terça-feira, 31 de agosto de 2010

PRINCESA DO POVO

Faz hoje precisamente 13 anos do trágico acidente que vitimou a Princesa Diana, também conhecida como a "Princesa do Povo". Como é habitual neste espaço, Poet'anarquista recorda numa breve biografia o trabalho humanitário desenvolvido pela Princesa no seu curto tempo de vida.

"Princesa do Povo" 
O fascínio de Diana

BIOGRAFIA 

Princesa Diana de Gales, também conhecida pelo apelido de "Princesa do Povo", foi uma das personalidades mais carismáticas da família real britânica. Lady Diana nasceu em 1 de Julho de 1961 em Sandringham, Norfolk, Inglaterra. Tinha apenas vinte anos quando se casou com o príncipe Charles, também príncipe de Gales, em 1981. 
 
A sua beleza aristocrática e o seu status real fez dela uma das mulheres mais fotografadas do mundo. 

Com  dois filhos da união com o príncipe Charles, William e Harry,  segundo e terceiro lugares respectivamente na linha de sucessão ao trono britânico, o casamento de alto perfil não durou muito tempo. Princesa Diana e o príncipe Charles separaram-se em 1992 e divorciaram-se em 1996. 

Depois do divórcio, a princesa Diana dedicou-se ao trabalho de caridade e causas humanitárias. Fez um trabalho notável para crianças carentes, vítimas da Sida e vítimas de abuso de drogas. Em 1987, tornou-se a primeira pessoa real a apertar a mão de pacientes com Sida. Também defendeu o dia internacional anti-pessoal da campanha de minas terrestres, que passou a ganhar o Prémio Nobel da Paz em 1997. 

Desempenhou um papel significativo na obtenção do Tratado de Otava (Tratado de Banimento), o tratado internacional sobre a proibição de colocar armazenamento, produção e utilização de minas terrestres anti-pessoais. Princesa Diana foi associada a várias organizações de caridade e projetos de caridade. Muitas organizações ofereceram quantidades substanciais de dinheiro, bastava  a presença da princesa Diana por alguns minutos. Ela era a vice-presidente da Sociedade da Cruz Vermelha Britânica e serviu como membro do Conselho Internacional da Cruz Vermelha Consultivo. Foi também a patrona da British Deaf Association. 

No entanto, a morte trágica e repentina da Princesa Diana  num acidente de carro abalou o mundo inteiro.  A "Princesa do Povo" morreu em 31 de agosto de 1997. 
Fonte: Biografias.net

domingo, 29 de agosto de 2010

NAUFRÁGIO DO KURSK

Fez no passado dia 12 de Agosto de 2010, dez anos sobre a tragédia do submarino nuclear russo Kursk, no mar de Barents. Ontém, em conversa familiar, recordámos a tragédia dos 33 mineiros chilenos que se encontram presos na mina de San José, no Chile. Lembrei-me de seguida do naufrágio do Kursk onde perderam a vida 118 tripulantes de nacionalidade russa e, o meu irmão Luís Fernando, fez de imediato referência a um texto que escreveu sobre esta tragédia no mar de Barents. 

Com uns dias de atraso sobre a data do naufrágio do Kursk, Poet'anarquista publica a história de ficção de Luís Fernando Galhardas, em homenagem a toda a tripulação desaparecida nesse dia fatídico. 

O caso do compartimento número 9 fica entre nós, quem sabe um dia possa ser o título de uma outra história de ficção.
Um abraço e obrigado por partilhares!
Poet'anarquista 

KURSK
Submarino Nuclear Russo

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»S.0.S« NO MAR DE BARENTS

O submarino nuclear Kursk afundou-se a 12 de Agosto de 2000, durante um exercício naval no mar de Barents, tendo nele perecido os 118 tripulantes a bordo. Duas enormes explosões rasgaram o casco do K141, matando então grande parte da tripulação. Mas 23 tripulantes sobreviveram durante algum tempo. Estes 23 homens refugiaram-se no compartimento 9, o último do navio e localizado na popa. Assim o conta este relato ficcionado, que tenta reconstituir o que se passou naquele dia 12, no fundo do mar de Barents, e publicado na edição do jornal Dário do Sul, de 1 de Setembro de 2000. O compartimento 9 é referido posteriormente em carta encontrada no cadáver resgatado do tenente-capitão Dmitriy Kolesnikov: “13,15. Todo o pessoal dos compartimentos seis, sete, e oito passou para o compartimento nove. Somos 23. Tomamos essa decisão por causa do acidente. Ninguém pode subir… escrevo por tacto”
O resgate do Kursk e da sua tripulação arrastou-se por muitos meses que se seguiram, aumentando o sofrimento das suas famílias. 
In memoriam.


