terça-feira, 31 de maio de 2011

ALÉM GUADIANA - FESTIVAL LUSOFONÍAS

Decorreu nos dias 28 e 29 de Maio de 2011, na vizinha Olivença em Espanha, o festival LusoFonías - «Além Guadiana». O evento que contou com a participação de uma dezena de municípios portugueses, pretende dar a conhecer as diferentes manifestações de cultura, reavivando dessa forma as raízes históricas e culturais na vila em tempos portuguesa de Olivença. O município do Alandroal marcou presença com os  produtos regionais do concelho e com os trabalhos do artesão alandroalense Manuel Joaquim Claré. Aproveito para desejar que essas raízes culturais cada vez mais aproximem os dois povos vizinhos e, num futuro bem próximo, se possam unir nas margens do Guadiana as sonoridades luso-castelhana através de um festival organizado pelos dois povos irmãos. Assentaria como uma luva o nome «Festival Entre Margens»... onde é que eu já escrevi isto?...
Poet'anarquista
«Além Guadiana - Festival LusoFonías»
Rancho Folclórico

«Além Guadiana - Festival LusoFonías»
Presença do Município de Alandroal

Câmara de Alandroal Promoveu Concelho na Extremadura Espanhola

Leituras públicas no idioma de Camões, exposições de fotografia, mostra de artesanato e produtos gastronómicos, exibição de documentários lusófonos, teatro do Imaginário, com “Contos da Guiné”, ranchos folclóricos, canções e dramatizações de alunos de Língua Portuguesa, foram algumas das iniciativas que marcaram a edição 2011 do Festival LusoFonías, que decorreu em Olivença nos passados dias 28 e 29 de Maio. 

A Câmara Municipal de Alandroal associou-se a esta iniciativa e esteve presente no Passeio Central, em Olivença, com um stand de promoção do concelho e dos seus produtos típicos, onde foi possível assistir, ao vivo, à produção de trabalhos em madeira pelo artesão Manuel Claré. Pelo stand do concelho de Alandroal passaram dezenas de pessoas, a maioria de nacionalidade espanhola, que contactaram com produtos típicos do concelho e com o trabalho do artesão Manuel Claré. 

Organizado pela Associação Cultural “Além Guadiana”, o Festival LusoFonías pretende ser um ponto de encontro e difusão das mais diversas manifestações culturais portuguesas, revitalizando as raízes portuguesas em Olivença e fomentando a aproximação da Extremadura Espanhola a Portugal. Na edição 2011, a segunda, o “Festival LusoFonías” contou com a participação de cerca de uma dezena de municípios portugueses.

Esta iniciativa é uma das mais marcantes da Associação “Além Guadiana”, que tem trabalhado para sensibilizar cidadãos e instituições de Olivença sobre a necessidade de preservar e dinamizar a cultura portuguesa e fomentar o conhecimento sobre os aspectos característicos dos países Lusófonos.
Fonte: gabinete de imprensa da C.M.Alandroal

Câmara Municipal do Alandroal
Vila d'Landroal
  

PINTURA - TINTORETTO

Jacopo Comin, também conhecido por Jacopo Robusti pela energia com que pintava, e artisticamente Tintoretto por seu pai Battista Comin ser um famoso tintureiro de seda, nasceu em Veneza, Itália, no ano de 1518. Grandioso pintor renascentista e um dos mais radicais maneiristas da sua época, utilizou com grande mestria a perspectiva e efeitos de luz, tendo sido um dos grandes impulsionadores do Barroco. Tintoretto faleceu em 31 de Maio do ano de 1594, na sua cidade natal.
Poet'anarquista
Jacopo Robusti Tintoretto
Por Andrea Frizier

«Auto-Retrato»
Tintoretto
BIOGRAFIA

Grandioso pintor renascentista nascido em Veneza, que revolucionou a forma narrativa, modificando a hierarquia clássica das histórias religiosas e considerado o maior representante do amplo movimento artístico que foi o maneirismo, o naturalismo levado ao máximo de detalhes e efeitos, interpretado segundo a tradição veneziana. 

