quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

PINTURA - PORTINARI

No espaço Amigos d'Arte é aniversariante o pintor brasileiro Cândido Portinari, filho de emigrantes italianos e que hoje é considerado no Brasil um dos artistas mais prestigiados, sendo internacionalmente o que maior projecção alcançou. Ao longo da sua carreira foram quase 5000 obras entre pequenos esboços e pinturas de proporções padrão.
Poet'anarquista
Cândido Portinari
Pintor Brasileiro
BIOGRAFIA

Cândido Portinari (Brodowski, 29 de dezembro de 1903 — Rio de Janeiro, 6 de fevereiro de 1962) foi um artista plástico brasileiro. Portinari pintou quase cinco mil obras—de pequenos esboços e pinturas de proporções padrões como O Lavrador de Café a gigantescos murais, como os painéis Guerra e Paz, presenteados à sede da ONU em Nova York em 1956 e que em dezembro de 2010, graças aos esforços do seu filho, retornaram para exibição no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Portinari hoje é considerado um dos artistas mais prestigiados do país e foi o pintor brasileiro a alcançar maior projecção internacional.
Filho de imigrantes italianos, Cândido Portinari nasceu no dia 29 de dezembro de 1903, numa fazenda nas proximidades de Brodowski, interior de São Paulo. Com a vocação artística florescendo logo na infância, Portinari teve uma educação deficiente, não completando sequer o ensino primário. Aos 14 anos de idade, um grupo de pintores e escultores italianos que actuava na restauração de igrejas, passa pela região de Brodowski e recruta Portinari como ajudante. Seria o primeiro grande indício do talento do pintor brasileiro.
Aos 15 anos, já decidido a aprimorar os seus dons, Portinari deixa São Paulo e parte para o Rio de Janeiro para estudar na Escola Nacional de Belas Artes. Durante os seus estudos na ENBA, Portinari começa a  destacar-se e chamar a atenção tanto de professores quanto da própria imprensa. Tanto que aos 20 anos já participa de diversas exposições, ganhando elogios em artigos de vários jornais. Começa a despertar no artista o interesse por um movimento artístico até então considerado marginal: o modernismo. Um dos principais prémios almejados por Portinari era a medalha de ouro do Salão da ENBA. Nos anos de 1926 e 1927, o pintor conseguiu destaque, mas não venceu. Anos depois, Portinari chegou a afirmar que as suas telas com elementos modernistas escandalizaram os juízes do concurso. Em 1928 Portinari deliberadamente prepara uma tela com elementos académicos tradicionais e finalmente ganha a medalha de ouro e uma viagem para a Europa.
Os dois anos que passou vivendo em Paris foram decisivos no estilo que consagraria Portinari. Lá teve contacto com outros artistas como Van Dongen e Othon Friesz, além de conhecer Maria Martinelli, uma uruguaia de 19 anos com quem o artista passaria o resto da sua vida. A distância de Portinari das suas raízes acabou aproximando o artista do Brasil, e despertou nele um interesse social muito mais profundo.
Em 1946 Portinari volta ao Brasil renovado. Muda completamente a estética da sua obra, valorizando mais cores e a idéia das pinturas. Quebra o compromisso volumétrico e abandona a tridimensionalidade das suas obras. Aos poucos o artista deixa de lado as telas pintadas a óleo e começa a dedicar-se aos murais e afrescos. Ganhando nova notoriedade entre a imprensa, Portinari expõe três telas no Pavilhão Brasil da Feira Mundial em Nova Iorque de 1939. Os quadros chamam a atenção de Alfred Barr, director geral do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA).
A década de quarenta começa muito bem para Portinari. Alfred Barr compra a tela "Morro do Rio" e imediatamente a expõe no MoMA, ao lado de artistas consagrados mundialmente. O interesse geral pelo trabalho do artista brasileiro faz Barr preparar uma exposição individual para Portinari em plena Nova Iorque. Nessa época Portinari faz dois murais para a Biblioteca do Congresso em Washington. Ao visitar o MoMA, Portinari impressiona-se com uma obra que mudaria o seu estilo novamente: "Guernica" de Pablo Picasso.
No final da década de 40 Portinari filia-se no Partido Comunista Brasileiro (PCB) e concorre ao Senado em 1947, mas perde por uma pequena margem de votos. Desiludido com a derrota e também fugindo da caça aos comunistas que começava a crescer no Brasil, Portinari muda-se com a família para o Uruguai. Mesmo longe do seu país, o artista continua com grande preocupação social nas suas obras. Em 1951 uma amnistia geral faz com que Portinari volte ao Brasil. No mesmo ano, a I Bienal de São Paulo expõe obras de Portinari com destaque numa sala particular. Mas a década de 50 seria marcada por diversos problemas de saúde. Em 1954 Portinari apresentou uma grave intoxicação pelo chumbo presente nas tintas que usava. Desobedecendo a ordens médicas, Portinari continua pintando e viajando com freqüência para exposições nos EUA, Europa e Israel.
Em 1960 nasceu a sua neta Denise, que passou a ocupar boa parte de seu tempo. Pintou muitos quadros com o retrato dela. Quando não estava com Denise, Portinari passava horas fitando o mar, sozinho. No ano seguinte escreveu um ensaio de oração para a neta.
MORTE
Desobedecendo a ordens médicas, Portinari continua pintando e viajando com frequência para exposições nos EUA, Europa e Israel. No começo de 1962 a prefeitura de Milão convida Portinari para uma grande exposição com 200 telas. Trabalhando freneticamente, o envenenamento de Portinari começa a tomar proporções fatais. No dia seis de fevereiro do mesmo ano, Cândido Portinari morre envenenado pelas tintas que o consagraram.
Fonte: Wikipédia
"Os Despejados"
Portinari
"Os Retirantes"
Portinari
"Café"
Portinari
"A Criança Morta"
Portinari
"Auto-Retrato"
Portinari
"Cana"
Portinari
"Crucifixion"
Portinari
"A Floresta"
Portinari
"Os Retirantes"
Portinari
"D. Quixote"
Portinari
"Meio Ambiente"
Portinari
"Enterro na Rede"
Portinari
"A Descoberta da Terra" - Pintura Mural
Portinari
PINTURA - MODERNISMO
CÂNDIDO PORTINARI

3 comentários:

Ana Paula Fitas disse...

Muito bom!... obrigado por partilhares esta obra!... não conhecia!!!
Beijinhos

PORTINARI disse...

Muito agradeço a sua atenção com a memória de meu pai, mas peço vênia para informar que seu nome completo é "Candido Portinari", não existindo nenhum "Torquato". Todos os documentos que integram o acervo do Projeto Portinari --- Certidão de Nascimento, Identidade, Passaportes, Atestado de Óbito, entre muitos outros --- atestam este fato.
Grato,
João Candido Portinari
Fundador e Diretor-Geral do Projeto Portinari
filho único do pintor

Camões disse...

Agradeço o esclarecimento e pelo facto peço desculpa, mas na informação Wikipédia consta o nome Cândido Torquato Portinari.

Já fiz emenda na publicação...

Grato pela visita!