Dima aguarda com alguma ansiedade o fim das manobras navais da Frota do Norte. E o facto prende-se não com a saturação provocada por muitos dias passados no mar, a bordo do submarino nuclear Kursk – a jóia da coroa de toda a Armada Russa – onde se encontra em regime de voluntariado desde há seis meses, a maior parte do tempo navegando nos fundos de águas frias e escuras, que raramente vê, e muito menos com qualquer receio inconsciente que possa ter do risco sempre presente na vida de submarinista, pois o colosso, de cuja tripulação faz parte, é não só inafundável, como precavido contra qualquer tipo de acidentes, pelos mais modernos meios da navegação. Dima faz dezanove anos dois dias após o termo dos exercícios em que está envolvido o Kursk e esse é o facto que lhe provoca, digamos, não ansiedade mas alguma inquietação. A mãe e a namorada vêm juntar-se-lhe na Base Naval de Murmansk, para juntos festejarem o aniversário de Dima. Sim, este é o facto que o traz inquieto, pois, vindo das águas gélidas do Mar de Barents, sente necessidade do calor aconchegante da família. 
«Quem diria que o rapaz vai fazer dezanove anos?», questiona a sua imagem devolvida pelo único espelho da camarata, onde todo o espaço é pouco. O seu semblante de menino, em que desponta só agora alguma penugem, contrasta com o uniforme de marinheiro do submarino nuclear Kursk, talhado, pensar-se-á, para gente com aspecto mais endurecido. Mas Dima vê-se como um sortudo por conseguir um lugar na tripulação do navio que está baptizado com o nome da sua terra natal – a cidade de Kursk – situação que muitos jovens desejariam para si. Com o curso de técnico de motores recentemente concluído e uma compleição física razoável, ultrapassa sem dificuldade todas as barreiras, até vestir a farda de tripulante do K-141. Dima recorda o dia em que ele e os outros camaradas de incorporação vêem pela primeira vez o Kursk e entram pela escotilha de acesso à ponte de comando daquele  “monstro marinho de aço” para uma visita de reconhecimento ao que será, dentro em breve, o seu navio e modo de servir a pátria Russa.

São seis e trinta da manhã de 12 de Agosto de 2000. Dima está estendido em cima do beliche que partilha com dois colegas que prestam serviço, como ele, no compartimento das máquinas. Está acordado, observando na penumbra da zona de descanso, mas como se fosse iluminada por um potente flash, a fotografia desse primeiro dia, em que se encontra acompanhado pelo seu amigo e camarada de tripulação Liocha. Os dois jovens conhecem-se durante a recruta e fazem-se grandes amigos. Dima aguarda as sete horas da manhã, inicio do seu turno, gozando sensações rememorizadas por aquela fotografia de há meses atrás, tirada na coberta do Kursk. Vem-lhe à mente a sensação estranha que se apodera dele, quando vê o submarino nuclear K-141 pela primeira vez. O oficial de instrução mantém os marinheiros perfilados e em sentido, enquanto elogia o que considera ser um exemplo do sucesso tecnológico e do poderio militar ao serviço do povo russo – Classe Antey, tipo 949 A, SSGN, no activo desde 1995, pode navegar a uma profundidade de 500 metros...
“O gigante de metal” produz uma imagem de resistência e poder naval sem limites, ao mesmo tempo que o invade com aquela sensação estranha que a fotografia recria da mesma forma, como se fosse no próprio dia” – um calafrio percorre o corpo de Dima, o aço negro que constitui a estrutura exterior do submarino intimida-o, psicologicamente, com uma visão de irrealidade brutal, que lhe é transmitida pela envergadura do vaso de guerra, impossível de abarcar de uma só vez no campo visual.
A divagação de Dima é bruscamente interrompida pelo toque da sirene a chamar o turno das sete da manhã. Num ápice veste-se, passa a cara por água, entra na cantina sempre impregnada por um cheiro enjoativo, que logo de manhã lhe faz perder o apetite, e aí vê Liocha que faz o percurso inverso ao seu – trocam um sorriso aberto e dão um pequeno encosto ombro a ombro, sinal de que tudo vai bem . Ao segundo toque da sirene, que indica que são sete da manhã em ponto, encontra-se no seu posto na sala das máquinas/compartimento 9 do submarino nuclear Kursk, tecnicamente conhecido por K-141. O pessoal esmera-se na limpeza e arrumação do compartimento, pois vão ter a visita do comandante Gennady que nessa manhã passa revista a todo o navio, acompanhado por altos comandos da Frota do Norte. 

Subitamente Dima ausenta-se para centenas de quilómetros de distância, pensa na mãe e na namorada que brevemente farão a viagem de quarenta e cinco horas de combóio de Kursk até Vidyayevo, para se abraçarem e conviverem durante a licença de dois dias que lhe é concedida no fim do exercício naval e que coincide com o seu aniversário. O chamar pelo seu nome, no tom inconfundível e modo sarcástico da voz do chefe da secção, trá-lo de volta à azáfama da sala das máquinas.
Pelos altifalantes de cada compartimento do navio sai a voz do Imediato que anuncia uma subida à superfície, o que desencadeia em Dima outro momento de descontracção e alheamento – “há vários dias que simulam aproximações a alvos nos fundos do Mar de Barents, a uma profundidade variável, entre cinquenta e cento e cinquenta metros ; sabe-lhe bem ouvir a voz de subida, sentir a proximidade do céu azul ou encoberto, da superfície do mar calmo ou agitado, batendo no casco do Kursk, escutar o vento uivante que por aquelas paragens é frio e endiabrado..., mesmo que não seja permitido ir até à coberta contemplar os elementos e perscrutar a linha do horizonte até onde a vista enxerga”... Quando Dima se concentra pela segunda vez não tem tempo de reiniciar a sua tarefa. Um estoiro, que parece ter origem na zona da proa, faz abalar o Kursk com alguma intensidade, quando se encontra na manobra de subida, a cerca de vinte e cinco metros da superfície. A energia é interrompida sucessivamente, os geradores de apoio não funcionam, há curto-circuitos que lançam faíscas em todas as direcções, em diversos pontos da instalação eléctrica da sala das máquinas e um pequeno incêndio surge num disjuntor. Dima sente o desejo de percorrer os outros compartimentos para se informar do sucedido e ver, com os seus próprios olhos, que Liocha se encontra bem. 
«Terá sido um embate com outro submarino... ou com um navio de grande calado?... ou um torpedo mal lançado que explodiu perto da proa?...», são duas perguntas, em modo quase afirmativo, que Dima equaciona expeditamente para explicar o sucedido… e dirige aos camaradas do 9.