Ganhou a alcunha de Tintoreto por ser filho de um tintureiro de sedas, mas poucos dados são conhecidos sobre a sua vida. Sabe-se que conheceu o ateliê de Ticiano e que como pintor fez uma viagem a Roma (1539), voltando impressionado com a obra do escultor, pintor, poeta e arquitecto italiano Michelangelo. 

Autodidata, a princípio estudou e copiou obras de Michelangelo e Sansovino e executou trabalhos sem nada cobrar ou apenas pelo preço do material utilizado como nos casos da decoração de afrescos para a igreja de Santa Maria dell'Orto. Após as obra de dell'Orto, foi-lhe encomendada a decoração da Scuola di San Marco (1548), trabalho que lhe consagrou definitivamente, inclusive concluindo um dos seus quadros mais importantes: o «Milagre de são Marcos» (1548). A partir de então, recebeu numerosas encomendas de procedências diversas. Influenciado por Michelangelo e pelo pintor Ticiano, experimentou composições grandiosas e efeitos de luz que influenciaram a arte posterior. 

Casou-se (1550) com uma moça abastada e até ao fim da vida dedicou-se somente à pintura. Essa fase iniciou-se com trabalhos como «Adão e Eva» (1550-1553) e «Abel e Caim» (1550-1553). A mais célebre das obras desse período foi «Susana no Banho» (1560-1564). Ganhou o concurso para a decoração das suas salas e da irmandade da Scuola di San Rocco (1564), onde pintou obras como «Crucificação» (1565) e uma «História da Paixão» (1566) e decorou o segundo pavimento da escola com cenas do Velho Testamento, como «O Maná» e Moisés Aspergido com a Água do Regato» (1577). 

No Palazzo Ducale de Veneza, destruído por um incêndio (1577) e reconstruído concluiu, pouco antes de morrer em Veneza (1594), o monumental «Paraíso», um dos maiores quadros a óleo do mundo. 

Com a sua obra majestosa, junto com pintores como Ticiano, com o seu uso de cores, Veronese, com o seu senso espacial, e Giorgione, com sua expressividade, deram início à última fase do Renascimento, no século XVI, e Cinquecento (1500-1599), valorizando mais a cor e uma rigorosa perspectiva em relação à forma. 

Do ponto de vista artístico, o Renascimento foi um movimento cultural cuja principal característica foi o surgimento da ilusão de profundidade nas obras. Em termos gerais, por definição o Renascimento foi um movimento artístico, científico e literário que floresceu na Europa no período correspondente entre à Baixa Idade Média e o início da Idade Moderna, do século XIII ao XVI, com o berço na Itália e tendo em Florença e Roma como seus dois centros mais importantes.

A sua principal característica foi o surgimento da ilusão de profundidade nas obras e, cronologicamente, pode ser dividido em quatro períodos: Duocento (1200-1299), Trecento (1300-1399), Quattrocento (1400-1499) e Cinquecento (1500-1599).
Fonte: NetSaber
«Crucificação»
Tintoretto

«Casamento em Cana-WBA»
Tintoretto

«O Milagre do Escravo»
Tintoretto

«São Roche entre as Vítimas da Praga e Madona em Glória»
Tintoretto

«Susana no Banho»
Tintoretto

«A Adoração dos Pastores»
Tintoretto

«Andrea Doria de Neptuno»
Tintoretto

«Dama Descobre os Seios»
Tintoretto

«PINTURA DA RENASCENÇA»
TINTORETTO

HISTÓRIAS DESTE DIA

Aconteceu a 31 de Maio...

segunda-feira, 30 de maio de 2011

1 DE JUNHO - DIA MUNDIAL DA CRIANÇA

Todos ao Circo! 
1 de Junho de 2011, «Dia Mundial da Criança».
Poet'anarquista
«Circo Atlas»
Alandroal, 1 de Junho de 2011

Autarquia Comemora Dia da Criança com Espectáculo de Circo Gratuito

É já na próxima quarta-feira que se assinala mais um Dia Mundial da Criança e a Câmara Municipal de Alandroal não quer deixar de assinalar esta importante data. Por isso, preparámos um espectáculo de circo, com entrada gratuita, para todas as crianças do concelho em idade escolar (ensino pré-primário, 1º ciclo e 2º ciclo).  

