formal.
Fonte: NetSaber

OS CINES SELVAGENS DE COOLE

Em sua outonal beleza estão as árvores,
Secas as veredas do bosque;
No crepúsculo de Outubro as águas
Reflectem um céu tranquilo;
Nessas transbordantes águas sobre as pedras
Banham-se cinquenta e nove cisnes.
Dezenove outonos se passaram desde que
Os contei pela primeira vez;
E, enquanto o fazia, vi
Que de repente todos se erguiam
E em largos círculos quebrados revolteavam
As clamorosas asas.
Contemplei esses seres resplandecentes,
E agora há uma ferida no meu coração.
Tudo mudou desde o dia em que ouvindo ao crepúsculo,
Pela primeira vez nesta costa,
A alta música dessas asas sobre a minha cabeça,
Com mais ligeiro passo caminhei.

Infatigáveis, amante com amante,
Movem-se nas frias
E fraternas correntes ou elevam-se nos ares;
Os seus corações não envelheceram;
Paixão ou conquista solicitam ainda
Seu incerto viajar.
Mas vagueiam agora pelas quietas águas,
Misteriosos, belos;
Entre que juncos edificarão sua morada,
Junto a que lago, junto a que charco,
Deliciarão o olhar do homem quando um dia eu despertar
E descobrir que voando se foram?

WB Yeats

QUANDO FORES VELHA

Quando fores velha, grisalha, vencida pelo sono,
Dormitando junto à lareira, toma este livro,
Lê-o devagar, e sonha com o doce olhar
Que outrora tiveram teus olhos, e com as suas sombras profundas;

Muitos amaram os momentos de teu alegre encanto,
Muitos amaram essa beleza com falso ou sincero amor,
Mas apenas um homem amou tua alma peregrina,
E amou as mágoas do teu rosto que mudava;

Inclinada sobre o ferro incandescente,
Murmura, com alguma tristeza, como o Amor te abandonou
E em largos passos galgou as montanhas
Escondendo o rosto numa imensidão de estrelas.

WB Yeats

MORTE

Nem temor nem esperança assistem
Ao animal agonizante;
O homem que seu fim aguarda
Tudo teme e espera;
Muitas vezes morreu,
Muitas vezes de novo se ergueu.
Um grande homem em sua altivez
Ao enfrentar assassinos
Com desdém julga
A falta de alento;
Ele conhece a morte até ao fundo —
O homem criou a morte.

WB Yeats 

COM O TEMPO A SABEDORIA

Embora muitas sejam as folhas, a raiz é só uma;
Ao longo dos enganadores dias da mocidade,
Oscilaram ao sol minhas folhas, minhas flores;
Agora posso murchar no coração da verdade.

WB Yeats 

1 comentário:

Rogério Pereira disse...

Há poetas grandes
que vou desconhecendo
Só dou por isso
quando os conheço

Obrigado