A voz do comandante Gennady é agora expelida pelos intercomunicadores de bordo, denunciando exasperação e alarme, dando ordens em tom inusual: –todo o pessoal aos seus postos..., injectar ar nos compartimentos centrais..., verificar o mecanismo de protecção dos reactores nucleares..., quero um relatório imediato do que se passou na sala dos torpe... O altifalante é suspenso bruscamente e nada mais se ouve porque um estampido terrível lança um potente sopro vindo dos lados da proa; em simultâneo o Kursk é sacudido com tal violência que os marinheiros do compartimento 9 são projectados como marionetes contra a maquinaria e paredes de revestimento interior. Depois um breve instante de atordoamento e de silêncio tumular, logo seguido do ecoar de mistura de vozes e de gritos lancinantes, em outros compartimentos mais próximos do 9, logo abafado por um estrondo medonho característico, como o ribombar de um trovão que aumenta constantemente de intensidade e Dima adivinha ser a fúria das águas do Mar de Barents, que tomam apressadamente conta do K-141. Percebe-se que o submersível desce sem governo, que os dois reactores nucleares foram automaticamente desactivados, pois a falta de energia agora é total. Dima, aturdido, tenta levantar-se mas logo é arrastado pela inclinação da descida e tropeça em alguém que se encontra caído. Alguns gemidos dão sinal de gente do seu lado esquerdo, porque as vozes e gritos vindos dos outros compartimentos emudeceram. Apenas se ouve o ruído da água, muito perto mas sem o furor diabólico de há pouco. A escuridão é pavorosa e a temperatura baixa assustadoramente. O jovem marinheiro sente esse frio doloroso que lhe atinge os ossos e pensa no seu amigo Liocha, quando é arrojado por outro impacto do Kursk que logo de seguida parece imobilizado. 

Deduz que o mais moderno e poderoso submarino russo bate no fundo do Mar de Barents. Tenta erguer-se novamente, seguro às tubagens das canalizações que descobre facilmente pela rotina de conhecer, de olhos fechados, todos os cantos do compartimento 9. Isso dá-lhe alguma vantagem perante a treva que paira a toda a volta e lhe provoca alguma angústia que tenta contrariar. Como quem sai de um estado de anestesia, começa a sentir uma forte dor na nuca e em todo o lado esquerdo do corpo, que relaciona com o facto de ter sido projectado pela potente onda de choque que se expandiu por todo o submarino. Quando fica em pé  as pernas tremem, um suor gélido e viscoso cobre-lhe todo o corpo, tem dificuldade em respirar e em mover-se... é obrigado a fazer um esforço considerável para se manter firme...
A prática de ir e vir das profundidades diz-lhe que o Kursk está assente de proa e adornado a bombordo.
Ouve gemidos ténues, pela segunda vez. Chama pelos nomes dos camaradas que estão com ele na sala das máquinas: «Vladimir, Maxim... se me ouvem respondam... meu Deus o que nos está a acontecer?... que pesadelo é este?...  
Vladimir…, Maxim…, digam qualquer coisa..., estou a falar convosco!». Dima fala com modo irritado mas suplicante, desejando fervorosamente ouvir outra voz que não a sua. Obtém como resposta um estremecimento brusco do Kursk, acompanhado de um rugido fantasmagórico. Por instinto deixa-se cair com o “monte de aço” – inafundável. Juntos gesticulam o último estertor...

L.F.Galhardas
 

CONTOS DE SERÃO

Ponto de Leitura "Arquiz do Saber" 

Segunda-feira, dia 30 de Agosto de 2010 pelas 21.00 horas

O actor Carlos Marques conta e canta histórias da nossa tradição oral, recorrendo a formas ancestrais de comunicação, como o riso, jogos dramáticos e música.
 
Porquê o conto? O conto como matéria-prima assume um lugar de partilha directa e de união entre os dois intervenientes (contador e espectador). Parte-se de um conjunto de contos (da sua expressão retórica), para atingir uma densidade dramática.
 
