terça-feira, 26 de abril de 2011

PINTURA - EUGÈNE DELACROIX

Considerado o mais importante pintor francês do período romântico, Ferdinand Victor Eugène Delacroix, ou simplesmente Delacroix, nasceu a 26 de Abril de 1798, em Charenton-Saint-Maurice. Algumas particularidades de grandes mestres da pintura (Rubens, Veronese, Turner e Géricault), são bem evidentes na sua obra. Este pintor, que como poucos soube pôr na tela os seus sentimentos através da cor, escreveu: «nem sempre a pintura precisa de um tema». Estas breves palavras foram de uma grande importância para os movimentos artísticos de finais do séc. XIX e princípios do séc. XX. Delacroix faleceu em Paris, a 13 de Agosto de 1863.
Poet'anarquista
Eugène Delacroix
Foto: Léon Riesener em 1842

«Auto-Retrato»
Delacroix
BIOGRAFIA
26 de Abril de 1798, Charenton-Saint-Maurice (França)
13 de Agosto de 1863, Paris (França)

Eugène Delacroix, pintor francês, nasceu em Charenton-Saint-Maurice, em 26 de abril de 1798, e faleceu em Paris, no dia 13 de agosto de 1863. Começou os seus estudos de pintura em 1813 na École des Beaux-Arts (Escola de Belas Artes), no atelier de Pierre-Narcisse Guérin, onde foi colega de Theodore Géricault.

Sob a influência do realismo romântico de Géricault, Delacroix expôs no Salão de 1822 a tela «Dante et Virgile aux enfers» (1822), também chamada de «A barca de Dante», que provocou críticas favoráveis e contrárias. A polémica acentua-se quando apresenta no Salão de 1824 «Scènes des massacres de Scio» (1824), ou «O massacre de Quios», narrando episódios dramáticos da guerra da independência da Grécia contra a Turquia. Em 1828, refaz a tela, separando as pinceladas e avivando o colorido, após ter visto em Londres, em 1827, obras de Bonington e de John Constable.

Com a tela «La mort de Sardanapale» (1827), «A morte de Sardanápalos», de composição extremamente movimentada e cores vivas, passa a ser considerado como o chefe da escola romântica francesa de pintura. Cada vez mais se inspira em temas românticos ou em episódios medievais. Converte-se então no alvo principal dos académicos da Escola de Belas Artes, adeptos do neoclassicismo de David e Ingres, seu rival na época. Comovido com os acontecimentos políticos de julho de 1830, pinta uma alegoria à liberdade, à França e ao seu povo, que representa nas suas diversas classes sociais: «A Liberdade guiando o povo» (1831), hoje no Museu do Louvre.

De janeiro a julho de 1832, visitou o Marrocos como membro de uma delegação francesa. Seduzido pelo exotismo e pela luminosidade do país, executou uma série de desenhos e aguarelas sobre os costumes pitorescos dos árabes, que mais tarde utilizará em telas como «Les femmes d'Alger» («As mulheres de Argel»).

Em 1836 executa para o governo uma série de decorações, entre as quais a do salão do rei no palácio Bourbon (1833-1836) e a da biblioteca do palácio de Luxembourg (1849-1861). Um dos seus maiores murais é o da capela dos anjos da Igreja de Saint-Sulpice (1849-1861). Especialmente no quadro que representa Jacó em luta contra o anjo, Delacroix revela-se o último grande muralista de tradição barroca.

Em 1840, com a técnica já madura, conserva a sua originalidade, mas as suas pinceladas vigorosas e separadas, a sua cor de tons dourados e a sua composição barroca lembram Rubens e Paolo Veronese. Apesar da sua popularidade entre os intelectuais jovens, do seu sucesso de público e mesmo do apoio do governo, Delacroix ainda é hostilizado pelos neoclássicos, que só o aceitam em 1857.

Passa os últimos anos de vida em reclusão, isolado no seu atelier, onde morreu. Em 1865 apareceu a primeira edição do seu «Diário», provando que, além de grande pintor, Delacroix era excelente escritor, pensando profundamente sobre a sua arte.

Delacroix restituiu à pintura, além do movimento e da cor, o seu carácter passional. A sua obra revela o individualismo exaltado pela Revolução Francesa e pela epopéia napoleónica. O seu objectivo é criar emoção e energia, exaltadas por fortes contrastes de cores, por um desenho torturado e por uma composição turbilhonante. Traduziu em pintura os sentimentos contidos em Goethe, Beethoven, Victor Hugo e Baudelaire. Não deixou uma escola, mas os impressionistas e os neo-impressionistas sofreram a sua influência.
Fonte: UOL Educação
«A Morte de Sardanapalo»
Delacroix

«Cristo nas Oliveiras»
Delacroix

«Cristo no Lago de Genesaré»
Delacroix

«Liberdade Guiando o Povo»
Delacroix

«Mulheres de Argel»
Delacroix

«Os Fanáticos de Tânger»
Delacroix

«Rapariga no Cemitério»
Delacroix

«PINTURA DO MOVIMENTO ROMÂNTICO FRANCÊS»
EUGÈNE DELACROIX

1 comentário:

Anónimo disse...

Muito Obrigada por nos mostrar ESTAS MARAVILHAS!

Uma Alandroalense (L...)