domingo, 30 de setembro de 2012

CARTOON versus QUADRAS

Terreiro do Passos
HenriCartoon

«TERREIRO DO PASSOS»

Camarada, até o de cima está connosco...
-Você não diga que Ele veio cá abaixo?
Não tão alto, falo do D. José I do Paço...
-Forca com eles, que Deus está convosco!

Por isso dizemos que se fod@ esta Troika!...
A luta continua porque agora doeu a todos
E já ninguém quer dar a sua vida em troca...
No «Terreiro do Passos» não eram poucos!!

POETA

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

CAT PEOPLE - «Good Bye Angel»

Poet'anarquista

sábado, 29 de setembro de 2012

CARTOON versus QUADRA

O Chumbo
HenriCartoon

«O CHUMBO»

Então ó malta horrorosa… hum hum...
Vão aprovar o meu relatório e contas?
As assembleias estão muito violentas,
Vou proteger as zorelhas... (bum! bum!!)

O petardo que ouvi é um sim, ou é um não?...
-Chumbo nas contas com arremesso à mão!!

POETA

CARTOON versus QUADRAS

Racionamento da Saúde
HenriCartoon

«RACIONAMENTO DA SAÚDE»

Doutor, confio em si como meu conselheiro
P’ró mal que há muito tempo me apoquenta…
Um tratamento eficaz, e sem gastar dinheiro,
Que aguente a minha saúde até aos noventa.

Amigo Zé do Povinho, a saúde está de rastos
Mas eu resolvo o problema p’ra não adoecer
E acabar de uma só vez com todos os gastos…
Abstenha-se da medicação, deixe-se morrer!

POETA

MÚSICAS DO MUNDO

E as músicas de hoje são...
(43 à vossa inteira disposição para recordar)

CAT STEVENS


Poet'anarquista

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

DAVID BOWIE - «Cat People»

Poet'anarquista

DAVID BOWIE - «Cat People (Putting Out Fire)

Poet'anarquista

POVO GATO

Veja estes olhos tão verdes
Eu posso olhar por mil anos
Mais frio do que a Lua
Tem sido assim por muito tempo

Sinta meu sangue enfurecido
É apenas o medo de perder você
Você não sabe o meu nome
Bem, você já faz tanto tempo

E eu tenho de colocar para fora o fogo
Com gasolina

Veja esses olhos tão vermelhos
Vermelho como a selva queimando brilhante
Aqueles que me sentem perto
Puxe as cortinas e mude as suas mentes
Tem sido assim por muito tempo

Ainda esta noite pulsante
Uma praga eu chamo de um batimento cardíaco
Basta ser ainda está comigo
Ya não iria acreditar que eu tenho através
Você tem sido tão longo
Bem, tem sido assim por muito tempo
E eu tenho de apagar o fogo com gasolina
Apagando o fogo
Com gasolina

Veja essas lágrimas tão azul
Um coração sem idade que nunca pode consertar
Essas lágrimas nunca pode secar
Um julgamento feito nunca pode dobrar

Veja estes olhos tão verdes
Eu posso olhar por mil anos
Basta ser ainda está comigo
Você não vai acreditar no que eu fui através de

Você tem sido tão longo
Bem, tem sido assim por muito tempo
E eu fui apagando fogo com gasolina
Apagando fogo com gasolina

[Faz tanto tempo]
[Faz tanto tempo]
Bem, tem sido assim por muito tempo
[Faz tanto tempo]
Eu tenho de colocar para fora o fogo
[Faz tanto tempo]
Bem, tem sido assim por muito tempo
[Faz tanto tempo]
Eu tenho de colocar para fora o fogo
[Faz tanto tempo]
Tem sido assim por muito tempo
[Faz tanto tempo]
Apagando fogo
[Faz tanto tempo]

Sido tão longo
[Tanto tempo, tanto tempo]
Sido tão longo
[Tanto tempo, tanto tempo]
Vindo a colocar para fora o fogo
[Já esteve tanto tempo, tanto tempo, tanto tempo]
Vindo a colocar para fora o fogo
[Já esteve tanto tempo, tanto tempo, tanto tempo]
Sido tão longo

[Já esteve tanto tempo, tanto tempo, tanto tempo
Faz tanto tempo, tanto tempo, tanto tempo]
Eu tenho de colocar para fora o fogo
[Já esteve tanto tempo, tanto tempo, tanto tempo]
Vindo a colocar para fora o fogo
[Já esteve tanto tempo, tanto tempo, tanto tempo]
Sido tão longo
[Tanto tempo, tanto tempo]
Sido tão longo
[Tanto tempo, tanto tempo]
Sido tão longo
[Tanto tempo, tanto tempo]

David Bowie

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

CARTOON versus QUADRAS

Alternativa a Gaspar
HenriCartoon

«ALTERNATIVA A GASPAR»

Caro João Vale Tudo, estou aqui a elaborar
Um novo pacote de medidas d’austeridade
Em substituição da TSU que não pude aplicar…
Requisito a sua competência e honestidade (???)