CONTOS DE SERÃO
Carlos Marques

Vila d'Landroal
Iniciativa: Câmara Municipal do Alandroal

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

MADRE TERESA DE CALCUTÁ

Com um dia de atraso, Poet'anarquista recorda  Madre Teresa de Calcutá, a amiga dos pobres. Fez ontém precisamente 100 anos da data do seu nascimento, 26 de Agosto de 1910, e não quis deixar de fazer referência nos Amigos d'Arte a uma mulher que dedicou toda a sua vida a fazer o bem. Deixo-vos com uma pequena biografia  de Agnes Gonxha Bojaxhiu.

MADRE TERESA DE CALCUTÁ
A Amiga dos Pobres 

Madre Teresa de Calcutá
(1910-1997)

Agnes Gonxha Bojaxhiu nome de baptismo da que ficou mundialmente conhecida por Madre Teresa de Calcutá, nasceu na Albânia (então Macedónia) e tornou-se cidadã indiana, em 1948. Prémio Nobel da Paz em 1979. Oriunda de uma família católica, aos doze anos já estava determinada a ser missionária. Começou por fazer votos na congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Loreto, aos 18 anos, na Irlanda, onde viveu. A sua vida na Índia, começou como professora, só ao fim de dez anos sentiu necessidade de criar a congregação das Irmãs da Caridade e dedicar a sua longa vida aos pobres abandonados e mais desprotegidos de Calcutá. Entre as suas prioridades estava matar a fome e ensinar a ler aos "mais pobres entre os pobres", bem como a leprosos, portadores de SIDA e mulheres abandonadas. Depois do Prémio Nobel, em 1979, passou a ser muito conhecida e as Irmãs da Caridade estão em centenas de países do Mundo. O seu exemplo de dedicação sem temer contrair doenças contagiosas, a sua vida exemplar, sempre na sua fé católica deram-lhe, em vida, a certeza de que era santa. 
Fonte: O Leme 

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

CARTOON versus QUADRA

SÃO DOMINGOS
HenriCartoon

SÃO DOMINGOS 

São Domingos Paciência
E um Braga em maravilha,
Jogando com competência…
Deixaram de fora o Sevilha!!!

POETA

Os meus sinceros parabéns ao Braga, pelo apuramento tão importante, para a fase de grupos da Liga dos Campeões. FORÇA BRAGA! 
 

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

FRIEDRICH NIETZSCHE

Friedrich Wilhelm Nietzsche
(Filósofo alemão)
Nasceu: 15/10/1844, Rökken 
Morreu: 25/08/1900, Weimar

Mais de um séc. depois da sua morte (faz precisamente hoje 110 anos), Poet'anarquista recorda o grande filósofo alemão, autor de várias obras de literatura sobre o pensamento filosófico, destacando de entre os livros que nos deixou como legado,  "Assim falava Zaratustra".

NIETZSCHE
Filósofo Alemão

BIOGRAFIA

Órfão de pai aos cinco anos, Nietzsche passou a sua infância em Naumburg, uma pequena cidade da Alemanha às margens do rio Saale, onde cresceu em companhia da mãe, tias e avó. Foi baptizado como Friedrich Wilhelm em homenagem ao rei da Prússia. Mais tarde, o filósofo abandonou o nome do meio. 

Considerado por professores como um aluno brilhante, recebeu dos colegas o apelido de "pequeno pastor", profissão dos seus avós, que eram protestantes. Aos 14 anos, em conseqüência de sua dedicação aos estudos, obteve uma bolsa na renomada escola de Pforta. Lá, ganhou fluência em grego e latim e, ao mesmo tempo, começou a questionar os ensinamentos do cristianismo.

Depois de Pforta, foi para Bonn estudar filosofia e teologia. Convocado para o Exército em 1867, escapou da actividade devido a uma queda durante uma cavalgada. Convencido por um professor, passou a morar em Leipzig para estudar filologia. Com apenas 24 anos, conseguiu ser nomeado professor de filologia clássica na Universidade de Basiléia. O seu primeiro trabalho académico conhecido foi "A Origem e Finalidade da Tragédia", que escreveu em 1871. 

Nesta época, começou a sua amizade com o compositor Richard Wagner. A casa de campo do músico, localizada nas imediações do lago de Lucerna, em Tribschen, serviu-lhe de refúgio e inspiração.

Saúde debilitada
Em 1870, acontece a guerra franco-prussiana e Nietzsche participa como enfermeiro do Exército, mas uma crise de difteria e disenteria impede o filósofo de continuar trabalhando. A partir daí, publica o seu primeiro livro, "O Nascimento da Tragédia no Espírito da Música" (1871), obra que recebeu grande influência de Wagner e Schopenhauer.

Com crises constantes de cefaléia, problemas de visão e dificuldade para se expressar, foi obrigado a interromper a sua carreira universitária por um ano, mas não deixou de escrever. Quando tentou retornar às actividades académicas, enfrentou sérios problemas nas cordas vocais que tornaram a sua fala quase inaudível. 

Em 1879, quase cego, Nietzsche abandonou definitivamente a universidade, passando a dedicar-se exclusivamente à escrita. Neste período, editou os seus principais livros, mas a fama somente chegou no final do século XIX, perto da morte. Publicou, então, "Humano, muito humano", e passou temporadas em Veneza e Génova. Muito abatido com a rejeição por parte de Lou Andréas Salomé, jovem finlandesa com quem pretendia  casar-se, o filósofo voltou a morar com a mãe e a irmã, sempre demonstrando solidão e sofrimento. 