O espectáculo vai realizar-se no Parque de Feiras e Exposições de Alandroal no próximo dia 1 de Junho, a partir das 10:00 horas. Vem participar e diverte-te com as várias animações que o circo Atlas preparou para ti. 

Não faltes!
Fonte: gabinete de imprensa C.M.Alandroal

Apoio: Câmara Municipal de Alandroal
 Vila d'Landroal

PINTURA - FRANÇOIS BOUCHER

François Boucher, pintor francês nascido em Paris a 29 de Setembro de 1703, foi um extraordinário artista decorativo do período Barroco, embora o seu estilo fosse mais identificado com o Rococó, fazendo deste pintor um dos que melhor interpretou a arte do Rococó. Boucher faleceu na sua cidade natal, a 30 de Maio de 1770.
Poet'anarquista
François Boucher
Por Gustav Lundberg

«Auto-Retrato»
Boucher
BIOGRAFIA

Cedo se revelou artista de carreira promissora, embora se creia que o pai não o estimulasse muito na continuação desta actividade.

Aos dezessete anos ingressou no ateliê de François Lemoyne, ficando ali somente três meses, quando começou a trabalhar com Jean-François Cars. Lemoyne e Antoine Watteau foram as suas primeiras influências pictóricas.

Todos se impressionavam como a técnica e o estilo vigoroso e brilhante do pintor, a quem, três anos mais tarde, foi concedido o prestigioso Prémio de Roma. Embora não conhecendo a Itália, o nome do artista já ecoava pela Europa mais ecléctica. Quatro anos após receber o estimado prémio de incentivo a novos artistas vai finalmente para a Itália, onde tomou contacto directo com o Classicismo. 

Em Roma começou a estudar e, curiosamente, tal como Peter Paul Rubens, empenhou-se no estudo minucioso dos frescos de Michelângelo na Capela Sistina no Vaticano, em particular, e as obras memoráveis que a Renascença havia deixado para trás.

De volta à França, em 1731, foi admitido na Academia Real de Pintura e Escultura. Chegou mesmo a tornar-se reitor da dita academia e director da Real Confecção de tapetes. O que lhe sucedeu foi que tornou-se rapidamente um pintor da moda: em 1765 o Rei, contente com os seus serviços, nomeou-o pintor da Corte e pintor da Câmara. A partir desse momento concebeu numerosas obras-primas em que retratava variados membros das cortes francesa e italiana, e até mesmo de famílias reais. Celebrizou o retrato da real amante, a «Madame de Pompadour», retrato notável hoje exposto na Antiga Pinacoteca de Munique, na Baviera.

A inspiração para o seu trabalho provinha de Antoine Watteau e de Peter Paul Rubens. Das obras de Watteau absorveu a tranquilidade da natureza e de Rubens os volumes, as cores, o estilo solene e perspicaz. No retrato da «Madame de Pompadour» as duas influências são bastante claras. A Marquesa de Pompadour era sinónimo de exuberância, exagero, teatralidade, elegância, riqueza, ostentação, requinte e, portanto, do estilo bem rococó. Esta era grande admiradora da arte de Boucher e, é nos retratos desta cortesã francesa onde o artista exibe mais notavelmente o seu verdadeiro estilo. De forma até bastante concisa.

Denotou o seu estilo irresistivelmente sensível e ao mesmo tempo bravo e farto de erotismo, que em nada contrasta com os retratos de odaliscas. Entre estes é de notar Rapariga em repouso. Julga-se que a cara da odalisca é a da esposa de Boucher e o traseiro pertence a Madame de Pompadour. No mínimo, curioso... O próprio Diderot acusou Boucher de estar a prostituir a própria esposa.