Se me ajudar nesta mui árdua e difícil tarefa
Prometo dar-lhe o que de mais sempre quis…
Renomeio-o presidente do Horroroso Benfa
E fica ilibado de todos os processos no país!

Então João Vale Tudo, o que me diz?
-Digo que o governo está por um triz!

POETA

CARTOON versus QUADRAS

Boca no Trombone
HenriCartoon

«BOCA NO TROMBONE»

Tu não me obrigues a falar!...
Eu boto boca no saxofone
Fod@-se mais o trombone,
Não me estou a controlar!

Devias ter vergonha chulo!...
Bandido, nojento bandalho
Filho de um grande mulo...
 Joga mas é à bola c@r@lho!!

POETA

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

BEAR MACCREARY - «Princes Of The Universe»

Poet'anarquista

PRÍNCIPES DO UNIVERSO

Príncipes do Universo...
Homens sem reino
Viajando no espaço.
Guerreiros do Apocalipse...
Viajantes sem rumo
De outras galáxias;
No horizonte submerso
Encontrareis vosso trono
P'ra sossegar do cansaço.
Esperai um novo eclipse
Que entretanto eu durmo
À sombra das acácias!

Matias José

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

CARTOON versus QUADRAS

Buscas aos Discípulos
HenriCartoon

«BUSCAS AOS DISCÍPULOS»

Ouve Mário Suíno, liga p’ró chefe,
Ele tem que nos safar da enrascada…
Afinal de contas, quem era o xerife?
Somos  amiguinhos da velha guarda…

Mas qual chefe, amigo Tonho da Onça,
Ainda nos resta algum xerife no país?...
 Só o Trócas-te filosofando em França,
Mas fica caríssimo telefonar p’ra Paris!

E tu, Paulo Sarampos, não dizes nada?
-Os discípulos caíram na emboscada!!   

POETA

POEMA DE T.S. ELIOT

O poeta modernista, dramaturgo e crítico literário inglês Thomas Stearns Eliot, mais conhecido por T.S. Eliot, nasceu em St. Louis nos Estados Unidos, a 26 de Setembro de 1888. Tornou-se cidadão britânico em 1928 e venceu o Prémio Nobel da Literatura em 1948. Assinala-se mais uma vez no Poet'anarquista a data de aniversário deste extraordinário poeta modernista britânico, com o poema «Versos de um Velho». e Pode também consultar aqui «LITERATURA - T.S.ELIOT».
Poet'anarquista
Poeta Modernista T.S. Eliot
Simon Fieldhouse

VERSOS DE UM VELHO

O tigre apanhado na armadilha
Não é mais irascível do que eu.
A cauda inquieta não está mais queda
do que eu quando pressinto o inimigo
Contorcendo-se no sangue essencial
Ou pendendo da árvore amistosa.
Quando exponho o dente do siso
O silvo sobre a língua arqueada
É mais de afeto que de ódio,
Mais amargo que o amor de juventude,
E inacessível ao jovem.
Refletido por meu olho dourado
O obtuso sabe que é demente.

Digam-me se não estou contente!

T.S. Eliot

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...
(26 de Setembro de 1945, nasce a cantora brasileira Gal Costa)

GAL COSTA - «Festa do Interior»

Poet'anarquista


FESTA DO INTERIOR

Fagulhas
Pontas de agulhas
Brilham estrelas
De São João...

Babados
Xotes e xaxados
Segura as pontas
Meu coração...

Bombas na guerra-magia
Ninguém matava
Ninguém morria...

Nas trincheiras
Da alegria
O que explodia
Era o amor...(2x)

Fagulhas
Pontas de agulhas
Brilham estrelas
De São João...

Babados
Xotes e xaxados
Segura as pontas
Meu coração...

Bombas na guerra-magia
Ninguém matava
Ninguém morria...

Nas trincheiras
Da alegria
O que explodia
Era o amor...(2x)

Ardia aquela fogueira
Que me esquentava
A vida inteira
Eterna noite
Sempre a primeira
Festa do Interior...(2x)

Fagulhas
Pontas de agulhas
Brilham estrelas
De São João...

Babados
Xotes e xaxados
Segura as pontas
Meu coração...

Bombas na guerra-magia
Ninguém matava
Ninguém morria...