Na última década de vida, Nietzsche começou a apresentar sinais de demência e a escrever cartas para muitas pessoas. Assinava os seus textos como "Dionísio" e "O Crucificado". Internado na Basiléia, teve o diagnóstico de paralisia cerebral progressiva, que segundo os médicos, provavelmente foi causada pelo uso de drogas como ópio e haxixe, ingeridas pelo filósofo como auto-medicação. Morreu em 25 de agosto de 1900, sem recuperar a sua sanidade mental. 

Uma das suas obras mais conhecidas é "Assim falava Zaratustra". O livro narra os ensinamentos de um filósofo, Zaratustra, após a fundação do Zoroastrismo na antiga Pérsia. Baseado em episódios, as histórias do livro podem ser lidas em qualquer ordem. Outras obras importantes do filósofo são "Além do Bem e do Mal" (1886), "A Genealogia da Moral" (1887), "O Caso Wagner" (1888), "O Crepúsculo dos Ídolos" (1889) e "Os Ditirambos de Dionísio" (1891). 

Os estudiosos de Nietzsche classificam a sua obra como uma crítica aos valores ocidentais, da tradição cristã e platónica. Desde os seus primeiros textos, as idéias do filósofo grego Platão eram condenadas como decadentes. Ao mesmo tempo, o filósofo repudiava o cristianismo e  classificava-o como 'platonismo para o povo'. A sua proposta era o resgate de um super-homem criador, que ficasse além do bem e do mal.
Fonte: NetSaber

terça-feira, 24 de agosto de 2010

CULTO AO DEUS ENDOVÉLICO

«HÁ SEMPRE UM PORTUGAL DESCONHECIDO» 

Tradições populares convertem-se em novas atracções turísticas , é dado como exemplo o recriar do culto.

POR TERRAS DO ENDOVÉLICO
Foto: Poet'anarquista 

O ALANDROAL A SERVIR DE BOM EXEMPLO 
 

Na página de Economia do Semanário Expresso de 21 do corrente, na secção «Turismo» com duas páginas, e sobre o título «HÁ SEMPRE UM PORTUGAL DESCONHECIDO» - Tradições populares convertem-se em novas atracções turísticas, é dado como exemplo o RECRIAR DO CULTO ENDOVÉLICO. 
Fonte: Al Tejo

Recrear o Culto Endovélico 

O alandroal foi em tempos milineares o grande santuário do Endovélico, deus ligado às forças da Terra, celebrado pelos povos que passaram pela Península Ibérica antes da era cristã. O culto ainda é hoje celebrado por grupos pagãos. A Câmara quer tornar este legado histórico no ex-libris do concelho, recriando o culto através de miradouros virtuais e centros interpretativos. Em Junho, decorreu a segunda edição do programa turístico “Por Terras do Endovélico”.
Fonte: Jornal Expresso

Está assim de parabéns a Autarquia pela iniciativa, que se deseja ver repetida e consolidada.
Valeu a pena a iniciativa, e a mesma ser já referida na Imprensa de qualidade, vem demonstrar tal.

Chico Manuel
Fonte: Al Tejo 

Parabéns Concelho do Alandroal...
Avante Endovélico!
Cabé 
Poet'anarquista

7 MARAVILHAS DO ALENTEJO

 Vila d'Landroal

Alandroal: Município aderiu às “7 maravilhas do Alentejo”

A Câmara Municipal de Alandroal decidiu aderir à iniciativa “7 Maravilhas do Alentejo”, apresentando duas candidaturas, a Capela de Nossa Senhora da Boa Nova e o centro histórico da Vila de Terena. 

A iniciativa, promovida pelo Jornal Margem Sul, tem como objectivo contribuir para a promoção da região Alentejo, mobilizando os portugueses a descobrir e a defender o património cultural, material e imaterial da região, reforçando a identidade e a auto-estima de todos os que estão ligados, directa ou indirectamente, às maravilhas com maiores potencialidades.

De forma a contribuir para a divulgação do concelho de Alandroal, das suas qualidades e belezas, a Câmara Municipal de Alandroal associou-se ao projecto das “7 Maravilhas do Alentejo”, e pede agora a colaboração de toda a população para que vote nas maravilhas no nosso concelho. Para o fazer baste dirigir-se ao site do jornal Margem Sul, em www.margemsul.com.pt e votar nas maravilhas do nosso concelho.

Tem até ao próximo dia 30 de Setembro para votar e fazer com que as maravilhas do concelho de Alandroal sejam finalistas. De referir que, em Outubro, serão divulgadas as “7 Maravilhas do Alentejo”, numa cerimónia pública, a realizar em lugar a definir por sorteio entre os quatro distritos (Beja, Évora, Portalegre e Setúbal)

A Câmara Municipal de Alandroal conta com o voto de todos. Colabore na valorização do nosso património! Vote numa das duas Maravilhas do nosso concelho!

