quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

GIACOMO PUCCINI

Giacomo Antonio Domenico Michele Secondo Maria Puccini, famoso no mundo da ópera como Puccini, célebre compositor italiano de óperas, nasceu no dia 22 de Dezembro de 1858 em Lucca, Itália, e se fosse vivo cumpriria hoje mais um aniversário. Deixo-vos com a sua biografia e um excerto da ópera Gianni Schicchi, a ária "O Mio Babbino Caro", interpretada pela voz maravilhosa da grande senhora Montserrat Caballe. Simplesmente magistral!
Poet'anarquista
Puccini
Compositor de Óperas
BIOGRAFIA

Giacomo Puccini (Lucca, 22 de dezembro de 1858 — Bruxelas, 29 de novembro de 1924) foi um compositor italiano de óperas. Dentre os compositores com óperas mais populares, é o mais recente.
Assim como a família Bach, a família Puccini produziu músicos por várias gerações (entre os quais, Domenico Puccini), especialmente músicos de igreja. Seus antepassados foram organistas da igreja de São Martinho em Lucca, tendo o cargo passado de pai para filho na família Puccini desde o século XVIII. Dizem que seu pai, Michele, já estava à procura dos nomes femininos mais feios que pudesse encontrar: Puccini teve cinco irmãs que nasceram antes dele. Em 1858, contudo, o tão esperado filho homem nasceu, e foi batizado com o nome de Giacomo Antonio Domenico Michele Secondo Maria Puccini. Depois de Giacomo, sua mãe Albina Magi deu à luz outro menino, que recebeu o nome de Michele.
Giacomo estudou órgão com o pai até que este morreu, em 1864, quando Puccini ainda não havia completado seis anos de idade. Para seguir a tradição secular da cidade de Lucca, o governo municipal decretou que Giacomo herdaria o cargo do pai, que foi desempenhado por diversos professores que repartiam com a viúva os modestos vencimentos anuais. Puccini continuou os seus estudos de órgão com seu tio, Fortunato Magi, que o considerava um estudante pobre e indisciplinado, e com Carlo Angeloni. Aos dez anos de idade começou a cantar no coro da igreja. Puccini parecia destinado a seguir a tradição da família e ser um simples músico de igreja, até que um dia, em 1876, aos 18 anos, ele ouviu a Aida de Verdi, que despertou nele um tal fogo, uma tal paixão, que ele percebeu em si mesmo um instinto musical que levava naturalmente à composição de óperas. Ele e seu irmão Michele haviam caminhado 30 km até Pisa par assistir à apresentação. Conseguiu então uma bolsa de estudos da rainha Margherita e, com um pouco de ajuda financeira do tio, entrou para o Conservatório de Milão, onde foi aluno de Amilcare Ponchielli e Antonio Bazzini. No mesmo ano, na idade de 21 anos, compôs Messa, que marca o ponto culminante da longa associação da sua família com a música de igreja na sua Lucca nativa. Embora o próprio Puccini correctamente tenha intitulado o trabalho de Messa, referindo-se a uma definição da liturgia da Missa Católica, hoje o trabalho é popularmente conhecido como Messa di Gloria, um nome que, tecnicamente, se refere a uma definição de apenas as duas primeiras partes da missa, o Kyrie e Glória, omitindo o Credo, Sanctus e os Agnus Dei. Graduou-se em 1883 com o Capriccio Sinfonico, peça que parecia anunciar um compositor de sinfonias, tamanho o brilho de sua orquestração.
Messa antecipa a carreira de Puccini como um compositor de ópera, oferecendo vislumbres da força dramática que logo brotaria no palco, as poderosas "árias" para tenor e baixo solistas são certamente mais operísticas do que é habitual na música de igreja e, na sua orquestração e força dramática, Messa assemelha-se de forma interessante com Requiem de Verdi.