Nas trincheiras
Da alegria
O que explodia
Era o amor...(2x)

Ardia aquela fogueira
Que me esquentava
A vida inteira
Eterna noite
Sempre a primeira
Festa do Interior...(2x)

Gal Costa

terça-feira, 25 de setembro de 2012

CARTOON versus QUADRA

O Mexe Mexe
HenriCartoon

«O MEXE MEXE»

Se não posso mexer na TSU
Vou ter de mexer no teu IRS…
Primeiro levas um bom tabefe,
E em seguida apalpo-te o cu!

POETA

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

JOHN LEE HOOKER & JONNY WINTER - «Susie Q»

Poet'anarquista


SUSIE Q

Oh Susie Q, oh Suzie Q, oh Suzie Q
Querida eu te amo, Suzie Q

Gosto do jeito que você anda,
Gosto do jeito que você fala,
Gosto do jeito que você anda,
Gosto do jeito que você fala Suzie Q

Diga que você será verdadeira,
Diga que você será verdadeira,
Diga que você será verdadeira,
Nunca me deixe triste, Suzie Q

Diga que você será minha,
Diga que você será minha,
Diga que você será minha,
Queria você toda hora, Suzie Q

Oh Susie Q, oh Suzie Q, oh Suzie Q
Querida eu te amo, Suzie Q
Oh, Susie Q
Querida, eu te amo
Minha Susie Q

John Lee Hooker & Jonny Winter

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

CARTOON versus QUADRAS

A Memória de Seguro
HenriCartoon

«A MEMÓRIA DE SEGURO»

Doutor José Inseguro, o PSD fez acusação
Sobre a sua memória de peixe no aquário…
O que tem a dizer sobre essa comparação?...
Não será mais seguro fazer o contraditório??

Deixe-me ver?... sobre essa torpe insinuação
De momento só tenho uma coisa p’ra lhe dizer:
A memória do peixe acabou agora de se varrer…
Pode reformular novamente a sua questão???

POETA

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

BROBDINGNAGIAN BARDS - «Wiskey In The Jar»

Poet'anarquista


UÍSQUE NA JARRA

Como eu estava passando por cima das montanhas muito famosas Kerry
Me encontrei com o capitão Farrell e o seu dinheiro ele estava contando.
Produzindo pela primeira vez eu a minha pistola, e depois produzi o meu florete.
Disse levantar e entregar, pois eu sou um negrito enganador,

Que fazer com o anel
Pancada para o papai
Pancada para o papai
Há uísque nessa jarra

Ele contou o seu dinheiro, e ele fez um bonito centavo
Que eu coloquei no meu bolso e levei a casa para Jenny.
Ela jurou que nunca ia me enganar,
Mas o diabo toma as mulheres, pois nunca pode ser fácil

Eu fui para o meu quarto, tudo para dar um descanso,
Eu sonhava em ouro e joias, e com certeza não era de admirar.
Mas Jenny pegou minhas acusações e encheu-as com água,
Então enviou para o capitão Farrel para estar pronto para o abate.

Foi no início da manhã, quando me levantei para o curso,
Os guardas estavam ao redor de mim e também o capitão Farrel.
Produzindo pela primeira vez eu a minha pistola, para que ela roubasse meu florete,
Mas eu não podia atirar a água para um prisioneiro.

Se alguém puder me ajudar, é meu irmão no exército,
Se eu puder encontrar a sua estação no Cork ou em Killarney.
E se ele vai vir e me salvar, vamos itinerante perto de Kilkenny,
E eu juro que ele vai tratar-me melhor do que a querida Jenny

Agora alguns homens têm prazer no consumo e na mecha,
Mas outros têm prazer no jogo e no fumo.
Mas eu tenho prazer no suco de cevada,
E cortejando Pretty Maids de manhã bem cedo

Brobdingnagian Bards

FOTO-MANIF/ 15 SET 2012

Gestos e olhares que falam por si, irmanados na manifestação de 15 de Setembro de 2012.  Parabéns aos fotógrafos pela sensibilidade espontânea, captando igualmente o outro lado pacífico da manifestação.

Momentos únicos… muito belos!
Poet’anarquista
«Gestos e olhares»
Manifestação de 15 de Setembro de 2012

«Gestos e olhares»
Manifestação de 15 de Setembro de 2012

«Gestos e olhares»
Manifestação de 15 de Setembro de 2012

«Gestos e olhares»
Manifestação de 15 de Setembro de 2012

«Gestos e olhares»
Manifestação de 15 de Setembro de 2012

«Gestos e olhares»
Manifestação de 15 de Setembro de 2012

«Gestos e olhares»
Manifestação de 15 de Setembro de 2012

Que se lixe a TROIKA...
Queremos as vidas de volta!

domingo, 23 de setembro de 2012

DISCURSO DE JOÃO GRILO

Inauguração do Complexo Desportivo de Alandroal
Confraternização

INAUGURAÇÃO DO COMPLEXO DESPORTIVO DE ALANDROAL

Discurso de João Grilo, Presidente da Câmara Municipal de Alandroal

É habito em inaugurações dizer-se maravilhas da obra em causa. Não vai ser o caso hoje.