Santuário Nossa Senhora da Boa Nova
TERENA

História
 
Trata-se de um santuário mariano bastante antigo, julgando-se que possa resultar da cristianização de cultos pagãos, visto que nas imediações da vila de Terena subsistem as ruínas do templo do deus Endovélico. As referências históricas a este santuário remontam ao século XIII, uma vez que nas Cantigas de Santa Maria, do Rei Afonso X de Castela, existem algumas composições dedicadas a Santa Maria de Terena. O templo é obra do século XIV, possuíndo a característica de ser um raro exemplar português de igreja-fortaleza que chegou praticamente intacto aos nossos dias. A origem da invocação Senhora da Boa Nova parece estar ligada à lenda da Fermosíssima Maria (Dona Maria,Rainha de Castela), a filha do Rei D. Afonso IV de Portugal que se deslocou à corte portuguesa para solicitar a seu pai que auxiliasse o marido na Batalha do Salado. Reza a lenda que a Rainha se encontrava neste local, nas imediações de Terena, quando recebeu a boa notícia, daí tendo nascido a invocação Boa Nova. O culto mantém-se bastante vivo, sendo este santuário palco de uma grande romaria que se celebra no primeiro fim-de-semana posterior à Páscoa. A importância desta romaria na região é de tal importância que a Segunda-Feira de Pascoela (dia principal da festa) é o feriado municipal do concelho do Alandroal. O Santuário de Nossa Senhora da Boa Nova foi classificado Monumento Nacional em 1910.

Exterior do templo

O Santuário é uma jóia da arquitectura religiosa do século XIV, templo-fortaleza de planta cruciforme, rara em Portugal, construído em forte cantaria granítica, coroado e ameias muçulmanas. Nas fachadas norte, sul e poente, abrem-se pórticos de arcos ogivais, góticos e estreitas frestas medievais, encimados por balcões defensivos, com matacães (por onde se jorravam líquidos a ferver, em caso de ataque), decorados com pedras de armas reais portuguesas. O conjunto da fachada principal é ainda enobrecido por singelo campanário, acrescentado no século XVIII. O templo era originalmente do padroado da Ordem de Avis, teve depois como donatários os Condes de Vila Nova (de Portimão).

Interior
 
Contrastando com o aspecto pesado exterior, o interior surpreende-nos pela singeleza das linhas góticas e pelo aspecto amplo da nave, de planta de cruz grega, coberta por abóbadas de arcos quebrados. Os alçados da nave foram decorados no século XIX por rodapé escaiolado e e pinturas murais realizadas pelo pintor Silva Rato, de Borba, representando santos da devoção popular alentejana. O púlpito, de alvenaria, é da mesma época e levanta-se volumoso no transepto da igreja. Os altares colaterais, de São Brás e Santa Catarina, são de talha dourada do século XVIII.

Mais interessante é a decoração do presbitério, cuja abóbada está coberta de pinturas fresquistas representando os reis da primeira dinastia até D.Afonso IV e diversas cenas do Apocalipse de São João, obra mandada fazer pelos Condes de Vila Nova, Comendadores da Ordem de Avis. O retábulo, maneirista, do século XVI, conserva entalhados belíssimas tábuas de estilo maneirista flamenguizante representando a Anunciação e Assunção da Virgem, o Presépio, o Pentecostes e a Ressurreição de Cristo. Ao centro, em maquineta dourada expõe-se a veneranda imagem de Nossa Senhora da Boa Nova, de roca, e com o Menino Jesus ao colo. Nesta capela se conservou acesa durante séculos a lâmpada votiva dos Duques de Bragança. Subsistem ainda no espaço algumas campas antigas e aras votivas do Deus Endonvélico, provenientes do templo de São Miguel da Mota, também na freguesia de Terena.
Fonte: Wikipédia 

Centro Histórico da Vila
TERENA

História 

Terena é uma Freguesia Portuguesa do Concelho do Alandroal, incluindo também a localidade de Hortinhas. Tem o nome alternativo de São Pedro, sendo por vezes também conhecida como São Pedro de Terena.

Localizada no centro do concelho, a freguesia de Terena (São Pedro) tem por vizinhos as freguesias de Nossa Senhora da Conceição a nordeste, Capelins a sueste e Santiago Maior a sudoeste, e os concelhos do Redondo a oeste e de Vila Viçosa a norte.
 
As origens da vila de Terena são muito antigas. O seu primeiro foral foi concedido no século XIII, sendo elaborado pelo Cavaleiro D. Gil Martins e sua mulher D. Maria João. Já no século XVI, em 10 de Outubro de 1514, o Rei D. Manuel I concedeu-lhe o Foral da leitura nova. A vila de Terena desempenhou um importante papel de defesa fronteiriça, através do seu castelo, que integrava a linha de defesa do Guadiana. No seu território desenvolveu-se desde tempos remotos o culto à Virgem Maria (possível fruto da cristianização de cultos pagãos), sendo o seu Santuário, hoje chamado da Boa Nova, já celebrado por Afonso X de Castela nas suas Cantigas de Santa Maria. O concelho de Terena, que abrangia as freguesias de Terena, Capelins e Santiago Maior, foi extinto em 1836, estando desde então integrado no concelho de Alandroal. O concelho tinha, de acordo com o recenseamento de 1801, 1 757 habitantes. Nos finais da década de 1970, foi construída nesta freguesia a Barragem do Lucefécit, que permitiu o desenvolvimento da agricultura de regadio nesta região. Nesta vila decorre anualmente, no Domingo e Segunda-Feira de Pascoela, a afamada e concorrida romaria de Nossa Senhora da Boa Nova.
Fonte: Wikipédia 

Vamos ganhar o prémio, ou  não fossem elas as 7 Maravilhas do Alentejo!