Além de pintar, Boucher concretizou figurinos para teatros, tapetes e ficou célebre como decorador. Ajudou na decoração dos palácios de Versailles, Fontainebleau e Choisy.

François Boucher morreu em 1770, em Paris. Ocupava então o cargo de primeiro pintor do rei Luís XVI de França. Pintou sobretudo cenas idílicas, povoadas por personagens mitológicos e pastores, geralmente em poses sensuais e quase desnudados.
Fonte: Wikipédia
«Leda e o Cisne»
Boucher

«Madame Pompadour»
Boucher

«Madame Boucher»
Boucher

«Odalisca»
Boucher

«Odalisca Loira»
Boucher

«Detalhes de Daphnis e Chole»
Boucher

«Hércules e Vénus»
Boucher

«PINTURA ROCOCÓ»
FRANÇOIS BOUCHER

A NOSSA CANDEIA - «AS FLORES E OS HOMENS...»

A meu pedido, o texto de Ana Paula Fitas «As Flores e os Homens...», publicado no blogue «a nossa candeia» no dia 24 de Maio de 2011, faz agora honras de publicação no Poet'anarquista. Por se tratar de um texto essencialmente sobre a beleza natural das flores (neste caso a flor de alandro e a sua ligação histórica à vila d'Landroal, assim como a referência à flor de tília que imediatamente me recordou a magnífica tília que se encontra no jardim da casa dos meus avós paternos, ou à nossa amiga Maria José Manuelito as recordações das tílias da Quinta dos Peixinhos) e a natureza humana, o seu conteúdo é uma importante reflexão a quem teimosamente continua sem querer ver ou entender toda a beleza que o rodeia, preferindo viver na ilusão de palavras que o não são, escritas por quem na verdade não sabe se existe. O ódio e o rancor amarguram os seres humanos tornando-os presas fáceis da sua própria cobardia.
Poet'anarquista
Jacarandá
Flor de Jacarandá

Tília
Flor de Tília

Alandro
Flor de Alandro
Texto por Ana Paula Fitas
24/05/2011

Link para «a nossa candeia» - As Flores e os Homens...

Caminho devagar sob o perfume de antigas e frondosas tílias em flor e enquanto me aproximo do chão coberto pela flor do jacarandá, o horizonte oferece-me ao olhar o viçoso brilho de magníficos alandros cor-de-rosa! 

É então que a alma não resiste ao sorriso e se percebe que a vida é muito mais do que a vã ilusão dos homens... 

ficam assim remetidas para o esquecimento as palavras inúteis com que se tentam magoar os seres, na ânsia doentia de criar suspeições e medos - desvarios de quem não tem outro recurso para além da gratuita raiva que mais não faz do que bloquear caminhos reais de lucidez que, contra a humana arrogância e cobardia, a natureza insiste em nos não deixar fechar...
Fonte: a nossa candeia

A Nossa Candeia/Comentário ao texto
29/05/2011

Camões disse...

«Das Trevas...»

Vives nessa ignorância escondido
Cobardemente, mísera alma penada,
Anonimamente julgas-te protegido...
Que triste existência amargurada!

«Para a Luz!»

Ó suave perfume das flores...
Ó homens de boa vontade:-
Fazei florir novos amores
E nos corações a claridade!

POETA

O texto está precioso!
Bjs.

«Flores e Sombra na Primavera Alentejana»
                                              Foto: Conceição Roque

MANHÃ PRIMAVERIL

Primavera linda, ó mar de flores,
em tapete de mil cores convertida...
De campos sem fim, eternos amores,
Luz dos meus olhos aqui aparecida>!

Para te cantar, de forma majestosa,
Em todos os lugares onde floresces:
Primavera renascida, a mais ditosa,
Luz do meu olhar quando amanheces!

Soubera eu escrever este soneto
Suave e doce, num breve instante...
Uma palavra para tão belo momento!

Celebrar uma Primavera fulgurante
Onde o poeta transmita sentimento,
Como quem se anuncia deslumbrante!