Podíamos dizer que está muito bonito, que a vista é magnífica...mas ainda ficava muito por dizer.

É difícil explicar o que passa pela cabeça de um presidente de câmara na minha circunstância quando tem que escrever umas linhas sobre num momento como este.

Os sentimentos são contraditórios e por detrás da alegria de ver concluído um grande objectivo, fica a angustia de saber tudo o que poderia ser diferente.

Quando iniciámos funções, em 03 de Novembro de 2009, esta obra estava em andamento há  6 meses (Maio de 2009) sem um cêntimo pago ao construtor.

Para além disso, estava a ser executado um projecto muito diferente daquele que tinha sido aprovado para financiamento comunitário e que nem sequer estava aprovado na câmara municipal.

Nesse projecto, ficavam de fora aspectos tão importantes como as marcações para rugby e “futebol de 7”, ou o alargamento da vedação.

Assim, foi necessário interromper os trabalhos para fazer as possíveis alterações de modo a garantir o financiamento comunitário e a continuidade da obra.

Mais ainda, para esta obra seria necessário um financiamento bancário de um milhão de euros para fazer face à contrapartida nacional que nunca chegou a ser autorizado por causa do excesso de endividamento da autarquia.

Face às dificuldades financeiras da autarquia, e como é fácil de perceber, foi extremamente difícil encontrar os fundos necessários para compensar essa falta de financiamento e concluir a obra.

Mas ela aí está!

Mas voltemos atrás, ao início desta história porque, do meu ponto de vista, foi logo no início, na opção de localização e na filosofia do projecto, que se escolheram as piores opções.

A Câmara Municipal do Alandroal, à semelhança  dos concelhos vizinhos,  teve acesso a uma candidatura a fundos comunitários para construção do “Primeiro Relvado” sintético do concelho que incluía bancadas, iluminação e alguns arranjos exteriores. Nesta medida do POVT (Programa Operacional Valorização do Território) poderia beneficiar de um financiamento de até 675 mil euros, para um investimento total de 965 mil.

Neste cenário o que fizeram os concelhos vizinhos do nosso para ter um campo relvado com um mínimo de custos?

Redondo, Borba ou Estremoz adaptaram os campos de futebol existentes às características do programa e do financiamento.

Nenhum dos municípios vizinhos optou por construir  uma novo estádio de raiz.

Mas o Alandroal tinha que ser diferente. O Alandroal não podia simplesmente adaptar o antigo campo aproveitando os fundos comunitários. Não. O Alandroal tinha que se fazer “à grande” – tinha que se fazer, como se dizia na altura, “o segundo estádio de Braga”, escavado na rocha!

Pois bem. Quanto é que esta opção custou a mais a todos nós?

Só para começar, representou logo 145 mil euros não financiados pagos pelo terreno.

A seguir, mais 83 mil euros para o projecto, pago como novo, mas adaptado do de Freixo de Espada à Cinta.

Depois, precisou de mais 200 mil euros não financiados para terraplanagens.

Os estacionamentos e outros aspectos não financiados custaram mais 630 mil euros.

Ou seja, num custo total de obra de 2 milhões de euros, 675 mil são financiamento comunitário e 1 milhão e 325 mil são fundos próprios que a câmara não tinha!

Este é um rácio ruinoso para qualquer câmara!

No total, comprometeu-se com esta obra um milhão de euros a mais do que era possível e seria desejável.

Só para vos dar uma ideia, face às obras que temos por fazer, este milhão de euros dava para construir o Pólo Escolar de Terena,  o pavilhão gimnodesportivo da escola do Alandroal (que está sem financiamento) e ainda fazer campos relvados em Santiago Maior, Terena e Rosário – localidades onde existe prática desportiva regular e onde esta necessidade é cada vez mais sentida.

Mas em vez disso está aqui, enterrado debaixo dos nossos pés!

Por isso deixem-me ser claro:
Esta localização não seria a nossa opção.
Este projecto não seria o nosso projecto.
Não é assim que se gasta dinheiro público.
Mas como todos sabem, não podíamos voltar atrás.

Tentámos corrigi-lo no que foi possível, aproveitar o financiamento ao máximo e, com muito sacrifício, colocá-lo ao serviço da população da melhor maneira possível como é nossa obrigação de autarcas responsáveis.

