sábado, 18 de setembro de 2010

BANDA DESENHADA E POESIA

Algures entre a Serra D'Ossa e o Alandroal... 

Vila Cheia (Norte)
João Paulo Galhardas

BURACO  DA  ALMA  

  para  os  lados  de   “ Vila  Cheia “?!...
Num   lugar  de  encantar…
Uma   Alma  em  seu  Buraco
Não  se  cansa  de  esperar.
Sei  que  por  mim  anseia
Para   estar  perto,  a  seu  lado,
E   poder  enfim  libertar,
Este  ser,  seu  ser  amado!

Matias José (2007)

Vila Cheia (Sul)
João Paulo Galhardas

VILA  CHEIA  

Terra  de  horizontes  imaginários
Ali  nas  abas  da  serra  D’Ossa,
Onde  gente  simples  mas honrada,
Espera  um  novo  dia,  outra  alvorada!
Sorrindo  para  quem  passa
Por  caminhos    secundários,
Esse   povo  da  vila  “amada”
Tem  cheiro  a  terra  molhada!!
Vila  Cheia,  vila  nossa?!...
De  personagens  extraordinários,
Será  sempre  a  arte  imaginada
Desta  vossa  “Banda  Desenhada”!!!

Matias  José (2007)

À Porta do Monte
João Paulo Galhardas 

À  PORTA  DO  MONTE    

Era  o  cair  da  tarde  do  mês  de  Abril.
À   porta  do  monte  os  velhotes
Espreitavam  os  últimos  raios  de  sol
De  um  dia  como  outro  qualquer?...
Fazendo  prospecção  no  terreno,
Porque  as  pedras  dos  nossos  antepassados
Também  eram  a  sua  paixão  de  menino,
Descansou   por  alguns  minutos
E  recuou  a  épocas  muito  antigas?!
Estavam  riscados  os  primeiros  traços
Para  uma  nova  aventura  de  “Banda  Desenhada”!

Matias José (2007)

6 comentários:

Anónimo disse...

...ou "Banda Desenhada e Poesia"...

Camões disse...

Caro/a comentador/a:

A chamada de atenção para o título da publicação a que se refere, é mais que acertada. Trata-se na verdade de Banda Desenhada sobre uma vila imaginária, algures entre Alandroal e serra D'Ossa. João Paulo deu-lhe o nome de "Vila Cheia" e, como muito bem refere no seu comentário, o título Banda Desenhada é o que está correcto.

Obrigado pela chamada de atenção!

Anónimo disse...

Fosse banda desenhada, pintura, caricatura, desenho à vista, etc... o facto é que desenhava extraordináriamente bem.
Gostei muito e as poesia estão mesmo a propósito para a banda desenhada Vila Cheia.
Boa continuação...

Amigo de ambos!

Anónimo disse...

LINDO Encontro de POESIA e PINTURA!!!

A Primeira Poesia arrepiou-me!
Sem mais palavras...

Muitíssimo obrigada.

Uma Alandroalense (L...)

Camões disse...

O "Buraco da Alma" nome da poesia a que se refere a cara conterrânea, para que conste, é uma abertura existente na "Anta da Candeeira"- Aldeia da Serra- REDONDO.
Em publicação mais antiga no blogue Poet'anarquista , datada de quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009, no segundo post, poderá ver a Anta a que me refiro e uma breve explicação sobre a mesma.

Cumprimentos

Anónimo disse...

Caro POETA/CABÉ:

Fiz exactamente o que me aconselhou
e fiquei maravilhada com a lindíssima FOTOGRAFIA!!!
BELÍSSIMA POSTAGEM!!!
Estou inteiramente de acordo com os
quatro comentários!!!
Parabens a AMBOS!
Muito Grata.
Cumprimentos.

Uma Alandroalense (L...)