Matias José

PINTURA - RUBENS

O pintor flamengo Peter Paul Rubens nasceu em Siegen, Alemanha, a 28 de Junho de 1577. A fama deste pintor, inserido no período Barroco, propagou-se por toda a Europa do séc. XVII. Rubens veio a falecer em Antuérpia, Bélgica, a 30 de Maio de 1640.
Poet'anarquista
Peter Paul Rubens
Pintor Flamengo

«Auto-Retrato»
Rubens
BIOGRAFIA
28/06/1577, Siegen, Alemanha
30/05/1640, Antuérpia, Bélgica

Rubens nasceu na cidade de Siegen, na Vestfália (actualmente uma região da Alemanha), onde os seus pais se encontravam exilados por apoiarem a luta dos Países Baixos pela independência da Espanha.

Rubens passou a maior parte de sua vida em Flandres (hoje parte da Bélgica).

Com a derrota dos separatistas em Flandres e a morte de seus pais, Peter Paul retornou a Antuérpia em 1587.

Interessado em arte, Rubens tornou-se, aos 15 anos, aprendiz de Adam van Noort. Ingressou depois no ateliê de Tobias Verhaeght e finalmente passou a trabalhar com Otto van Veen, o que lhe despertou a admiração pela Itália e pela cultura latina clássica.

Quando alcançou o título de mestre pela Corporação dos Pintores da Antuérpia, Rubens seguiu para Veneza e depois para Mântua, onde o Duque Vicenzo Gonzaga o empregou como seu pintor oficial.

Rubens viajou e estudou em Milão, Gênova, Florença e Roma, onde observou as pinturas de Michelangelo na Capela Sistina.

Depois de receber a sua primeira encomenda, feita pelo cardeal da Áustria, Rubens foi solicitado a realizar diversas outras obras, principalmente pinturas para igrejas e retratos da aristocracia. Além de excelente pintor, Rubens era uma pessoa de bom relacionamento e grande simpatia.

Por essas qualidades, o duque de Mântua enviou-o em missões diplomáticas, sobretudo na Espanha. Em Madrid, Rubens conheceu a obra de Ticiano e Rafael na colecção real, e recebeu encomendas, como o famoso retrato equestre do duque de Lerma, primeiro-ministro de Filipe III.

Em 1608, Rubens retornou à Antuérpia, onde lhe foi oferecido o cargo de pintor da corte junto aos governantes espanhóis dos Países Baixos, o arquiduque Alberto e a arquiduquesa Isabel, filha de Filipe II da Espanha, que se tornou mecenas e amiga do pintor.

Rubens trabalhou novamente com o seu antigo mestre Van Veen. Nessa época pintou «Sansão e Dalila». Em 1609, com uma trégua entre Holanda e Espanha, Rubens casou-se com Isabel Brant e construiu uma bela casa em Antuérpia.

Organizou, então, um grande ateliê que até à sua morte chegou a produzir cerca de dois mil quadros. Contava com artistas promissores, dos quais vários se destacaram, como Brueghel e Van Dyck.

A fama de Rubens atingiu toda a Europa e recebeu encomendas de dirigentes como Filipe III e Filipe IV, da Espanha, a rainha-mãe Maria de Médici, da França, e Carlos I, da Inglaterra. Pintou «O Rapto das Filhas de Leucipo», «A Derrota de Senaqueribe», «Alegoria de Paz e Guerra», entre outras obras.

A morte da esposa, em 1626, foi um duro golpe para Rubens. O pintor casou-se novamente em 1630. São dessa fase «O Julgamento de Páris» e «O Rapto das Sabinas».