Paradoxalmente, ao mesmo tempo que se projectava este complexo desportivo, desaparecia, por razões que são do conhecimento de todos, o futebol sénior na sede concelho.

Com a conclusão desta obra poderão voltar a emergir as vozes que defendem o regresso em força da modalidade nos moldes de antigamente.

Deixem-me que mais uma vez vos fale bem claro: embora lamente que se tenha chegado a tal ponto, não sinto, neste momento, essa pressão.

Penso que já todos percebemos que não há, nem vai haver nos próximos anos, dinheiros públicos que possam sustentar altos voos nesta matéria e é bom que os sonhadores assentem os pés na relva ou procurem financiamentos de outras formas.

Estaremos cá para  apoiar todas as ideias que tenham sustentabilidade associada, mas deixem-me dar-vos uma garantia: os poucos recursos da autarquia vão continuar a ser canalizados para a formação de jovens nas diferentes modalidades e para o futebol no seu estado mais amador.

Queremos desmultiplicar cada euro que é investido no desporto pelo máximo de praticantes locais possível.

Enquanto estiver nas nossas mãos, o dinheiro de todos nós não será usado para que joguem no Alandroal “profissionais” de fora do concelho.

Aproveito para deixar aqui um apelo à Federação Portuguesa de Futebol, na pessoa do seu vice-presidente, para que olhe para o momento dramático que vive o futebol dos escalões jovens e o futebol amador face às dificuldades das autarquias e das empresas em canalizar recursos para apoiar estas modalidades.

Sejamos claros, sem o apoio da autarquia não haveria neste momento no concelho do Alandroal, assim como em outros concelhos do país, qualquer actividade a este nível.

É por isso urgente encontrar novos modelos de financiamento destas modalidades. É preciso que o futebol profissional cumpra o seu dever social de apoiar a formação dos jovens.

Neste campo vão realizar-se os jogos do Campeonato do INATEL da equipa da Associação Alandroal United.

Neste campo vão jogar e treinar alguns dos escalões de formação do Centro de Cultura e Desporto de Terena.

Neste campo vai funcionar a escola de rugby do Clube de Rugby de Juromenha.

Neste campo, o Santiago Maior e o Rosário vão realizar alguns dos seus jogos e treinos.

Neste campo vão realizar-se torneios e encontros desportivos mobilizadores da prática desportiva e capazes de trazer visitantes ao concelho.

Neste campo, o agrupamento de escolas, as associações, os veterenos, os grupos de amigos – de forma organizada e devidamente regulamentada – vão poder fazer os seus jogos.

Parece-nos que esta já será uma excelente ocupação e rentabilização de um espaço que se quer de todos e para todos.

Não é preciso “inventar” mais nada!

E oxalá consigamos assegurar no futuro os recursos financeiros necessários aos funcionamento de todas estas actividades, já que os custos de manutenção de uma estrutura destas são muito elevados, como todos podem calcular.

Disponibilizar hoje à população esta obra – com todos os problemas que ela apresentava, sem o financiamento bancário que era esperado e no momento difícil que atravessamos – representa para todos nós uma grande vitória só possível graças à determinação e empenho dos eleitos, mas também ao trabalho sério, competente e rigoroso dos técnicos da autarquia, responsáveis pela totalidade do seu acompanhamento.

É graças a este esforço conjunto que estamos a concluir outras obras que herdámos com problemas semelhantes e que estamos também a lançar novas obras e a projectar muitas outras.

O Centro Escolar de Santiago Maior já está em funcionamento, a obra de Requalificação do Interior do Castelo do Alandroal está em andamento. Na próxima semana têm início as obras da creche de Santiago Maior e já está a decorrer o concurso público para a obra de Requalificação do Pólo Escolar de Terena. Só para vos dar alguns exemplos.

Mas no que a esta obra em concreto diz respeito ainda não podemos ficar por aqui. Há ainda lacunas a corrigir, e como todos podem constatar, a zona envolvente a este Complexo Desportivo, no lado que coincide com o acesso à vila, precisa agora de obras de requalificação que não estavam projectadas.

Já estamos a trabalhar neste projecto e vamos tentar aproveitar o espaço para criar mais um recinto desportivo onde seja possível praticar outras modalidades como o ténis, o basquetebol ou o futebol de 5.

Portanto meus amigos, e em conclusão, se soubermos aprender com os erros do passado, e porque é o futuro que nos interessa e motiva, podemos dizer que este é um dia de alegria.

Podemos dizer que é um dia de festa para as crianças, para os jovens e para todos os munícipes que vão a partir de hoje tirar partido desta infraestrutura.