QUADRAS versus CARTOON

Rentreé Política 

RENTREÉ 
Chegámos na rentreé amigo…
Como é duro sentir saudades!

ZÉ POVINHO 
Que bem estava aqui comigo
Sem ter que ouvir brutalidades!!

RENTREÉ
Ora então vamos nessa,
Uma nova rentreé...

ZÉ POVINHO
A ninguém interessa
E vocês sabem porquê!
  
ZÉ POVINHO
Só me faltavam estes!...
Tão sossegado aqui estava,
Regressaram cinco pestes
Que ao diabo não lembrava!!!

POETA
  
RENTREÉ
HenriCartoon 

domingo, 22 de agosto de 2010

CARTOON versus QUADRA

A Mulher das Limpezas
HenriCartoon

A MULHER DAS LIMPEZAS 

Eu sou  ministra da limpeza,
Varrer a educação é um vício...
Sou  mulher, pois com certeza,
E gosto muito deste ofício!

Varro o ministério sem parar
Desde o chão até ao telhado,
Com a educação vou acabar…
Depois do ensino terminado!

A mulher das limpezas
Tem a profissão trocada…
Pra ministra das tristezas
Já nos chegou a atrasada!!

POETA

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

PINTURA SURREALISTA

Continuação...

PINTURAS DIGITAIS SURREAIS DE ALEX ANDREYEV 

Alex Andreyev é um experiente artista e graphic designer que, conta com mais de 20 anos de carreira, e centenas de obras surreais. O incrível no trabalho de Alex é a influência clara do surrealismo, com uma fantástica diversificação de composições de trens com caudas de escorpião, escadas sem fim para o céu, cidades voadoras e muitas outras idéias fabulosas.

09.05.1945
Alex Andreyev

20.00
Alex Andreyev

CROSSING 
Alex Andreyev

EDEN 
Alex Andreyev 

GAMES IN BOXES 
Alex Andreyev 

HEIGHT 
Alex Andreyev 

OUTFLOW 
Alex Andreyev 

LOOK! 
 Alex Andreyev 

PREDICTION OF A RAIN 
Alex Andreyev

SAD HISTORY OF LOVE 
Alex Andreyev

PRIVATE PARTY 
  Alex Andreyev

STATION 
 Alex Andreyev 

SUBSTATION 
Alex Andreyev

SWITCHYARD 
Alex Andreyev

TRAILING GARDEN. AN ORCHESTRA 
 Alex Andreyev

TRAP 
 Alex Andreyev

WEATHER FORECASTERS 
Alex Andreyev
     
  

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

QUADRAS versus CARTOON

A BOA-NOVA

Tenho boas notícias na rentrée…
Há por aqui desempregados?
Claro chefe, então não se vê…
Estamos todos desocupados!

Com grande satisfação surgiu
A boa notícia do desemprego,
Nos últimos meses não subiu…
Digam lá se não é um sossego?

Muito obrigado eu vos digo
Por ouvirem uns disparates...
Sei que vocês estão comigo
E agradeço muito os tomates!!

POETA

 A Boa-Nova
 HenriCartoon

terça-feira, 17 de agosto de 2010

SÉTIMA ARTE

Cinema no Alandroal, Praça da República, Jardim das Meninas  

Quinta-feira, 19 de Agosto 2010 pelas 21.30 horas

CINEMA
Homens que Matam Cabras só com o Olhar

Homens que Matam Cabras só com o Olhar

Sinopse: 
Surreal é a sensação e descrição do filme… perdidos pela realidade da ficção, “Homens que Matam Cabras só com o Olhar” leva-nos por uma viagem alucinada, do brilhante até á mediocridade.

O filme começa com a simples frase “Há mais verdade aqui , do que possa acreditar.”, o perfeito começo para um filme que roda à volta de uma organização secreta de espiões “psíquicos” do exército americano. Organização que tem por objectivo treinar guerreiros Jedi, sim! ouviram bem.. Jedi como em “Star Wars”, mas antes que a vossa imaginação vos leve para os sabres de luz e naves espaciais, o real “suposto” poder destes guerreiros jedi, é o de matar cabras simplesmente pelo olhar e promover paz e amor pelos inimigos. 

Esta não é, sem dúvida uma comédia para todo o tipo de público. Suscita uma divergência de opinião que tanto pode ser brilhante para uns como uma desilusão para outros, sendo o efeito máximo na maior parte do filme, o sorriso. Não é que por vezes não provoque uma grande gargalhada… mas, realmente não é o estilo deste filme. O realizador Grant Heslov tentou fugir à típica comédia hollywoodesca e apostou num estilo de sátira à base de piada inteligente com uma pitada de nonsense. 