Rubens morreu rico e bem-sucedido em tudo o que fez e deixou um imenso legado de arte barroca.
Fonte: UOL Educação
«A Dança dos Aldeões»
Rubens

«A Cabeça da Medusa»
Rubens

«A Educação de Maria de Médeci»
Rubens

«Queda dos Anjos Rebeldes»
Rubens

«Estudo de um Homem Velho»
Rubens

«Cena Nocturna»
Rubens

«O Cristo Crucificado»
Rubens


«PINTURA BARROCA»

RUBENS

HISTÓRIAS DESTE DIA

Aconteceu a 30 de Maio...

sábado, 28 de maio de 2011

LITERATURA - IAN FLEMING

Sir Ian Lancaster Fleming nasceu em Londres a 28 de Maio de 1908. Importante escritor britânico do séc. XX, foi igualmente jornalista e agente dos serviços secretos ingleses durante a Segunda Guerra Mundial. Tornou-se célebre com a criação da personagem James Bond, adaptada para o mundo da sétima arte com a saga «007». Faleceu em Cantuária a 12 de Agosto de 1964.
Poet'anarquista
Sir Ian Fleming
Escritor Inglês
BIOGRAFIA

Filho do major Valentine Fleming (morto durante a Primeira Guerra Mundial) e Evelyn St. Croix Fleming, estudou no famoso Eton College, cursou a Academia Militar Real de Sandhurst mas deixou sua mãe furiosa ao trocá-la por um curso de idiomas nos Alpes sem sequer ter conseguido um mínimo posto de oficial. Não conseguiu ingressar no serviço de estrangeiros e, com 23 anos de idade, não tinha uma carreira e nem uma perspectiva. 

Trabalhou como jornalista em Moscou durante 4 anos, e posteriormente como corretor na bolsa de valores de Londres até o ano de 1939. Porém, nessa mesma década, seu irmão mais velho Peter Fleming (1907-1971) ganhou notoriedade como escritor e novelista com os livros «Brazilian Adventure» (1933) sobre uma expedição no interior do estado de Mato Grosso e «News from Tartary» (1936), detalhando uma viagem que fizera desde Pequim até a Caxemira.

Durante a II Guerra Mundial, Fleming foi designado ao serviço de inteligência na Marinha britânica e devido aos seus conhecimentos e facilidade com idiomas, serviu como assistente pessoal do Almirante John H. Godfrey, cujo perfil serviu parcialmente como modelo para o desenvolvimento da personagem «, o superior hierárquico de James Bond.

O primeiro livro de Fleming foi um guia de correspondente de guerra que serviu para treinamento do pessoal do serviço de inteligência. Quando escreveu o seu primeiro livro sobre James Bond, «Casino Royale», em meados de 1953, Fleming cita que o seu agente secreto era do MI6, o Departamento de Inteligência do Serviço Secreto Britânico. O livro é parcialmente baseado na sua má sucedida experiência com jogos de azar quando de sua estadia em Portugal durante a guerra. Foi no famoso casino do Estoril onde, aparentemente, Fleming conheceu Dusko Popov que lhe servira como modelo para a criação de Bond. O nome do personagem, por sua vez, veio de um ornitólogo, autor do livro «Birds of the West Indies», um estudo sobre os pássaros do Caribe do qual ele gostava muito.

Foi na região do Caribe, mais precisamente na Jamaica, onde Fleming escreveu a maioria dos livros sobre Bond e onde se casou com Lady Ann Rothermere em 1952, filha de Lord Rothermere, que era proprietário do Daily Mail. A sua opinião sobre o livro do seu terceiro marido era de que se tratava de pornografia. Na Jamaica, Fleming acabou por ter um relacionamento paralelo e duradouro com Blanche Blackwell, cujo filho fundou a Island Records que difundiu a música daquele país para todo o mundo.

Fleming escrevia artigos para jornais e revistas britânicas sob o pseudônimo «Atticus». O livro «Thrilling Cities» de 1963 foi escrito e baseado em artigos publicados no jornal Sunday Times entre 1959-60. Fleming publicou, inclusive, um livro infantil de grande sucesso sobre um carro mágico intitulado «Chitty-Chitty-Bang-Bang», que ganhou uma adaptação para o cinema como musical em 1968. O livro foi escrito para seu filho Caspar que acabou por suicidar-se quando tinha 23 anos.
Apesar de diversas recomendações médicas, Ian Fleming não abandonava as suas atividades a céu aberto e o ataque cardíaco fatídico aconteceu em 12 de agosto de 1964 no campo de golfe Royal St. George's Sandwich no condado de Kent. Morreu pouco antes da estreia daquele que seria um dos mais cultuados filmes entre todos da série do espião criado por ele, «007 Contra Goldfinger».