Muito obrigado a todos.
Fonte: MuDA

CARTOON versus QUADRA

Enterro em Belém
HenriCartoon

«ENTERRO EM BELÉM»

Zé do Povinho, é com grande pesar
Que anuncio o funeral da TSU em Belém,
O Conselho deu ordem p’ra sepultar…
-Aproveita, enterra-te tu e o outro também!!
  
POETA

POEMA DE MATIAS JOSÉ

Alma Gémea
Patrícia Moura/ 2005

 ALMA GÉMEA

Alma gémea, de mim nunca tu partiste…
Em sonhos, ainda guardo a terra amada,
No sentir e na esperança tão desejada...
Toda a beleza das coisas me ensinaste!

E eu, vendo o belo, de ti me embelezei
Criatura que Deus fez com semelhança...
E tu, sentindo o meu desejo de criança,
Porque em ti tudo era como eu sonhei!

Alma gémea minha, que boa tua ventura
Nos dias claros e noites de lua quase cheia…
Esse momento único em nós inda perdura;

Em sonhos, alma gémea por aqui vagueia...
Quão grande esse terno amor da criatura,
Resistindo como o sangue dentro da veia!!

Matias José
  

POEMAS DE PABLO NERUDA

Assinala-se hoje a morte do poeta chileno Pablo Neruda. Neruda nasceu em Parral, a 12 de Julho de 1904 e faleceu em Santiago, a 23 de Setembro de 1973. Grande poeta chileno e um dos mais importantes poetas da língua castelhana do séc. XX, foi igualmente cônsul do Chile em Espanha e no México. Para saber um pouco mais sobre vida e obra deste autor chileno, consultar a publicação de 23 de Setembro de 2010 com o título «PABLO NERUDA».
Poet'anarquista
Pablo Neruda (junto com Salvador Allende)
Poeta Chileno

ANGELA ADONICA

Hoje deitei-me junto a uma jovem pura 
Como se na margem de um oceano branco, 
Como se no centro de uma ardente estrela 
De lento espaço. 

Do seu olhar largamente verde 
A luz caía como uma água seca, 
Em transparentes e profundos círculos 
De fresca força. 

Seu peito como um fogo de duas chamas 
Ardía em duas regiões levantado, 
E num duplo rio chegava a seus pés, 
Grandes e claros. 

Um clima de ouro madrugava apenas 
As diurnas longitudes do seu corpo 
Enchendo-o de frutas extendidas 
E oculto fogo.

Pablo Neruda

A DANÇA

Não te amo como se fosse rosa de sal, topázio
Ou flecha de cravos que propagam fogo:
Te amo como se amam certas coisas obscuras,
Secretamente, entre a sombra e a alma.

Te amo como a planta que não floresce e
Leva dentro de si, oculta, a luz daquelas flores.
E graças a teu amor, vive oculto em meu
Corpo o apertado aroma que ascende da terra.

Te amo sem saber como, nem quando, nem onde.
Te amo diretamente sem problemas nem orgulho;
Assim te amo porque não sei amar de outra maneira,

Senão assim, deste modo, em que não sou nem és.
Tão perto de tua mão sobre meu peito é minha,
Tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.

Pablo Neruda


Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.

Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.

Pablo Neruda

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...
(23 de Setembro de 1930, nasce o pianista e cantor norte-americano Ray Charles)

RAY CHARLES - «What'd I Say»

Poet'anarquista


O QUE EU DISSE

Hey mama, não me trate mal
Venha e ame seu papai a noite toda
Tudo bem, hey, hey, tudo bem agora

Veja a garota com o anel de diamante
Ela sabe como mexer essa coisa
Tudo bem, hey, hey, Mmm, tudo certo agora

Ahhh, Ohh, Ahhh, Ohh, Ahhh, Ohh, Ohh

Faça-me sentir tão bem, me faz sentir bem agora
Faça-me sentir tão bem, me faz sentir bem agora
Faça-me sentir tão bem, me faz sentir bem agora

Mmm, veja a menina com o vestido vermelho
Ela pode fazer o cão durante toda a noite
Tudo bem, hmm que eu disse, diga o que eu disse

Diga-me que eu disse, me diga que eu disse agora
Diga-me que eu disse, me diga que eu disse agora
Diga-me que eu disse, me diga que eu disse agora

Ahhh, Ohh, Ahhh, Ohh, Ahhh, Ohh, Ohh

Está tudo certo, Está tudo bem agora
Baby, está tudo certo, Baby, está tudo certo agora
Baby, está tudo certo, Oh yeah!