Sem destacados desempenhos, mas com um elenco de grandes nomes do cinema actual, o filme é assim protagonizado por George Clooney, que interpreta a personagem de Lyn Cassidy, o recruta prodígio dos “guerreiros jedi” ,Ewan McGregor, o repórter Bob Wilton, que persegue uma aventura após a sua mulher o trocar pelo patrão, e ”last but not least”, acompanhados também pela presença dos não menos brilhantes Kevin Spacey e Jeff Bridges. Concluindo, “Homens que Matam Cabras só com o Olhar” é um filme que consegue fugir à comedia convencional, quase passando por um filme sério, mantendo assim uma historia que por muito rebuscada que seja, cria um filme inteligente ,sólido e divertido que promete um sorriso do princípio ao fim.
Fonte: O Ribatejo


 

Vila d'Landroal

Iniciativa: Câmara Municipal do Alandroal
  

ALANDROAL - FESTAS DE SETEMBRO

Festival da Juventude
PROGRAMA

Alandroal em Festa no Início de Setembro

Semana da Juventude e Festas em Honra de Nossa Senhora da Conceição voltam ao Coração da Vila

 A partir do próximo dia 1 de Setembro e até dia 6, o Alandroal volta a estar em festa, com a Semana da Juventude e as tradicionais Festas em Honra de Nossa Senhora da Conceição. 

Com um orçamento bastante inferior em relação a anos anteriores mas procurando manter a dignidade que as festas exigem e a população merece, o município aposta no regresso das festas ao seu local de origem – a Praça da República – no recuperar de tradições e no maior envolvimento dos agentes locais. 

Para os dias 1, 2 e 3 de Setembro, dedicados em especial à juventude, a Câmara Municipal de Alandroal, em colaboração com as associações jovens que estão a surgir no concelho, preparou um programa que vai muito além das actividades de diversão e procura envolver os jovens na discussão dos desafios que se lhes colocam nos dias que correm. Exposições temáticas, workshops e uma feira de emprego, vão ajudar a explorar temas como a saúde, o desporto ou as saídas profissionais.

Concertos com José Cid (dia 4) e “Homens da Luta” (dia 3), corrida de toiros, largadas e garraiadas, tasquinhas tradicionais, artesanato, produtos locais e várias manifestações culturais, são alguns dos atractivos com que o Alandroal vai brindar todos aqueles que nos visitam nesta altura. 

Festas da Padroeira  
 Nossa Senhora da Conceição
PROGRAMA

Vila d'Landroal

Organização: Câmara Municipal do Alandroal

Fonte: Gabinete de Imprensa C.M.A. 

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

Faz hoje 23 anos, dia 17 de Agosto de 2010, que o grande poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade nos deixou. Poet'anarquista recorda-o saudoso no espaço Amigos d'Arte, com uma breve biografia e três  poesias sobre o amor. 
Até sempre!

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
1902/ 1987 

BIOGRAFIA 

Carlos Drummond de Andrade (Itabira do Mato Dentro [Itabira] MG, 1902 - Rio de Janeiro RJ, 1987) formou-se em Farmácia, em 1925; no mesmo ano, fundava, com Emílio Moura e outros escritores mineiros, o periódico modernista A Revista. Em 1934 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde assumiu o cargo de chefe de gabinete de Gustavo Capanema, Ministro da Educação e Saúde, que ocuparia até 1945. Durante esse período, colaborou, como jornalista literário, para vários periódicos, principalmente o Correio da Manhã. Nos anos de 1950, passaria a dedicar-se cada vez mais integralmente à produção literária, publicando poesia, contos, crônicas, literatura infantil e traduções. Entre as suas principais obras poéticas estão os livros Alguma Poesia (1930), Sentimento do Mundo (1940), A Rosa do Povo (1945), Claro Enigma (1951), Poemas (1959), Lição de Coisas (1962), Boitempo (1968), Corpo (1984), além dos póstumos Poesia Errante (1988), Poesia e Prosa (1992) e Farewell (1996). Drummond produziu uma das obras mais significativas da poesia brasileira do século XX. Forte criador de imagens, a sua obra tematiza a vida e os acontecimentos do mundo a partir dos problemas pessoais, em versos que ora focalizam o indivíduo, a terra natal, a família e os amigos, ora os embates sociais, o questionamento da existência, e a própria poesia.
Fonte: As Tormentas

POESIA

Amor e seu tempo

Amor é privilégio de maduros
estendidos na mais estreita cama,
que se torna a mais larga e mais relvosa,
roçando, em cada poro, o céu do corpo.

É isto, amor: o ganho não previsto,
o prêmio subterrâneo e coruscante,
leitura de relâmpago cifrado,
que, decifrado, nada mais existe

valendo a pena e o preço terrestre,
salvo o minuto de ouro no relógio
minúsculo, vibrando no crepúsculo.

Amor é o que se aprende no limite,
depois de se arquivar toda a ciência
herdada, ouvida. Amor começa tarde.

Carlos Drummond de Andrade

 O amor antigo

O amor antigo vive de si mesmo, 
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.

O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.

Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
o amor antigo, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.

Carlos Drummond de Andrade

As sem razões do amor

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
 
Carlos Drummond de Andrade