«Goldfinger»
Ian Fleming

Os seus livros foram traduzidos em mais de quinze idiomas e são vendidos em edições sucessivas em todo o mundo até hoje.
Fonte: Tio Sam

VÍDEO CARTOON versus HINO

«Making of Campeões Nacionais»

HenriCartoon

«Campeões Nacionais»
HenriCartoon
Os Dragões: Helton, Fernando, Hulk, Moutinho, Rolando, Sapunaru, Varela, Belucchi, Guarín, Falcão, Á. Pereira


Mote

Estes são os nossos heróis
Esta é a nossa força
Este é o nosso suor
Esta é a nossa voz
Esta é a nossa certeza
Este é o nosso destino

 «CAMPEÕES NACIONAIS»

HINO

Estes são os nossos heróis,
Todos juntos pelo Dragão…
Um sonho que tu constróis
Fazendo parte desta Nação!

Esta é a nossa força
Unida, sempre a crescer…
Dia a dia se reforça
A vontade de vencer!

Este é o nosso suor
Por todos derramado...
Fruto de muito amor
Ao Porto dedicado!

Esta é a nossa voz…
A nossa identidade,
A voz de todos nós
E do Porto cidade!

Esta é a nossa certeza
No caminho percorrido,
Continuar com firmeza
O rumo certo escolhido.

Este é o nosso destino
Traçado para o desporto…
A cantar no Dragão o hino:
Porto! Porto!! Porto!!!

POETA

HISTÓRIAS DESTE DIA

Aconteceu a 28 de Maio...

sexta-feira, 27 de maio de 2011

«CONTOS DO NASCER DA TERRA»

Mia Couto
Escritor Moçambicano

XIII CONTO - «O último voo do tucano»