Baby mexe aquilo, Baby mexe aquilo agora
Baby mexe aquilo, Baby mexe aquilo agora
Baby mexe aquilo, Baby mexe aquilo agora

Ray Charles

sábado, 22 de setembro de 2012

CARTOON versus QUADRAS

Coligação Coordena-se
HenriCartoon

«COLIGAÇÃO COORDENA-SE»

O PSD e o CDS/PP vão passar a reunir-se
Numa data certa para haver coordenação
Entre os dois partidos em rota de colisão…
-Quantos membros irão estar a divertir-se?

Ainda não se sabe quantos serão os gatunos,
Mas aposto que devem rondar os quarenta…
-Porquê quarenta se dois já ninguém aguenta?
O Fedelho Ali Babá não faz a coisa por menos!

A coligação coordena-se…
E o país afunda-se!!

POETA

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...
(22 de Setembro de 1958, nasce o tenor italiano Andrea Bocelli)

ANDREA BOCELLI - «Nessun Dorma»

Poet'anarquista


NINGUÉM DURMA

Ninguém durma! ninguém durma!
Tu também, ó princesa,
Na tua fria alcova
Olhas as estrelas que tremulam
De amor e de esperança!

Mas o meu mistério está fechado em mim,
O meu nome ninguém saberá
Não, não, sobre a tua boca o direi,
Quando a luz resplandescer!
E o meu beijo destruirá
o silêncio que te faz minha!

O seu nome ninguém saberá
E nós deveremos, ai de nós, morrer, morrer!

Desvaneça, ó noite! Desapareçam, estrelas!
Desapareçam, estrelas! Na alvorada vencerei!
Vencerei! vencerei!

Andreia Bocelli

Está nesta altura a decorrer uma vigília em S. Bento (o meu filho encontra-se no local) aguardando o resultado da farsa convocada pelo Presidente da República, que dá pelo nome de Conselho de Estado.  Ninguém durma.... venceremos!
Poet'anarquista

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

PINTURA - EDUARDO ÚRCULO

O artista espanhol Eduardo Úrculo nasceu em Santurce, Vizcaya, a 21 de Setembro de 1938. Este basco pintor e escultor em vários movimentos artísticos, entre eles o surrealismo e o neocubismo, viria mais tarde a ser considerado um dos grandes impulsionadores da «Pop Arte» em Espanha. Notável pelos seus retratos de bagagens, chapéus e nus femininos, teve a sua formação com importantes nomes da arte, como foram Manolo Valdés e Rafael Solbes. Úrculo faleceu em Madrid, a 31 de Março de 2003.
Poet’anarquista
Eduardo Úrculo
Pintor Espanhol

«Auto-Retrato de Costas com Nu Femenino»
Úrculo
SOBRE O PINTOR…

Nascido em 1938, em Santurce, Vizcaya, mudou-se dois anos depois com a sua família para Astúrias. Saiu da escola e aos 14 anos foi trabalhar numa empresa de mineração, onde o seu pai era balconista.

Eduardo Úrculo foi um dos mais importantes representantes da Pop Art em Espanha. Trabalhou como designer de um designer gráfico, como ilustrador e cenários de palco, tendo durante os anos setenta desenvolvido trabalhos «airbrush».

Não apenas a pintura, mas também gravuras e esculturas fizeram parte da sua obra. Na sua produção artística muito pessoal pintou nus, malas de viagem e chapéus. No seu caminho artístico passou por vários estilos: o expressionismo preto, pintura pop e o neocubismo.

Começou a dedicar-se à pintura como autodidata, tendo passado um ano com doença  pulmonar e hepatite. Voltou ao seu trabalho como assistente de topografia e pintura no tempo livre.

Alguns anos mais tarde, fez vários quadrinhos para o jornal «A Nova Espanha»,em Oviedo. Em 1957 realizou a sua primeira exposição na casa do produtor Felguera (Langreo), e uma subvenção da cidade de Langreo levou-o até Madrid para começar a estudar pintura em Belas Artes.

Um ano depois, foi para Paris e matriculou-se na Academia de La Grande Chaumière, em Montparnasse. Em 1959, apareceu no National Salon de Beaux Arts, e exibiu as suas pinturas em algumas das mais importantes galerias parisienses.

Desde então começou a viajar continuamente (Paris, Oviedo, Tenerife, Marbella, Madrid, Suécia, Dinamarca, Ibiza, Nova York), o que lhe permitiu conhecer grandes artistas do século XX, uma grande ajuda na sua criação.

Realizou inúmeras exposições individuais, coletivas e bienais na Espanha, Alemanha, França, Cuba, Irão, EUA, etc. Em 1993, o Centro de Arte Moderna de Oviedo (CAMCO) organizou uma exposição retrospectiva da sua obra.