Enquanto estudava no conservatório, Puccini obteve um libreto de Ferdinando Fontana e entrou numa competição para uma ópera de um acto em 1882. Embora não tenha vencido, Le Villi mais tarde foi encenada em 1884 no Teatro Dal Verme e chamou a atenção de Giulio Ricordi, director da editora de música G. Ricordi & Co., que lhe encomendou uma segunda ópera, Edgar, em 1889. Esta segunda ópera foi friamente recebida quando estreou no Teatro Scala de Milão na primavera de 1889. Essas duas primeiras óperas são as únicas de Puccini que são raramente encenadas hoje em dia.
Sua terceira ópera, Manon Lescaut, que estreou no Teatro Regio de Turim a 1 de fevereiro de 1893, foi um sucesso estrepitoso, apesar da ousadia de Puccini, que utilizou uma história sobre a qual o compositor francês Jules Massenet já havia composto uma ópera poucos anos antes e que havia se tornado um sucesso internacional. O editor Giulio Ricordi tentou demovê-lo da idéia, obviamente arriscada, do ponto de vista financeiro, mas Puccini era teimoso. "Massenet trata a Manon como um francês, com minuetos e pó-de-arroz; eu vou tratá-la como um italiano, com paixão desesperada." "Por que não duas óperas? Uma mulher como Manon pode ter mais de um amante." E de facto, os instintos do compositor provaram ser acertados, embora tenha gente que prefira a Manon de Massenet, mais romântica e sentimental, à de Puccini, mais quente e sensual. Massenet chegou a mover acção na justiça contra Puccini, mas no final ficou decidido que a ópera de Massenet se chamaria simplesmente Manon, enquanto que a de Puccini seria Manon Lescaut, para evitar confusão entre as duas.
A quarta ópera de Puccini, La Bohème, estreou também no Teatro Regio de Turim, em 1896, sob a regência de Arturo Toscanini, que se tornaria amigo de Puccini pelo resto da vida.
A quinta, Tosca, estreou em Roma, em 1900, e também causou sensação. Em 1905, Puccini visitou a Argentina. Um dos motivos dessa viagem pode ter sido investigar a morte de seu irmão, Michele, que ocorrera naquele país, anos antes, em circunstâncias até hoje não esclarecidas. Em 1907, viajou para os Estados Unidos, para a estreia americana de sua sexta ópera, Madama Butterfly, que se deu no Metropolitan Opera House de Nova York a 22 de fevereiro, com a presença do compositor.
A próxima ópera de Puccini, La Fanciulla del West, mostra influência de Debussy e Richard Strauss. Estreou no Metropolitan de Nova York em 1910, também sob a regência de Toscanini. Puccini estava em Nova York, na ocasião, numa segunda visita aos Estados Unidos, mas não compareceu à estreia.
Puccini comprou uma casa de campo em Torre del Lago, onde se instalou com sua esposa, Elvira Gemignani, com quem se casara em 1904. A relação dos dois foi turbulenta. Ela era ciumenta e um pouco paranóica. Acusou a empregada dos Puccini, uma moça chamada Doria Manfredi, de manter relações íntimas com o compositor, e passou a infernizar a vida da pobre garota, que acabou cometendo suicídio em 1909, bebendo veneno na cozinha dos Puccini. Uma autópsia no corpo da garota mostrou que ela era virgem, provando assim a inocência de Puccini, mas a Senhora Puccini foi parar na cadeia e obrigada a pagar uma alta soma em indenização à família da infeliz garota. Daria para compor uma ópera sobre essa tragédia pessoal, mas Puccini se absteve.
Em 1924, Puccini foi diagnosticado com câncer na garganta, e seguiu para Bruxelas para tratamento, onde morreu, a 29 de novembro do mesmo ano, deixando inacabada sua última ópera, Turandot.
Fonte: Wikipédia
"O MIO BABBINO CARO" - PUCCINI
MONTSERRAT CABALLE

2 comentários:

Camões disse...

Pode não ficar muito bem comentar a própria publicação, mas não resisto.

Bravo, Bravo Montserrat Caballé, um momento divinal!

POETA

Anónimo disse...

Faço minhas as sua palavras POETA!!!
M A G N Í F I C O !!!

Muito Obrigada

Uma Alandroalense (L...)