«Tucanos»
Pintura Brasileira

O ÚLTIMO VOO DO TUCANO

Ela estava grávida, em meio de gestação. 
Faltavam dois meses para ela se proceder a fonte. 
O que fazia, nessa demora? 
Deitava-se de ventre para baixo e ficava ali, imóvel, quase se arriscando a coisa. 
Que fazia ela assim, barriga na barriga do mundo?
- “Ensino o futuro menino a ser da terra, estou-lhe a dar pés de longe”.
Ela queria a viagem para seu filho. O pai sorria, por desculpa aos deuses. 
E ficava a coar o tempo, fazendo promessas logo-logo arrependidas: 
“Amanhã ou quem sabe depois?” 
Desentretanto, nada acontecia. Aconteceu sim, foi numa noite farinhada de estrelas. 
O pai estava sentado sob a palmeira, a ver o mundo perder peso. 
Saboreava a carícia da preguiça dominical. 
Domingo não é um dia. É uma ausência de dia.
A mulher se chegou, em gesto fingido de segurar barriga. Sempre ela tivera os rins ruins.
Assim, de encontro ao poente, a mulher parecia dobra de cobra, flor à espera de vaso.
- “Mando, você conhece a maneira dos tucanos ninharem?
- “Conheço, com certeza.
- “Porque não fazemos igual como eles?”
O homem quase caiu das costas. Mas não reagiu, concordado com o silêncio. 
Não é só a barriga: cabeça dela também inchou, pensou. 
Mas segurou a palavra e com ela se acordou.
- “Começamos quando?”
Nessa noite, ele contou as estrelas. A angústia lhe enxotava o sono. 
Fazer como os tucanos? Somos aves, agora? 
Como recusar, porém, sem chamar desgraças? 
Assim, no dia seguinte, ele deu início à loucura. 
Começou a fechar a casa com paus, matopes, água e areias. 
A casa foi ficando com mais paredes que lados. 
Tapadas foram as portas, fechadas as janelas. 
Deixou só uma pequena abertura e voltou a juntar-se à esposa.
A mulher se sentou no banquinho de mafurreira 
e deixou que o homem lhe cortasse os cabelos e rapasse todos pêlos do corpo. 
Imitavam a tucana que se depena para construir o ninho.
Depois ela se despiu, libertou-se das vestes e atirou as roupas no obscuro da casa. 
E se despediram, fosse tudo aquilo nem vivido, simples fantasia. 
A mulher entrou na escura casa e ficou de costas. 
O marido maticou a abertura, enconchando a casa. 
Mas não tapou tudo: ficou um buraco onde mal metia o braço.
Fechada a obra, ele recuou uns breves passos para contemplar a casa.
Aquilo, agora, mais se parecia um imbondeiro.
A grávida estava aprisionada, na inteira dependência dele. 
Morresse o homem e ela definharia, desnutrida, desbebida. 
Os seus destinos se igualavam ao dos tucanos em momento de ninhação.
Nos tempos que seguiram, o homem cumpriu seu mandato: 
matutinava para trazer comeres e beberes. 
Duas vezes ao dia ele chegava e assobiava em jeito de pássaro. 
Ela acenava, apenas a mão dela se arriscava à luz.
- “Não tem medo que eu fique por lás, nunca mais voltado?
- “Você, marido, sempre há-de voltar. 
Você tem doença da água: mesmo da nuvem sempre regressa”.
E assim se sucederam meses. Até que, uma vez, ela lhe disse: “não venha mais!” 
Ele sabia que ela estava anunciar o parto.
- “Você quer que eu fique perto?
- “Não, espere longe”.
Ele longe não foi. Ficou atento, próximo, caso a necessidade. 
Esperou um dia, dois, muitos. Nada, nem um choro a confirmar o nascimento. 
Até que se determinou fazer valer sua dúvida. Chamou por ela, quase a medo. 
Tivessem morrido mãe e filho, ao desumbigarem-se. 
Já ele se decidia a arrombar o esconderijo 
quando de dentro do escuro se vislumbrou o aceno de um pano. A mulher estava viva. 
Logo, acorreu ele ansioso:
- “A criança?
- “A criança, o quê?”
Ele não soube juntar mais pergunta. Quem mais se engasga é quem não come. 
A mulher, simples, disse que o menino estava que até Deus se haveria de espantar. 
Que ela precisava ficar ainda uns tempos assim, no choco, 
na quenteação do ninho para dar despacho ao crescer da vida.
Nessa primeira semana, ele ficou no quintal, em estado de nervos. 
É que não escutava nem chorinho, assobio de fome do menino. 
E se passavam semanas, lentas e oleosas.
- “Lhe peço, mulher. Me deixe ao menos ver o menino nosso”.
Ela então fez sair as mãos em concha pelo pequeno buraco. 
Só se via o enxovalhado enxoval.
- “Segure aqui, mando. Cuidado”.
Ele, embevecido, aceitou o embrulho das roupas.
- “Posso espreitar, ao menos?
- “Não, ainda não se pode ver”.
E recolheu a dádiva, se deleitando com esse consolo. 
Ficou experimentando a ausência de peso daquele volume. 
Tão leve era o objecto que não havia força que o suportasse. 
O embrulho lhe tombou das mãos e se espalmilhou na areia. 
Foi quando, de dentro dos panos, se soltou um pássaro, muito verdadeiro. 
Levantou voo, desajeitoso, aos encontrões com nada.
O homem ficou a ver as asas se longeando, voadeiras. 
Depois, ergueu-se e se arremessou contra a parede da casa. 
Tombaram paus, desabaram matopes, despertaram poeiras. 
Agachada num canto estava a mulher, de ventre liso. 
Junto dela a capulana ainda guardava sangues. 
Areias revolvidas mostravam que ela já escavara o chão, encerrando a cerimónia. 
Ele se ajoelhou e acariciou a terra.

Mia Couto
Até prá semana...
Poet'anarquista