Morreu de ataque cardíaco em 31 de março de 2003, em Madrid, aos 65 anos. Os seus últimos trabalhos foram expostos na O'Reilly Salander Gallery, em Nova York. A Casa Real tinha planeado entregar-lhe a Medalha de Ouro de Belas Artes.

A sua obra está exposta em museus de arte moderna do mundo e nas mais importantes coleções privadas da Europa e da América.
Fonte: www.artespain.com
«Exílio»
Úrculo

«Utopia»
Úrculo

«Romeu e Julieta»
Úrculo

«Erotismo Femenino»
Úrculo

«Erotismo Femenino»
Úrculo

«Don Pelayo e Pedreiro»
Úrculo

«Mãe e Filho»
Úrculo

«Em torno do Casticismo»
Úrculo

«Músicos»
Úrculo

«Mascarados»
Úrculo

«Família»
Úrculo

«Sem Título»
Úrculo

«ARTE MODERNA CONTEMPORÂNEA»
EDUARDO ÚRCULO
Nota:
Esta publicação é inteiramente dedicada à aniversariante Ana Paula Fitas (21 de Setembro de 1963), que cumpre hoje as suas 49 deliciosas primaveras. Parabéns querida amiga neste dia 21 de Setembro de 2012, e que a história se repita por muitos e bons anos de vida. Quem disse que a alma não é gémea?...
Poet'anarquista
E a música especial de hoje é...
(Dedicada à menina Ana Paula Fitas)

LOUIS AMSTRONG - «Happy Birthday»

Poet'anarquista


ALMA GÉMEA

Alma gémea de mim nunca tu partiste…
Em sonhos bons guardo a terra amada
No sentir e na esperança tão desejada,
Toda a beleza das coisas me ensinaste!

E eu, vendo o belo, de ti me embelezei,
Criatura que Deus fez com semelhança;
E tu, sentindo o meu desejo de criança
Porque em ti tudo era como eu sonhei!

Alma gémea minha, que boa tua ventura
De dias claros e noites de lua quase cheia…
Esse momento belo em nós inda perdura;

Em sonho: alma gémea por aqui vagueia,
Quão grande esse terno amor da criatura
Resistindo como o sangue dentro da veia!!

Matias José

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

JANIS JOPLIN - «Maybe»

Poet'anarquista


TALVEZ

Talvez...
Ooh, se eu pudesse orar, e tentar, meu bem
Você voltaria para casa, para casa para mim.

Talvez
Ooh, se eu tivesse segurado a sua mão
Ooh, você entenderia.
Talvez, talvez, talvez, talvez... yeah

Talvez, talvez, talvez, talvez, talvez, meu bem,
Acha que eu tenha feito algo errado
Querido, eu ficaria satisfeita em admitir isso
Ooh, Venha para casa, para mim!
Querido, talvez, talvez, talvez, talvez... yeah

Bem, eu sei que nunca parecerá ter importância, baby
Ooh, querido, quando eu saio ou tento sair
Você não percebe que eu ainda estou abandonada aqui?
E que estou presa a essa necessidade de precisar de você?

Por favor, por favor, por favor,
Você não irá reconsiderar nada?  Baby,
Agora venha, eu disse para você voltar
Você não irá voltar para mim!

Talvez, meu bem, ooh, talvez, talvez, talvez,
Deixe-me me ajudá-lo a me fazer entender
Querido, talvez, talvez, talvez,
Talvez, talvez, talvez, talvez,
Talvez, talvez, talvez, sim.

Ooh!

Janis Joplin

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

RELÍQUIAS COM HISTÓRIA

Fig. I - Planta do destruído Santuário de S. Miguel da Mota,
no concelho de Alandroal, situado entre as vilas de Alandroal e Terena.
(desenho segundo Gabriel Pereira)

Planta do Santuário de S. Miguel da Mota
Fig. I - Desenho de Gabriel Pereira

Fig. II - Tabuleiro decorativo encontrado nas ruínas do Santuário de S. Miguel da Mota,
no concelho de Alandroal, situado entre as vilas de Alandroal e Terena.
(reconstituição segundo Alfredo Cândido)

Tabuleiro Decorativo
Fig. II - Reconstituição de Alfredo Cândido 

Poet'anarquista

CARTOON versus QUADRAS

Novos Votos
Henri Cartoon

«NOVOS VOTOS»

Tortas, promete-me então fidelidade,
Que me irás servir e sempre bajular
P’ró mal na Troika e na austeridade…
Quando fores inútil, vou-me divorciar!

 Fedelho, encontro-me magoado
Com tua infame e mui vil traição!…
P’lo serviçal acabei sendo trocado
Tudo a bem da santa coligação!!

POETA